MENSAGENS PARA A GERAÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS

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A PRIMEIRA E A SEGUNDA BESTA – 666

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Ainda irei concluir com mais riquezas de detalhes este post, que trata sobre quem seria a Primeira e a Segunda Besta do Apocalipse.
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Jesus vs Satan

1) Por que os teólogos cristãos e evangélicos usam um nome de cunho ocultista e esotérico para se referir a Satanás? Por que empregam em suas literaturas o nome LÚCIFER, se este não é um nome próprio e nem mesmo existe na Bíblia, escrita originalmente em Hebraico e Grego?

2) Por que alcunharam Satanás com o nome de Lúcifer (Estrela da Alva ou Estrela da Manhã), se existe apenas uma referência bíblica EM LATIM sendo supostamente atribuída a ele? Enquanto que existem três (3) referências bíblicas atribuídas a Jesus como sendo LÚCIFER, a brilhante Estrela da Manhã?

3) Por que Satanás, com apenas uma referência bíblica, tornou-se LÚCIFER, e Jesus Cristo, com três referências, não é chamado de LÚCIFER?

4) Por que na numerologia secreta apenas os nomes de JESUS e de LÚCIFER dão o valor numérico de 666?

5) Por que os padres católicos e o Papa permitiu que o nome de Yeshua Ha Mashiach fosse grafado com letra J inicial (já que no hebraico e no gregonão existe esta letra) e acrescentado um S no fnal do nome? A antiga forma do nome do Cristo era IESU. Por que alteraram esse nome?

6) Fiz cálculos com a numerologia secreta utilizando nomes de pessoas famosas, grandes líderes políticos e religiosos mundiais, mas nenhum deles deu a soma 666. Somente os nomes JESUS e LUCIFER dão a soma de 666.

7) O Livro do Apocalipse seria uma farsa bem engendrada? A primeira Besta é Satanás, o Grande Dragão ou antiga Serpente. E a segunda Besta? Seria JESUS (o Falso Profeta ou falso Messias)? (e não IESU, Yeshua Ha Mashiach)? Satanás (Lúcifer) veio primeiro. Jesus veio depois,  colocando-se como Salvador do mundo (o Falso Profeta?).

8) Por favor, não se assuste com isso! Alguém tem que esclarecer essas coisas, e não há lugar melhor do que aqui neste singelo blog.

9) NUMEROLOGIA SECRETA DO 6.

Primeiro Caso: A primeira letra vale 6 e às seguintes vai se somando + 6.

A(6) – B(12) – C(18) – D(24) -E(30) -F(36) – G(42) – H(48) – I(54) – J(60) – K(66) – L(72) – M(78) – N(84) – O(90) – P(96) – Q(102) – R(108) – S(114) – T(120) – U(126) – V(132) – W(138) – X(144) – Y(150) – Z(156)

J + E + S  + U + S

60 + 30 + 114 + 126 + 114 = 444 (Número Cabalístico Importante)

L + U + C + I + F + E + R

72 + 126 + 18 + 54 + 36 + 30 + 108 = 444

Repare que todos esses números são múltiplos de 6.

Segundo Caso: A primeira letra vale 9 e às demais vai se somando + 9.

O número 9 é o preferido dos ocultistas. Repare que os valores de algumas letras mudam, como se os números tivessem se invertidos (J-60) e (J-90).

A(9) – B(18) – C(27) – D(36) -E(45) -F(54) – G(63) – H(72) – I(81) – J(90) – K(99) – L(108) – M(117) – N(126) – O(135) – P(144) – Q(153) – R(162) – S(171) – T(180) – U(189) – V(198) – W(207) – X(216) – Y(225) – Z(234)

Repare que alguns desses números aparecem na Bíblia: 99, 144, 153, etc.

J + E + S  + U + S

90 + 45 + 171 + 189 + 171 = 666 (Número da 2ª Besta?)

L + U + C + I + F + E + R

108 + 189 + 27 + 81 + 54 + 45 + 162 = 666 (Número da 1ª Besta)

10) Os Algarismo Romanos e a contegem dos tempos. São Sete Letras. E o número sete simboliza perfeição ou algo completo.

I (1) – V (5) – X (10) – L (50) – C (100) – D (500) – M (1000)

Somando-se as seis primeiras letras, temos: 666.

1 + 5 + 10 + 50 + 100 + 500 = 666

Seis (6) é o número do homem, ou o auge da civilização humana.

666 seria a tolerância máxima do tempo em que a civilização humana pode alcançar. Tipo algo como 6,666….. Ou o número invertido: 9,999….

A sétima letra representa o ápice do tempo.

Por ter o valor de 1000, a sétima letra (M) João a descreveu no Apocalipse como o período do Reino do glorioso Messias, que durará 1.000 anos.

11) Jesus Cristo (Yeshua Ha Mashiach) não é Deus. Porém, o Imperador Constantino e os papas atribuiram a Ele o título de divindade. O verdadeiro Yeshua Ha Mashiach não é Deus, mas é um enviado poderoso da parte de Deus para servir à humanidade, e resgatá-la das mãos de Satanás, o filho desobediente, que se tornou impostor e quis se tornar igual a Deus. O segundo filho de Deus, IESU, sempre foi obediente ao Pai. Nunca teve intenção (nem mesmo por usurpação) de ser igual ao Deus Todo-Poderoso. Porém, os teólogos católicos e protestantes o colocaram como divindade igual ao Pai.

12) Alguns estudiosos afirmam que a terminação SUS do nome de Jesus significa PORCO em Latin e Grego, e significa CAVALO em Hebraico. Existem muitas controvérsias sobre a forma atual do nome de Jesus. Uma pessoa que se diz entendida sobre a língua Hebraica comenta a esse respeito. Confira no link:

http://www.youtube.com/watch?v=Q7LkrCrmQAo

Na verdade, a forma antiga do nome do Filho de Deus, Yeshua Ha Mashiach, era IESU ou JESU. Em Grego antigo era IESOUS. O nome JESUS é a forma final transliterada do nome do Messias em Latim. E Lúcifer é uma palavra de origem latina (Latim, antigo dialeto romano, em cuja língua foi traduzida a Versão Vulgata da Bíblia Sagrada, por Jerônimo).

Veja alguns manuscritos e livros antigos com a antiga forma do nome Jesus:

O antigo nome de Jesus era Iesu ou Jesu

Biblia Vulgata Inglesa - Iesv Iesu - Societas Jesu

Vulgata - Nome IESU no Evangelho de João

Vulgata Lyon (1519) - O nome Iesu

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Miquels7

20/04/2014 Publicado por | CASOS POLEMICOS, CONSPIRAÇÃO | , , | 2 Comentários

O CONHECIMENTO SECRETO DO PASSADO DA TERRA PODE SER A RAZÃO DAS PROFECIAS SOBRE O FINAL DOS TEMPOS

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AINDA ESTOU ESCREVENDO E PESQUISANDO A RESPEITO DESTE ASSUNTO E PRETENDO MELHORÁ-LO COM MAIS DETALHES. IREI COMPLEMENTAR COM CITAÇÕES DE PROFECIAS BÍBLICAS E PROFECIAS DE JESUS A RESPEITO DO FINAL DOS TEMPOS (FINAL DO CICLO DE 25.000 ANOS).

QUEM DETÉM O CONHECIMENTO SECRETO SOBRE OS EVENTOS PASSADOS DO PLANETA TERRA, QUE SÃO REPETITIVOS DE 25 MIL EM 25 MIL ANOS, PODE SE ACHAR DONO DO TEMPO, E PODE SE GABAR QUE CONHECE O PASSADO E O FUTURO (DA TERRA).
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“Eis que as primeiras coisas já se realizaram, e novas coisas eu vos anuncio; antes que venham à luz, vo-las faço ouvir”. (Isaías 42:9).
(AQUI O TODO-PODEROSO DEUS SE GABA DE CONHECER O PASSADO E O FUTURO).

“Assim diz o Senhor, o Santo de Israel, aquele que o formou: Perguntai-me as coisas futuras; demandai-me acerca de meus filhos, e acerca da obra das minhas mãos”. (Isaías 45:11).

“Lembrai-vos das coisas passadas desde a antigüidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam”. (Isaías 46:9-10).
(AQUI NOVAMENTE O TODO-PODEROSO DIZ QUE CONHECE OS EVENTOS FUTUROS DA TERRA).

Agora o profeta se entrega e confessa.

“Chegai-vos a mim, ouvi isto: Não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que aquilo se fez, eu estava ali; e agora o Senhor Deus me enviou juntamente com o seu Espírito”. (Isaías 48:16).

Jesus Cristo profetizou eventos que seriam previsíveis de acontecer. Até um charlatão poderia prever tais eventos. Para quem detém o conhecimento secreto sobre os eventos periódicos que ocorrem com o planeta Terra, é muito fácil prever os acontecimentos até com certa precisão.

“E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim”. (Mateus 24:6).
(É MUITO PREVISÍVEL OCORRER GUERRAS ENTRE AS NAÇÕES. NADA DE INÉDITO).

“Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados”. (Mateus 24:29).
(AQUI JESUS SE REFERE AOS PREVISÍVEIS FENÔMENOS NATURAIS DA TERRA, DA LUA E DO SISTEMA SOLAR).

“E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas”. (Lucas 21:25).(AQUI JESUS SE REFERE AO PREVISÍVEL AQUECIMENTO GLOBAL DA TERRA, QUE CAUSARÁ MUITAS CATÁSTROFES).

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Piramides de Gizé no Egito

 

1) Qual a razão da existência das Escolas de Mistério? Que tipo de conhecimento os iniciados de alto grau recebem, a tal ponto de serem proibidos de revelar?

2) As grandes profecias bíblicas de Isaías, Ezequiel, Daniel, Jesus e João podem ter sido inspiradas no conhecimento secreto levado pelos adeptos das escolas de mistérios em relação ao passado do planeta Terra. Alguns estudiosos dizem que Jesus Cristo viveu recluso dos 12 aos 30 anos em algumas escolas de mistério, como a dos Essênios, e desceu até o Egito para estudar com os magos. O apóstolo João, que escreveu o Apocalipse, utilizou uma linguagem esotérica (dos conhecimentos secretos e cabalísticos) para escrever as profecias.

3) Muitos já sabem que o Planeta Terra tem um ciclo de duração de 25.000 anos  ao redor do Sistema Solar. Sabemos, também, que a Terra já possui milhões de anos de existência, com atmosfera respirável, e que centenas de civilizações humanas se desenvolveram em vários ciclos de 25.000 anos. Durante esse ciclo, muitas civilizações florescem e outras desaparecem, e a tecnologia cresce bastante. Mas no final desse ciclo algo catastrófico acontece na Terra, e que ocasiona o desaparecimento das civilizações, suas culturas e seus conhecimentos. A civilização atual está caminhando para o final desse ciclo, que os antropólogos, geólogos e astrônomos não conseguem distinguir e reconhecer.

4) Quem detém o conhecimento secreto sobre os fatos ou eventos que acontecem ao planeta Terra, às civilizações e às tecnologias que se desenvolvem durante esse período de 25.000 anos, pode achar-se dono do tempo, e pode se aproveitar desse conhecimento para elaborar profecias, pois ele tem 99,9% de certeza que o evento irá ocorrer, pois os acontecimentos são repetitivos.

5) Luas de sangue, eclipses lunares e solares, chuvas de meteoritos (estrelas caindo do céu), e até grandes terremotos, podem ser previsíveis para quem detém esse tipo de conhecimento secreto.

6) Sabemos que os Anjos Caídos revelaram esses conhecimentos proibidos aos humanos. Deus e os anjos são seres imortais e possuem conhecimento sobre todos os eventos catastróficos que acontecem com o Planeta Terra e as civilizações que nela se desenvolvem. Eles estavam lá observando e anotando tudo. Como os eventos são repetitivos, Deus e os anjos podem afirmar que conhecem o passado e o futuro.

7) O conhecimento secreto que os Anjos Caídos passaram aos humanos sobre os eventos do Sistema Solar, os magos do Egito se apoderaram dele, e tais conhecimentos foram codificados em livros de magia e mistérios, sendo apenas revelado aos iniciados.

8) O pouco conhecimento que sabemos sobre os eventos catastróficos que podem ocorrer com o nosso Planeta Terra os magos se apoderaram e ainda esconderam a sete chaves em livros esotéricos e herméticos.

9) Podemos observar que os profetas bíblicos não eram detalhistas. A grande maioria das profecias bíblicas apenas abrange o evento maior, e nunca predizem os pormenores dos fatos com exatidão. Por exemplo, teve algum profeta bíblico que profetizou sobre a existência da bomba atômica, bomba nuclear, de plutônio e a de hidrogênio (mais potente)???

10) Teve algum profeta bíblico que profetizou sobre a descoberta da cura da LEPRA? Esta terrível doença era motivo de desprezo e sinal de maldição na vida dos acometidos por ela. Hoje, basta apenas um tratamento de 6 meses para o acometido de lepra ficar curado.

11) Algum profeta bíblico profetizou sobre a existência do telefone, do cinema, do motor a propulsão, do telefone, do rádio, da energia elétrica, do computador e da Internet?

12) Algum profeta predisse que o homem alcançaria os céus, voaria em suas naves espaciais, e buscaria encontrar o infinito do espaço? Não. O profeta prediz o contrário: “Se subir aos céus, de lá os derrubarei”.

13) O que tenho certeza é que no final desse ciclo de 25.000 anos a civilização humana atingiu um grau de conhecimento e de tecnologia jamais visto nos períodos anteriores. Por isso, tenho plena certeza que todo o conhecimento humano atual (invenções, tecnologias, cinema, música, internet) jamais se perderão com os possíveis eventos catastróficos que abalarão a Terra. Desta vez a civilização humana está mais preparada para chegada do final do ciclo. O conhecimento humano já está espalhado até fora do planeta Terra. Foi levado por sondas para a Lua e para outros planetas do Sistema Solar. E atualmente todo o conhecimento está sendo preservado em colônias de bactérias, que são resistentes até a explosões atômicas.

14) Deus mandou os anjos construírem as Grandes Pirâmides do Egito (com ajuda dos humanos) para servirem de Sinal dos Tempos. A Pirâmide de Gizé, juntamente com as duas outras, e a Grande Esfinge, formam um imenso Calendário Astronômico, que só pode ser observado por vista aérea. As grandes Pirâmides foram construídas para servirem de marco e de calendário. Foram construídas para resistir ao mais forte terremoto e às intempéries do tempo.

15) O astrônomo (e ateu) Patrick Geryl já escreveu alguns livros sobre as descobertas que fez sobre os conhecimentos secretos guardados de forma sigilosa nos hieróglifos e figuras desenhadas na arquitetura egípcia. Ele afirma que descobriu o significado da figura de dois leões colocados de lados opostos (de costas), tendo sobre si o Sol. Ele afirma que no final do ciclo de 25 mil anos, a Terra irá parar de girar, e voltará a girar no sentido contrário. Quando a Terra parar de girar (ainda não se sabe por quantas horas), a maioria dos seres vivos da Terra irá morrer, incluindo nós, os humanos. Os que sobreviverem a esse grande cataclismo, irão formar a nova civilização que se desenvolverá para os próximos 25 mil anos.

Pesquise sobre os livros de Patrick Geryl.

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Estarei atualizando este post com mais detalhes e mais informações.

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Miquels7

 

19/04/2014 Publicado por | CASOS POLEMICOS, CONSPIRAÇÃO, ESCATOLOGIA BÍBLICA, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE | , , | Deixe um comentário

PASTORES CRISTÃOS DEVIAM FAZER VOTO DE POBREZA PARA EXERCER MINISTÉRIO

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JESUS CRISTO, SENDO FILHO DO DONO DE TODA RIQUEZA, SEMPRE FOI POBRE. FOI FILHO ADOTIVO DE UM SIMPLES CARPINTEIRO; VIVEU MAIS DE TRINTA ANOS SOBRE A TERRA; NUNCA ALMEJOU ALCANÇAR RIQUEZAS, E CHEGOU A DIZER QUE NÃO TINHA UM LUGAR EM QUE PUDESSE RECLINAR A CABEÇA PARA DESCANSAR.

E OS PASTORES DE HOJE? O QUE SÃO? O QUE POSSUEM? O QUE PREGAM?
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Paulo de Tarso

Um sacerdote ou pastor cristão, que se preze, devia, no momento de ser consagrado para o ministério, fazer “voto de pobreza” e, no máximo, receber um salário mínimo (simbólico) da Igreja local.

Se o pastor ou sacerdote quiser possuir muitas riquezas neste mundo, deve trabalhar e conseguir o que pretende com o suor do seu rosto, e não tornar-se rico à custa dos dízimos e ofertas dos fiéis. Ele tem que trabalhar, e não viver de regalias, com carrões, mansões, aviões, helicópteros, tudo à custa das contribuições dos fiéis, que na maioria são pobres, e que contribuem com amor em prol do reino de Deus.

Esses pastores mercenários alegam que os grandes personagens bíblicos, como os patriarcas, foram ricos e prósperos. Mas não explicam que os sacerdotes não podiam ser ricos; os sacerdotes da tribo de Levi não podiam acumular riquezas.

Eles esquecem que Abraão e Jacó não eram pastores ou sacerdotes, mas apenas grandes fazendeiros e donos de terras.

Moisés e Josué foram grandes líderes de Israel, mas não eram sacerdotes.

Jônatas, Davi e Salomão não eram pastores nem sacerdotes. Davi foi apenas um rei abençoado por Deus; mas cometeu um adultério, um homicídio, teve várias mulheres e mais de 30 filhos. A mesma coisa pode-se falar de seu filho Salomão, o mais rico de todos, que teve mais de 1000 mulheres e 300 concubinas.

O patriarca Jó era um homem rico antes da prova, e ficou mais rico depois da provação. Mas ele não era sacerdote.

Os primeiros grandes sumo-sacerdotes de Israel não eram ricos. Só podia exercer função de sumo-sacerdote os descendentes de Arão, da tribo de Levi.

Após o exílio Babilônico as regras mudaram, e o sumo-sacerdote passou a exercer até mesmo funções políticas, como chefe em Israel.

No período interbíblico, o cargo de sumo sacerdote passou a ser exercido pelos reis descendentes dos Macabeus, até 37 a.C. Com a dominação da Palestina pelo Imério Romano, os sumo sacerdotes passariam a ser indicados pelo Imperador. Eles dirigiam o Sinédrio e a assembléia sacerdotal de Israel.

Os últimos sumo-sacerdotes de Israel eram saduceus, que tinham menos simpatia do povo. Desde o período em que a classe sacerdotal de Israel se corrompeu, os sumo-sacerdotes passaram a acumular riquezas.

Os sacerdotes que ministravam os serviços no grande Templo não eram ricos e nem possuíam grandes propriedades.

Nem mesmo os grandes profetas de Israel possuíram riquezas ou propriedades.

Vede o caso do Profeta Samuel, e principalmente do Profeta Daniel que exerceu até função política no governo da Babilônia, durante o exílio do povo judeu, mas não teve ambição de possuir riquezas.

Jesus Cristo, sendo Filho do dono de toda a riqueza, sempre foi pobre. Viveu mais de 30 anos sobre a Terra, não almejou alcançar riquezas materiais, e chegou a dizer que não tinha um lugar em que pudesse reclinar a cabeça para descansar.

No Novo Testamento há apenas um registro de um descendente da tribo de Levi (dos que ministravam no grande Templo), que possuía uma grande propriedade. Mas ele vendeu essa propriedade e depositou o dinheiro aos pés dos apóstolos, para repartir entre os irmãos carentes.

“Com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois não havia entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tivesse necessidade. Então José, cognominado pelos apóstolos Barnabé (que quer dizer, filho de consolação), levita, natural de Chipre, possuindo um campo, vendeu-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos”. (Atos 4:33-37).

Atualmente, qual é o pastor que, tendo uma grande propriedade, vende-a e investe o dinheiro na assistência aos necessitados ou na obra de evangelização?

Paulo, maior pregador de todos os tempos, jamais possuiu riquezas materiais. Antes, fabricava tendas para vender e ajudar no seu sustento. Evangelizou toda a Ásia Menor, viajando pelas estradas, a cavalo, e pelo mar, em navios. Mas ele não precisou comprar nenhum navio, nenhum barco a vela para viajar de cidade em cidade anunciando o Evangelho.

O apóstolo Paulo chegou a chamar de “despojo”, isto é, roubo, a ajuda financeira que recebeu de algumas igrejas. Paulo não podia receber dízimos, porque ele não era levita, não ministrava no Templo. E a Lei dos dízimos vigorou até o ano 70 d.C, assim que o grande Templo foi destruído e a classe sacerdotal levítica (sacerdócio de Arão) foi extinguido.

“Pequei porventura, humilhando-me a mim mesmo, para que vós fôsseis exaltados, porque de graça vos anunciei o evangelho de Deus? Outras igrejas despojei, recebendo delas salário, para vos servir; e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado; porque os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei, e ainda me guardarei, de vos ser pesado”. (II Cor. 11:7-9).

O suprimento que Paulo recebeu dos irmãos da Macedônia foram: alimentos, roupas e calçados. Não foi dízimo e nem salário fixo.

É evidente que o “salário” que Paulo disse ter recebido de algumas igrejas, na verdade, não era salário fixo, pois Paulo não exercia função de sacerdote de igreja local. Paulo era apóstolo ou missionário. A ajuda financeira recebida pelos apóstolos foi traduzida erroneamente como “salário”. Paulo não demorava muito tempo nas vilas e cidades por onde pregava o Evangelho. Os irmãos faziam uma coleta de ofertas para ajuda-lo em suas viagens. Mas, na maioria das vezes, a ajuda que Paulo recebia era em forma de donativos. Paulo não recebia dízimos, pois ele não era levita e não ministrava no Grande Templo. Mesmo assim, ele recolhia donativos para levar como ajuda aos crentes das comunidades carentes.

Nenhum dos apóstolos, nem mesmo Paulo, se ocupou em ensinar sobre a doutrina dos dízimos.

Paulo disse que se fosse receber salário para anunciar o Evangelho não receberia recompensa alguma no céu, pois já teria recebido sua paga (graça, recompensa) aqui na terra.

No link, abaixo, há uma lista, não muito precisa, com os principais sacerdotes e sumo-sacerdotes de Israel.

http://wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/1200002023

O escrito Magno Paganelli, em seu livro “Segredo dos Homens Mais Ricos da Bíblia”, desbarata os ensinos errôneos nas igrejas de hoje sobre prosperidade e riquezas e fala também sobre a natureza e o alcance da intervenção da bênção de Deus na vida do homem. O autor analisa e conclui que a riqueza de três dos personagens mais ricos da Bíblia (Abraão, Jacó e Salomão) não foi recebida nem alcançada por méritos humanos nem por sacrifícios de fé, mas através de promessas feitas pelo próprio Deus diretamente a eles. Salomão não pediu e nem buscou riquezas; pediu apenas sabedoria para governar o povo, mas Deus prometeu e deu tudo que ele nem imagina ou merecia.

Mas há uma diferença entre Salomão e outros personagens importante daquela época. Salomão não era levita, não era sacerdote nem sumo-sacerdote. Era apenas um rei.

Por essa razão, concluo afirmando que os que querem servir ao evangelho e às igrejas como sacerdotes, pastores ou missionários, têm que fazer voto de pobreza no ato da consagração ao ministério. Jesus Cristo nos deixou o exemplo, e Paulo seguiu o exemplo de Cristo, e recomendou que seguíssemos o seu exemplo.

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PENSE E REFLITA.

Miquels7

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ABAIXO, O RESULTADO POR ESCOLHER SERVIR AO DEUS “MAMON”.

 

Designer mostra pastores como o próprio Diabo

O designer brasileiro Billy The Butcher atacou de novo. Ele criou cartazes que mostram os pastores evangélicos como o próprio diabo. Ele usou como base a fortuna desses líderes revelada pela Forbes. Tem Edir Macedo, Valdomiro Santiago, Silas Malafaia e R.R. Soares.

http://revistaogrito.ne10.uol.com.br/jazzmetal/2013/03/12/designer-mostra-pastores-como-o-proprio-diabo/

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malafaia

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18/04/2014 Publicado por | CRISTIANISMO EM CRISE, MENSAGENS ESPECIAIS | , | 1 Comentário

PUTIN, A CRIMEIA, GOGUE, MAGOGUE E A VINDA DO MESSIAS

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“E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador” (Daniel 9:27).

PODEM TIRAR O CAVALINHO DA CHUVA, PORQUE ESTA INVASÃO DE GOGUE E MAGOGUE (RÚSSIA E IRÃ) SÓ ACONTECERÁ DEPOIS DE 3 ANOS E MEIO APÓS A RECONSTRUÇÃO DO 3º TEMPLO. UM ACORDO ENTRE A BESTA (EUA E PEQUENO CHIFRE INGLATERRA) E O GOVERNO JUDEU FARÁ COM QUE O 3º TEMPLO SEJA REERGUIDO EM BREVE, E OS SACRIFÍCIOS E OBLAÇÕES DA ANTIGA ALIANÇA SERÃO RETOMADOS. PORÉM, NA METADE DA SEMANA (3,5 ANOS), POR RAZÕES AINDA DESCONHECIDAS, OS SACRIFÍCIOS SERÃO SUSPENSOS. NESSE PERÍODO ISRAEL SERÁ INVADIDO POR GOGUE E MAGOGUE. UM DOS MOTIVOS DA INVASÃO SERÁ PARA TIRAR O PODER DO ANTI-CRISTO QUE FEZ ACORDO COM OS JUDEUS. O VATICANO APOIARÁ ESSA INVASÃO.

SABEMOS QUE MAGOGUE DESTESTA OS JUDEUS E SEU TÃO ESPERADO MESSIAS. ELES TAMBÉM ESPERAM O SEU “MESSIAS”. IRÃ SERÁ USADO COMO ISCA PELA RÚSSIA.

POR OUTRO LADO, GOGUE É UM SERVO OU UM FANTOCHE QUE SE RENDEU AO MESSIAS QUE VEIO HÁ 2000 ANOS, LUTA EM SUA CAUSA E ESTÁ AGUARDANDO O SEU RETORNO. ENQUANTO ELE NÃO CHEGA, O SEU PAPEL É DESTRUIR OS HEREGES QUE REJEITARAM O SALVADOR.

ENTENDA SE PUDERES!
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Os recentes acontecimentos na Crimeia continuam a alimentar as chamas do fervor escatológico de muitos cristãos e agora também dos judeus.
Segundo as profecias de um rabino, quando a Rússia ocupasse a Crimeia ouvir-se-iam os passos do Messias.
 
A POSSÍVEL ORIGEM DE MAGOGUE
GUERREIROS CITAS
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Originários daquilo que é hoje o sul do Irão, os citas era uma tribo de homens que montavam cavalos e que habitavam em muito do território que hoje compõe a Geórgia, a Arménia, e parte das regiões do sul da Ucrânia e da Rússia por cerca de 1300 anos, desde o 7º século a.C. até ao 4º século d.C.
A costa Norte do Mar Negro era completamente cita. 
Mas o que há de tão especial com os citas?
O famoso historiador Flávio Josefo, mundialmente respeitado e conhecido pela sua obra “As Guerras dos Judeus”, tinha uma interessante teoria acerca dos citas e das terras onde eles viveram.
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Segundo as suas conclusões, aquelas terras onde eles habitaram eram Magogue, tal como lemos na Bíblia sobre Gogue e Magogue (Ezequiel 38 e 39).

É essa agora pois a razão da efervescência recente entre os estudiosos dos sinais apocalípticos, logo que os acontecimentos na Ucrânia e Crimeia começaram a despertar a atenção mundial. Para muitos estudiosos, a expectativa de estarmos a viver nos “últimos dias” é tão grande, que este é mais um grande sinal do fim, talvez o princípio do fim, ao identificarem Putin com o príncipe de Gogue, o “rei do Norte.”
 
GOGUE E MAGOGUE
MANIFESTAÇÃO A FAVOR DA TOMADA DA CRIMEIA
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Para muitos estudiosos das profecias de Ezequiel 38 e 39, Gogue é o príncipe de Rosh, ou o presidente de Rosh, pelo que, será provavelmente o presidente da Rússia, uma vez que Rosh era um dos antigos nomes dados à Rússia moderna.
A leitura destes textos esclarece-nos sobre quem virá junto com Gogue: a Pérsia, ou seja, o actual Irão. Nada para admirar nos dias de hoje, em que há uma forte aliança política e militar entre estes dois países.  Segundo Ezequiel 38 e 39, eles virão saquear a Terra Santa, provavelmente por causa das incomensuráveis riquezas de petróleo e gás natural ali recentemente descobertas. Segundo os textos, eles virão também para tentar destruir os judeus e enfrentar o Anticristo que entretanto terá feito uma “aliança” com Israel (Daniel 9:27).
Haverá provavelmente uma explosão nuclear em Magogue (Ezequiel 39:6) e a vinda de um poderoso exército de 200 milhões vindos do Oriente (China). 
 
PROFECIA DO RABINO VILNA GAON
Mas não são apenas os cristãos “apocalípticos” a “efervescer” com estes sinais proféticos vindos destas regiões do Norte de Israel. Neste fim de semana a imprensa “haredi” (religiosa ortodoxa) em Israel noticiou que o rabino-mor do tribunal rabínico de Jerusalém, Moshe Shternbuch, anunciou aos seus discípulos que chegaram até nós os tempos do Messias. E a fonte desta análise profética é o próprio expoente máximo de sempre entre os sábios judeus, o próprio Vilna Gaon, denominado “o génio de Vilnius.”
VILNA GAON, “O GÉNIO
Segundo Shternbuch, ele é o portador de um segredo rigorosamente guardado ao longo de séculos, uma profecia oriunda do próprio rabino Gaon, pouco antes da sua morte, desde o 18º século até aos dias de hoje:
“Quando ouvirem que os russos capturaram a cidade da Crimeia, devereis entender que os tempos do Messias começaram e que os Seus passos estão sendo escutados. E quando ouvirdes que os russos chegaram à cidade de Constantinopla (actual Istambul), devereis vestir as vossas roupas de Sábado e não as tirar, porque isso significa que o Messias virá a qualquer minuto.”
Segundo a interpretação do rabino Moshe Shternbuch, estas poderão ser as “campaínhas da redenção” que anunciam a chegada de algo ou de alguém importante…
Só Deus sabe. Uma coisa é certa: a cada dia que passa os sinais vão-se avolumando, e só os mais cépticos ou distraídos não conseguem perceber estes sinais dos tempos…
Shalom, Israel!
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FONTE: SHALOM ISRAEL

31/03/2014 Publicado por | CONSPIRAÇÃO, ESCATOLOGIA BÍBLICA, ISRAEL E AS PROFECIAS | , , , , , | 1 Comentário

VOCÊ SABE ONDE ESTÁ JESUS CRISTO?

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A MAIORIA DOS CRISTÃOS OCIDENTAIS DESPREZARAM A VERDADEIRA MENSAGEM DO EVANGELHO. PREOCUPARAM-SE MAIS EM ESCAPAR DO INFERNO, EM DAR DÍZIMOS E OFERTAS PARA OS PASTORES, E PEDIR PROSPERIDADE MATERIAL PARA SI, E SE ESQUECERAM DE PRATICAR A VERDADEIRA ESSÊNCIA DO EVANGELHO: O AMOR E A CARIDADE.

A TEOLOGIA PROTESTANTE VEM DETURPANDO O ENSINO EVANGÉLICO E APOSTÓLICO DURANTE A HISTÓRIA. A IGREJA PRIMITIVA NÃO POSSUÍA TEMPLOS E NÃO HAVIA OBRIGAÇÃO DE DIZIMAR PARA PASTORES OU LEVITAS. OS APÓSTOLOS NÃO ERAM ASSALARIADOS E NEM RECEBIAM DÍZIMOS. OS PASTORES DAQUELA ÉPOCA ERAM OS ANCIÃOS DA IGREJA, E NÃO PASTORES FORMADOS EM CURSO TEOLÓGICO, COMO EXISTE ATUALMENTE. OS ANCIÃOS DA IGREJA ERAM OS PASTORES DE ANTIGAMENTE, E JAMAIS RECEBIAM SALÁRIOS PARA EXERCER TAL FUNÇÃO. BASTA APENAS LER AS DUAS CARTAS DE PAULO A TIMÓTEO PARA SE ENTENDER ISSO. HOJE, QUANTO MELHOR FOR A FORMAÇÃO TEOLÓGICA PASTORAL, MAIS ALTO SALÁRIO ELE QUER RECEBER. A FUNÇÃO PASTORAL, ATUALMENTE, SE TRANFORMOU EM NEGÓCIO LUCRATIVO.

SEGUNDO ESTATÍSTICAS, A CADA MÊS NO BRASIL, DEZENAS DE “NOVAS DENOMINAÇÕES EVANGÉLICAS” SÃO FUNDADAS COM REGISTRO EM CARTÓRIO E CNPJ. ATÉ MESMO PASTORES SEM FORMAÇÃO TEOLÓGICA, MUITAS VEZES REBELADOS, FUNDAM SUAS PRÓPRIAS IGREJAS, ALGUMAS, IMPROVISADAS NAS SUAS PRÓPRIAS RESIDÊNCIAS. ISSO TUDO ACONTECE POR CAUSA DE GANÂNCIA E VISANDO O GANHO DE DINHEIRO FÁCIL, POIS A FUNDAÇÃO DE UMA DENOMINAÇÃO EVANGÉLICA RENDE MUITO LUCRO PARA O SEU FUNDADOR, POR CAUSA DA COBRANÇA DOS DIZÍMOS E OFERTAS DOS FIÉIS, NA MAIORIA DAS VEZES, COAGIDOS ATRAVÉS DE LAVAGEM CELEBRAL, COM ENSINAMENTO BÍBLICO DETURPADO. CONHEÇO PASTORES QUE NÃO SE CONTENTAM SOMENTE COM DÍZIMOS E OFERTAS VOLUNTÁRIAS DURANTE OS CULTOS. ELES BOLAM OUTRAS FORMAS DE TIRAR MAIS DINHEIRO DOS FIÉIS. INVENTAM CAMPANHAS SEMANAIS OU MENSAIS, E CHAMAM A ISSO DE DESAFIO DE FÉ. MANDAM IMPRIMIR ENVELOPES PERSONALIZADOS COM O NOME DA “CAMPANHA” OU “DESAFIO”, E ESTIPULAM O PREÇO DO DESAFIO: R$ 20,00 / R$ 50,00 / R$ 100,00. PARA O FIEL RECEBER A TAL “BENÇÔ PROMETIDA, ELE TEM QUE PEGAR O ENVELOPE E SE COMPROMETER A CONTRIBUIR COM CERTA QUANTIA NO PERÍODO TAL, AFIM DE QUE POSSA RECEBER A “GRAÇA” OU “BENÇA”. O CAMARADA QUE PEGA O ENVELOPE FAZ DE TUDO PARA NÃO FALHAR, PORQUE ESTÁ MUITO INTERESSADO EM RECEBER A “BENÇA”, POIS FOI CONDICIONADO PSICOLOGICAMENTE E INDUZIDO A CORRER ATRÁS DO SEU SONHO. NA MAIORIA DAS VEZES ELE NEM RECEBE A “BENÇA” PROMETIDA, MAS O PASTOR O FORÇA A TESTEMUNHAR QUALQUER COISA PRA DIZER QUE DEUS LHE DEU OUTRA COISA PARA COMPENSAR A “BENÇA” PROMETIDA. E POR AÍ VAI O MAL-CARATISMO DESSES SALAFFRÁRIOS.

 O MAL QUE CONTAMINOU O PROTESTANTISMO É PARECIDO COM O MAL DO CATOLICISMO ROMANO. ASSIM COMO OS FIÉIS DA IGREJA CATÓLICA NÃO CONSEGUEM SE LIVRAR DA VENERAÇÃO AOS ÍDOLOS, TAMBÉM OS PROTESTANTES NÃO CONSEGUEM SE LIVRAR DOS ENSINAMENTOS TEOLÓGICOS DETURPADOS. APESAR DE JESUS TER ALERTADO SOBRE O “DEUS-MAMON”, OS LÍDERES PROTESTANTES TAPAM OS OUVIDOS E CONTINUAM A PREGAR A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE E A COBRANÇA DESCARADA DOS DÍZIMOS, A FIM DE OBTEREM MUITO LUCRO E SE ENRIQUECEREM.

OS CRENTES DA NOVA ERA (CRENTES ATUAIS) SE PREOCUPAM DEMAIS COM A PRESENÇA DE JESUS NO MEIO DELES, NO MEIO DA IGREJA. CHEGAM A INVOCÁ-LO DE TODAS AS FORMAS, A FIM DE QUE TRAGA A CURA, A PROSPERIDADE, E PARA QUE POSSA BATIZAR, EM FIM, PARA QUE TRAGA A “BENÇA”. ENQUANTO QUE ELE, JESUS, SE FAZ PRESENTE NAS PESSOAS CARENTES E NECESSITADAS AO REDOR DE TODOS, ENQUANTO QUE JESUS NÃO SE FAZ PRESENTE DENTRO DOS TEMPLOS, MAS ANDA PELAS RUAS, HOSPITAIS E PRESÍDIOS. QUANDO ELES OLHAREM COM ATENÇÃO, COM AMOR E COMPAIXÃO PARA ESSAS PESSOAS, AÍ ELES VÃO RECEBER A “BENÇA”.

HOJE, AO INVÉS DE “MISERICÓRDIA QUERO, E NÃO SACRIFÍCIOS DE TOLOS”,  VIVEM BAJULANDO O SENHOR JESUS COM CANTORIAS SEM NOÇÃO, CHEIAS DE CARNALIDADE E SENSUALIDADE. TUDO EM TROCA DE PERDÃO DOS PECADOS, EM TROCA DE PROSPERIDADE MATERIAL, EM TROCA DE SAÚDE, EM TROCA DE HISTERIA DO ESPÍRITO (EXCITAÇÃO). E A VERDADEIRA MENSAGEM DO EVANGELHO FICOU RELEGADA AO ESQUECIMENTO.

DEUS-PAI E JESUS CRISTO JÁ ESTÃO CHEIOS DE GLÓRIA, MAJESTADE E PODER. JÁ NÃO BASTAM AS MIRÍADES DE ANJOS QUE OS SERVEM E OS EXALTAM? PARA QUE TANTA BAJULAÇÃO? DEUS NÃO PRECISA DE MAIS GLÓRIA E PODER!

DEUS YAVÉH DISSE AO PROFETA ISAÍAS: “MISERICÓRDIA QUERO, E NÃO SACRIFÍCIOS ” DE TOLOS. ESSES PSEUDO-CRISTÃOS QUE VIVEM DIA E NOITE CANTAROLANDO E ORANDO PARA “AGRADAR” A DEUS, VISANDO RECEBER EM TROCA FAVORES DELE, COMO EMPREGO, DINHEIRO, PROSPERIDADE E SAÚDE, ESTÃO PRATICANDO SACRIFÍCIOS DE TOLOS.

AME A DEUS E AO SEU PRÓXIMO COMO A SI MESMO, E TODAS AS DEMAIS COISAS VOS SERÃO ACRESCENTADAS. BUSCAI PRIMEIRO O REINO DE DEUS E A SUA JUSTIÇA: JUSTIÇA PARA OS FRACOS, POBRES E OPRIMIDOS, DOENTES NOS HOSPITAIS, PESSOAS CARENTES NOS BECOS E FAVELAS, PESSOAS ENCARCERADAS INJUSTAMENTE PORQUE ROUBARAM UM PEDAÇO DE PÃO.

JESUS CRISTO RESUMIU TODOS OS MANDAMENTOS EM APENAS DOIS: AMARÁS AO SENHOR TEU DEUS DE TODO O TEU CORAÇÃO, E AMARÁS AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.  SE VOCÊ AMAR MAIS AO PRÓXIMO DO QUE A DEUS, ACREDITO QUE ELE NÃO FICARÁ ENCIUMADO, E ATÉ SENTIRÁ ORGULHO DE VOCÊ.

VOCÊ PODE INDAGAR: QUE CULPA TENHO EU DE EXISTIREM TANTOS POBRES, NECESSITADOS E DOENTES POR AÍ PRECISANDO DE AJUDA?

O CERNE DA QUESTÃO É O “AMOR”. DEUS É “AMOR”. A ESSÊNCIA DE DEUS É O AMOR. DEUS NOS CRIOU À SUA IMAGEM E SEMELHANÇA. PORTANTO, PRECISAMOS DEMONSTRAR O AMOR DE DEUS QUE EXISTE EM NOSSOS CORAÇÕES. SE TODAS AS PESSOAS FOSSEM RESOLVIDAS FINANCEIRAMENTE, E DE NADA NECESSITASSEM, COMO É QUE OS HUMANOS IRIAM DEMONSTRAR O AMOR?

ENTÃO A RAZÃO DE EXISTIREM PESSOAS POBRES E CARENTES NESTE MUNDO É PARA QUE VOCÊ PRATIQUE O AMOR. SE VOCÊ NÃO PRATICA A CARIDADE VOCÊ NÃO É FILHO DE DEUS, E NÃO EXISTE A ESSÊNCIA DE DEUS EM VOCÊ. PRATICAMENTE, O SENTIDO DA VIDA HUMANA NA TERRA É O VIVER DO AMOR, E NÃO O GOZAR DE PROSPERIDADES E RIQUEZAS.

“Pois nunca deixará de haver pobres na terra; pelo que eu te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra” (Deuteronômio 15:11).

O APÓSTOLO JOÃO NOS DEU A DICA DE COMO SABER SE AMAMOS A DEUS VERDADEIRAMENTE:

Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros – isto é, se amardes o vosso próximo” (João 13:35).

“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos” (I João 5:2).

SERÁ QUE DAR DÍZIMOS E OFERTAS AGRADA MAIS A DEUS DO QUE VOCÊ OFERECER UM RANCHO A UMA FAMÍLIA CARENTE?

ATUALMENTE, DAR OS DÍZIMOS NAS IGREJAS NÃO TEM MAIS SENTIDO ALGUM. ISSO TUDO FOI ABOLIDO NA MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS DEPOIS QUE O GRANDE TEMPLO EM ISRAEL FOI DESTRUÍDO, E A  CLASSE SACERDOTAL LEVÍTICA, QUE MINISTRAVA NO TEMPLO, FOI EXTINGUIDA.

NO LIVRO DE MALAQUIAS, A QUESTÃO DE DEUS EXIGIR QUE SE DEPOSITASSEM OS DÍZIMOS NOS ARMAZÉNS (CASA DO TESOURO), ERA PORQUE OS JUDEUS ESTAVAM SE ESQUECENDO DE DAR ASSISTÊNCIA AOS LEVITAS, AOS POBRES E NECESSITADOS E ÀS VIÚVAS. O SENTIDO DA  EXPRESSÃO “ROUBARÁ O HOMEM A DEUS” ESTÁ RELACIONADA À “DESASSISTÊNCIA” AOS POBRES E NECESSITADOS POR PARTE DOS JUDEUS DAQUELA ÉPOCA.

QUANDO VOCÊ NÃO DÁ NENHUMA ASSISTÊNCIA A ALGUM POBRE, NECESSITADO OU A UM DOENTE, VOCÊ ESTÁ ROUBANDO A DEUS, PORQUE A PARTE QUE ERA DESTINADA DO SEU GANHO (10%) PARA ESSAS PESSOAS, VOCÊ EMBOLSOU.

NESTE CASO, O CERNE DA QUESTÃO NÃO É NEM “ROUBAR A DEUS”. É ROUBAR AO PRÓXIMO. SE EMBOLSAMOS OS DÍZIMOS, NA VERDADE ESTAMOS ROUBANDO AO PRÓXIMO, E NÃO A DEUS PROPRIAMENTE DITO.  ISSO SIGNIFICA QUE, DE TUDO O QUE DEUS NOS DÁ, 90% NOS PERTENCE; OS 10% RESTANTE, SERVEM PARA EXERCITARMOS A CARIDADE, SE NA VERDADE, TEMEMOS A DEUS E SE O SEU AMOR HABITA EM NOSSOS CORAÇÕES. HÁ MILHARES DE PESSOAS NESTE MUNDO QUE DOAM PARA CARIDADE ATÉ MAIS DE 10% DO QUE GANHAM. SE VOCÊ NÃO TEM CONDIÇÕES DE DOAR 10% DO SEU GANHO, ENTÃO, DOE AQUILO QUE FOR POSSÍVEL. MAS NUNCA DEIXE DE AJUDAR AS PESSOAS NECESSITADAS QUE O PROCURM. ÀS VEZES, DEUS NOS TESTA, E DE REPENTE, APARECE UMA PESSOA CARENTE PEDINDO-NOS ALGUMA AJUDA FINANCEIRA, OU AJUDA EM ALIMENTOS. E MUITAS DAS VEZES NOS ESQUIVAMOS, DIZENDO QUE NO MOMENTO NÃO PODEMOS AJUDAR.

VEJA O QUE OS APÓSTOLOS ENSINARAM:

“A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a Lei” (Romanos 13:8).

“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor”. (…) Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão [isto é, o próximo], ao qual viu, não pode amar a Deus, a quem não viu. E dele temos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu irmão [isto é, o seu próximo carente e necessitado]. (I João 4:7-8-20-21).

NA VERDADE, DAR O DÍZIMO NÃO É UMA OBRIGAÇÃO, MAS É UM ATO VOLUNTÁRIO, DE RECONHECIMENTO E EXPRESSÃO DO AMOR DE DEUS QUE EXISTE DENTRO DE VOCÊ. SE REALMENTE VOCÊ É UM FILHO DE DEUS, VOCÊ EXPRESSA ESSA VERDADE ATRAVÉS DO AMOR AO PRÓXIMO.

“E dele temos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu irmão” (I João 4:21).

OLHA. DEUS NÃO PRECISA RECEBER DÍZIMOS, COM A DESCULPA DE QUE É PARA SUSTENTO DE PASTORES. O QUE DEUS DÁ A VOCÊ NÃO PODE SER DEVOLVIDO NENHUMA PARTE PARA ELE. DEUS NÃO É CREDOR E NEM COBRADOR DE JUROS. HÁ PESSOAS QUE DIZEM QUE DEVEMOS “DEVOLVER” OS DÍZIMOS AO SENHOR, COMO SE TIVÉSSEMOS TOMADO ALGO EMPRESTADO A ELE. ORA, ISSO É TOLICE!

O QUE DEUS QUER COM A QUESTÃO DO DÍZIMO?

DE TUDO O QUE DEUS TE DÁ, SEJA SALÁRIO, FAZENDA, COMÉRCIO, ELE QUER QUE VOCÊ TIRE 10% DO SEU LUCRO E DOE AOS CARENTES E NECESSITADOS. SE VOCÊ NÃO DER, SE VOCÊ NÃO AJUDAR DE FORMA ALGUMA AOS CARENTES E NECESSITADOS, VOCÊ ESTÁ ROUBANDO A DEUS.

SE VOCÊ ENTREGAR OS DÍZIMOS NA IGREJA, OS PASTORES FARÃO MAU USO DOS RECURSOS E EMBOLSARÃO A MAIOR PARTE PARA SI MESMOS. HOJE VEMOS QUE A MAIORIA DOS GRANDES PASTORES E LÍDERES CRISTÃOS DO MUNDO TODO SÃO RICOS E POSSUEM MUITAS PROPRIEDADES. O DINHEIRO QUE ERA PRA SER DESTINADO AOS CARENTES, POBRES E NECESSITADOS ELES EMBOLSARAM.

LEMBRE-SE: O EVANGELHO DE CRISTO DEVE SER PREGADO GRATUITAMENTE. DE GRAÇA RECEBESTE, DE GRAÇA DAI. O APÓSTOLO PAULO FOI O MAIOR EXEMPLO. CHEGOU ATÉ A CHAMAR DE “DESPOJO”, ISTO É, ROUBO, A AJUDA EM DINHEIRO QUE RECEBEU DOS IRMÃOS DA MACEDÔNIA. OUTRAS DOAÇÕES PAULO RECEBEU, NÃO PARA SI MESMO, MAS PARA LEVAR AOS IRMÃOS CARENTES DAS CIDADES ONDE VISITAVA.

PARA MANUTENÇÃO DOS PRÉDIOS DAS IGREJAS (TEMPLOS), BASTAM AS OFERTAS VOLUNTÁRIAS. OS PASTORES TEM QUE TRABALHAR, ASSIM COMO PAULO FAZIA, E FABRICAVA TENDAS PARA TIRAR DINHEIRO PARA O SEU PRÓPRIO SUSTENTO.

TINHA MUITO A FALAR, MAS VOU PARAR POR AQUI.

OS VÍDEOS, ABAIXO, FALARÃO MELHOR DO QUE EU.
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Acho a música católica “SEU NOME É JESUS CRISTO”, uma das músicas cristãs mais lindas e inspiradas que já ouvi.

Se você estiver sozinho ouvindo e assistindo ao segundo vídeo, duvido que não chore!

Esta é a verdadeira essência do Cristianismo. É isso que Deus quer e pede de cada cristão.

“Misericórdia quero, e não bajulação de tolos!”.

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http://www.youtube.com/watch?v=Hv0zjtu-Y44

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http://www.youtube.com/watch?v=X4pGSamRJPM

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LETRA DA MÚSICA: SEU NOME É JESUS CRISTO

Seu nome é Jesus Cristo e passa fome/ E grita pela boca dos famintos./ E a gente quando vê passa adiante./ Às vezes pra chegar depressa a Igreja./ Seu nome é Jesus Cristo e está sem casa/ e dorme pelas beiras das calçadas/ e a gente quando vê aperta o passo/ e diz que ele dormiu embriagado.

Entre nós está,/ e não o conhecemos/ entre nós está,/ e nós o desprezamos. (Bis)

Seu nome é Jesus Cristo e é analfabeto/ e vive mendigando subemprego/ e a gente quando vê diz: é atoa;/ melhor que trabalhasse e não pedisse./ seu nome é Jesus Cristo e está banido/ das rodas sociais e das igrejas/ porque dele fizeram um rei potente,/ enquanto que ele vive como um pobre.

Seu nome é Jesus Cristo e está doente/ e vive atrás das grades da cadeia,/ e nós tão raramente vamos vê-lo,/ sabemos que ele é um marginal./ Seu nome é Jesus Cristo e anda sedento/ por um mundo de amor e de justiça,/ mas logo que contesta pela paz/ a ordem o obriga ser da guerra.

Seu nome é Jesus Cristo e é maltrapilho/ e vive nos imundos meretrícios,/ mas muitos o expulsam da cidade/ com medo de estender a mão a ele./ Seu nome é Jesus Cristo e é todo homem/ que vive neste mundo ou quer viver./ Pois pra ele não existem mais fronteiras;/ Só quer fazer de nós todos irmãos.

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EIS A MENSAGEM DO EVANGELHO:

22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?

23 Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.

24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha (Mateus 7:22-24)

34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

35 porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;

36 estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.

37 Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?

38 Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos?

39 Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?

40 E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos [carentes e necessitados], mesmo dos mais pequeninos [pobres e analfabetos], a mim o fizestes.

41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;

42 porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

43 era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.

44 Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?

45 Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim” (Mateus 25:34-45).

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07/03/2014 Publicado por | AJUDA HUMANITÁRIA, REFLEXÃO, SOLIDARIEDADE | , , , , | Deixe um comentário

Somos os 99% que Vivem com 54% da Riqueza Mundial

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Houve repercussão aquém da desejável de uma das notícias mais estarrecedoras dos últimos tempos. Uma ONG britânica teve uma percepção brilhante, fez uma pesquisa para confirmá-la e, assim, produziu um relatório singelamente objetivo, o qual mostrou que 1% dos terráqueos concentram 46% da riqueza do planeta.

A ONG em tela é a Oxfam International. Segundo a Wikipedia, trata-se de Uma confederação de 13 organizações e mais de 3000 parceiros que atua em mais de 100 países na busca de soluções para o problema da pobreza e da injustiça através de campanhas, programas de desenvolvimento e ações emergenciais”.

O estudo chega a causar pânico quando se leva em conta que a população mundial chegou a 7,2 bilhões de pessoas em meados do ano passado e que 1% desse montante corresponde a 72 milhões de pessoas. Ora, se riqueza mundial atingiu em 2013 US$ 241 trilhões, descobre-se que 72 milhões de pessoas acumulam 46% dessa riqueza, ou US$ 110 trilhões.

Os 7 bilhões e 128 milhões de terráqueos restantes, portanto, têm que se virar com os US$ 131 trilhões igualmente restantes.

Se a riqueza total da humanidade fosse dividida de forma equânime pelos 7,2 bilhões de seres humanos, cada um teria um patrimônio de US$ 33.472, ou quase R$ 80 mil. A humanidade, nesse caso, viveria uma era de paz e prosperidade. Não haveria guerras, fome, violência e criminalidade, conquanto todos se conformassem em ter o suficiente para viver dignamente.

A concentração de quase metade da riqueza do mundo nas mãos de uma parcela tão infimamente pequena da humanidade tem como subproduto conflitos entre nações que lutam contra os efeitos deletérios da miséria e que buscam minimizar tais efeitos tomando recursos de outras nações.

Internamente, os países veem se reproduzir o mesmo processo de luta por recursos financeiros que conflagra nações. Da pobreza nasce a revolta e desta a opção por conseguir com a violência aquilo que não pode ser conseguido com o trabalho, pois as condições de disputar bons cargos no mercado são absurdamente desiguais.

Tudo o que você leu até aqui serve para chegar ao ponto central deste texto.

Como a divisão dos 54% da riqueza mundial por 99% da humanidade tampouco é equânime, a desigualdade vai se reproduzindo nos outros estratos. Aqueles que têm o suficiente para viver e até para alguns luxos não querem saber do 1% que causa tamanha conflagração por recursos entre os 99%; preferem achar que fazem parte daquele contingente microscópico.

É comum, pois, ver a tal “classe média”, que consegue sobreviver com dignidade, ficar contra a distribuição de renda porque acha que esta, preferencialmente, dar-se-ia através da perda de recursos desse setor médio, que não vive na miséria mas sofre os efeitos da riqueza abjeta do 1% mais rico.

Contudo, as classes médias – sobretudo as classes médias-altas – não percebem que ao combaterem a ideia de distribuição de renda não estão ajudando a si, mas ao 1% que gera a conflagração social que atinge os que têm mais do que a maioria, mas que têm pouco diante dos que têm quase tudo só para si.

A grande luta política e ideológica que a humanidade deve travar nos dias contemporâneos, portanto, é a de convencer os setores que conseguem sobreviver com dignidade a que também se unam aos que não conseguem para combater esse 1% que detém uma quantidade de recursos que se fossem melhor distribuídos fariam do mundo um lugar muito melhor.

Como convencer os setores de renda média das sociedades de que os seus inimigos não são os mais pobres, mas, sim, o contingente microscópico que concentra aqueles US$ 110 trilhões? Parece impossível. O 1% em questão controla as comunicações, as igrejas e até o ensino escolar, de forma que vai doutrinando os 99% desde a infância.

A situação que mantém o mundo e as nações conflagradas, portanto, deriva exclusivamente do controle da comunicação de massas, que, se fosse bem usada, despertaria os que acreditam que integram o 1% mais rico da humanidade, mas que pertencem aos 99% mais pobres sem jamais se darem conta disso.

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FONTE: Blog da Cidadania – Eduardo Guimarães

22/01/2014 Publicado por | AJUDA HUMANITÁRIA, ECONOMIA, MOBILIZAÇÃO, SOLIDARIEDADE | , , , | 1 Comentário

NATAL – A FESTA PAGÃ QUE SE TORNOU CRISTÃ

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Enfeitar uma árvore, iluminar as casas e as ruas, trocar presentes, reunir a família e os amigos ao redor de uma farta ceia: são apenas algumas características do Natal herdadas de tradições pagãs muito mais antigas do que o próprio Cristo; leia reportagem especial de Luis Pellegrini, editor da revista Oásis sobre as origens da celebração.
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24 de Dezembro de 2013 às 14:45

FONTE: Revista Oásis 

Por: Luis Pellegrini

Parece incrível, mas a escolha da data não tem nada a ver com o nascimento de Jesus. Os romanos aproveitaram uma importante festa pagã realizada por volta do dia 25 de dezembro e “cristianizaram” a data, comemorando o nascimento de Jesus pela primeira vez no ano 354. Aquela festa pagã, chamada de Natalis Solis Invicti (“nascimento do sol invencível”), era uma homenagem ao deus persa Mitra, popular em Roma. As comemorações aconteciam durante o solstício de inverno, o dia mais curto do ano. No hemisfério norte, o solstício não tem data fixa – ele costuma ser próximo de 22 de dezembro, mas pode cair até no dia 25. 

A origem da data é essa, mas será que Jesus realmente nasceu no período de fim de ano? Os especialistas duvidam. “Entre os estudiosos do Novo Testamento e das origens do cristianismo, é consenso que ele não nasceu em 25 de dezembro”, afirma o cientista da religião Carlos Caldas, da Universidade Mackenzie, em São Paulo. Na Bíblia, o evangelista Lucas afirma que Jesus nasceu na época de um grande recenseamento, que obrigava as pessoas a saírem do campo e irem às cidades se alistar. Só que, em dezembro, os invernos na região de Israel são rigorosos, impedindo um grande deslocamento de pessoas. “Também por causa do frio, não dá para imaginar um menino nascendo numa estrebaria. Mesmo lá dentro, o frio seria insuportável em dezembro”, diz Caldas. O mais provável é que o nascimento tenha ocorrido entre março e novembro, quando o clima no Oriente Médio é mais ameno. 

O Natal como dia do nascimento de Jesus Cristo surgiu em tempos bem mais recentes, ao redor do século 4 da nossa Era. Até então, essa era a data de algumas das mais importantes celebrações do calendário pagão. Tudo surgiu devido às muitas dúvidas relacionadas ao dia correto do nascimento de Jesus. Até hoje não existem referências históricas precisas capazes de atestar essa data. Os próprios Evangelhos, surgidos 3 ou 4 séculos depois da sua morte, não fazem nenhuma referência nem ao dia, nem ao mês, nem ao ano em que o Senhor apareceu na Terra. 

Nos primeiros séculos de sua existência, a jovem comunidade cristã não festejava o nascimento de Jesus. Com o transcorrer das décadas e dos séculos, à medida em que a Igreja crescia e ganhava poder, surgiu a necessidade de conter e integrar os cultos pagãos – ainda muito numerosos na Europa e no Oriente Médio – e de englobá-los no seio da organização cristã. Celebrar solenemente o dia do nascimento de Jesus foi uma das muitas medidas implementadas nesse sentido. 

No início, as datas mais disparatadas foram escolhidas para as comemorações: 6 de janeiro, 25 de março, 10 de abril, 29 de maio. A Igreja do Oriente se decidiu afinal pelo dia 6 de janeiro que era, para os gregos, o dia da Epifania (aparição) do deus Dionísio. A Igreja do Ocidente escolheu oficialmente a data de 25 de dezembro em meados do quarto século depois de Cristo. O objetivo da eleição era fazer coincidir o nascimento de Jesus com as festividades do solstício de inverno e do nascimento do Sol, fenômenos celebrados há tempos imemoriais pelos povos europeus. 

Em ambos os casos, tudo que o cristianismo fez foi incorporar no seu próprio calendário de celebrações as tradições populares pré-existentes.

Os doutores da Igreja, na verdade, perceberam que os próprios cristãos manifestavam forte inclinação para aqueles festejos pagãos, e seria muito difícil desviá-los dessa tendência. Melhor seria trazer os cultos pagãos para dentro da Igreja, e dessa forma melhor controlá-los. Ficou assim estabelecido que a Natividade seria solenizada naquele dia e a Festa da Epifania no dia 6 de janeiro. Essa origem pagã da festa de Natal é reconhecida inclusive por Santo Agostinho, que exortava seus irmãos cristãos a não celebrarem o Sol naquele dia solene, como faziam os pagãos, e sim celebrarem “Aquele que tinha criado o Sol”. 

Essa mesma tática deu origem a muitas outras festas do calendário cristão, entre elas a Páscoa, as festas juninas, o Dia dos Mortos e o de Todos os Santos – todas elas eram festividades pagãs que foram incorporadas pela Igreja.

Ao redor do ano 1100, o Natal se tornara a festa religiosa mais importante em toda a Europa. Sua popularidade cresceu até a Reforma, quando muitos cristãos começaram a considerar o Natal uma festa pagã. Na Inglaterra e em algumas colônias americanas foi inclusive considerada manifestação fora da lei. Mas isso durou pouco. Logo o Natal reconquistou o primeiro posto entre as celebrações cristãs, sendo até hoje a festa mais amada. 

No Natal, a festa cristã se entrecruza com a tradição popular de origem pagã. Antes do Natal cristão, existia a Festa do Fogo e a do Sol, pois essa época do ano é a do solstício de inverno, ou seja, o dia mais curto do ano no hemisfério norte. A partir dessa data (ao redor do dia 22 de dezembro) as horas de luz começam a ser mais longas a cada dia.

Essa inversão astronômica da rota solar constitui o cerne da questão para todo aquele que deseja compreender o real por quê da escolha de 25 de dezembro como data do nascimento do Cristo. Essa inversão trará de volta a primavera dentro de 3 meses. Quase todas as culturas antigas festejavam o evento. Todas as atividades humanas (caça, pastoreio e agricultura) eram ligadas ao fim do inverno e ao alternar-se das estações. Nos meses mais frios as pessoas permaneciam trancadas em casa, consumindo o alimento acumulando durante o ano, na esperança de que as reservas fossem suficientes. Superar a metade do inverno era, portanto, motivo de regozijo e de esperança de sobrevivência. 

A festa do solstício cai no período entre 21 e 24 de dezembro por um simples motivo astronômico: nessa fase, aos olhos de um observador ou de um astrônomo, o sol parece ficar parado no horizonte, para depois inverter sua rota e retomar seu movimento em direção à primavera a partir do dia 25 de dezembro. Dessa mesma origem deriva uma importante festa da Roma Antiga, celebrada a 25 de dezembro, a festa dedicada ao deus Mitra, divindade solar muito cultuada pelos soldados e pelas populações das zonas de fronteira. A grande Festa do Sol, na mesma data, tinha a característica de integrar as religiões das diversas populações europeias sob o domínio do vasto império romano. Quase todas elas celebravam a 25 de dezembro o solstício de inverno. A festa era muito parecida às atuais celebrações do Natal cristão, com ritos coletivos e festas familiares.

Na Roma Antiga festejavam-se as Saturnálias em homenagem a Saturno, deus da agricultura. Era um período de paz e de recolhimento (meio do inverno), quando as pessoas trocavam presentes, e amigos e familiares se reuniam em suntuosos banquetes. Os celtas, outra etnia majoritária na Europa naqueles tempos, festejavam por seu lado o próprio solstício de inverno. 

No ano 274 depois de Cristo, o imperador Aureliano decidiu que no dia 25 de dezembro fosse festejado o Sol. Disso deriva a tradição do “tronco natalício”, grande pedaço de madeira que nas casas deveria queimar durante 12 dias consecutivos e deveria ser preferivelmente de carvalho, madeira propiciatória. Dependendo do modo como ela queimava, os romanos faziam presságios para o futuro. Nos dias de hoje, o tronco natalício se transformou nas luzes e velas que enfeitam e iluminam as casas, árvores e ruas.

E a onipresente árvore de Natal? Também ela pertence à tradição pagã europeia. A imagem da árvore (especialmente as que são perenemente verdes, resistentes ao inverno, como os pinheiros) constitui um tema pagão recorrente, céltico e druídico, presente tanto no mundo antigo quanto no medieval, de onde foi assimilado pelo cristianismo. A derivação do uso moderno dessas tradições, no entanto, não foi provada com certeza. Ela remonta seguramente pelo menos à Alemanha do século 16. Ingeborg Weber-Keller (professor de etnologia em Marburgo) já identificou, entre as primeiras referências históricas da tradição, uma crônica de Bremen de 1570, segundo a qual uma árvore da cidade era decorada com maçãs, nozes, tâmaras e flores de papel. A cidade de Riga, na Letônia, é uma das que se proclamam sedes da primeira árvore de Natal da história (em Riga existe inclusive uma inscrição escrita em oito línguas, segundo a qual “a primeira árvore de fim-de-ano” foi enfeitada na cidade em 1510).

29/12/2013 Publicado por | COMEMORAÇÕES, CRISTIANISMO EM CRISE | , | Deixe um comentário

O HOMEM QUE ROUBOU O NATAL DE JESUS

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O homem que roubou o Natal de Jesus

No shopping próximo à minha casa, o tema da decoração de Natal é “a floresta encantada de Papai Noel”. Juro que procurei entre as folhagens de plástico, as girafas de pelúcia e os chimpanzés músicos para ver se o achava, mas não encontrei Jesus. Nada de Maria, José, do anjo, dos reis Magos e das cabras, bois e vacas. Nada que se assemelhasse a uma manjedoura. Enfim, nada de Natal na decoração de Natal.

Fiquei pensando quando foi que o menino Jesus deixou de ser protagonista de sua própria festa de aniversário. Jesus, o profeta a quem, pelo menos nas estatísticas, um terço da humanidade dedica sua fé, faz uma ponta no Natal hoje em dia. A figura central, a grande estrela da maior festa do mundo cristão é um velho barbudo de aparência nórdica que só criancinhas acreditam que exista. E, aparentemente, ninguém está nem aí.

O Natal é uma verdadeira cilada. TVs, jornais, familiares, tudo conspira para que você se sinta tomado pelo “espírito natalino”, que se traduz em: se meter em shoppings abarrotados de gente para comprar coisas que sairiam pela metade do preço no mês seguinte. Mesmo que você não queira participar, é obrigado a seguir o fluxo porque não quer que seus filhos cresçam traumatizados por não ganhar presente quando todo mundo recebe –do Papai Noel, claro, aquele gordinho que espera o ano todo por este bico, suarento debaixo da roupa vermelha e da barba branca em pleno verão brasileiro.

Aliás, a disparidade entre o que se construiu como “Natal” no hemisfério Norte e a realidade dos trópicos é um mico à parte. Bonecos de neve de feltro, de gorro, cachecol e cenoura no lugar do nariz, se espalham pelo País e tomam de assalto até as repartições públicas, enquanto as secretárias se abanam de calor. O “jeitinho” brasileiro se desdobra para recriar a atmosfera gélida, condição sine qua non para que o “espírito natalino” baixe, e dá-lhe neve de pipoca, de isopor, de algodão… Tenho certeza que nunca seremos uma nação de fato enquanto precisarmos macaquear um clima que não é nosso para conseguir algo tão singelo quanto o congraçamento familiar.

Não conheço nenhuma festa religiosa no mundo cujas principais manifestações sejam gastar muito dinheiro, comer para caramba e encher a cara. A festa máxima dos cristãos é a festa religiosa mais capitalista do planeta. E olhem que a mensagem de Cristo era o exato oposto. Não foi o filho de Deus quem expulsou os vendilhões do templo? Não foi ele quem disse que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”? Quer mensagem menos capitalista do que esta?

Mas falar dessas coisas é querer estragar a festa, quebrar a “magia” do Natal –muito embora a única visível seja o mágico tilintar das caixas registradoras. Para o comércio, a data é uma bênção. Para as igrejas, o mundo do dinheiro nunca foi exatamente um incômodo e pode, afinal de contas, render belos donativos. Tampouco parece ser um empecilho que os fiéis gastem todo o 13º salário e se endividem em compras, porque depois engrossarão as fileiras dos que procuram as casas de Deus em busca de conforto não para os flagelos da alma, mas do bolso.

Tem igrejas pentecostais que vivem disso, de oferecer aos crédulos a superação das dívidas financeiras e o sucesso econômico através do poder de Deus. De que lhes serviria abrir os olhos dos fiéis e pregar que o Natal não é sinônimo de gastança? Deixa quieto, Papai Noel é bem mais conveniente que Jesus, até porque não fere suscetibilidades. Sem essa de rico não poder entrar no reino dos céus: seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem, não é mesmo? “Compre, compre. Ho, ho, ho”.

Meu lado cristão (de formação) se revolta de ver que o Natal se transformou nessa pseudo festa religiosa, vazia de significado espiritual. Em vez de se incomodar com a vida íntima do próximo, de tentar interferir na orientação sexual do semelhante ou de se empenhar em lutas surreais como a cruzada contra a proteção da camisinha, as igrejas cristãs deviam se dedicar a repensar sua festa mais importante. Se os cristãos fossem de fato cristãos, tinham de estar preocupados que o nascimento de Jesus perdeu o lugar para o consumismo que o Papai Noel representa. Tentar resgatar a mensagem do Natal: esta, sim, seria uma luta de fato agregadora, digna da data e do aniversariante.

Dá para começar em casa, montando o presépio com as crianças como aconteceu no passado e, no mínimo, explicando a elas que o dono da festa não é o Papai Noel, que não é por causa dele que o Natal existe. Quantos cristãos fazem isso?

Boas festas a todos.

FONTE: Socialista Morena

Publicado em 24 de dezembro de 2012

23/12/2013 Publicado por | COMEMORAÇÕES, REFLEXÃO | , , | 1 Comentário

A LEI SOBRE O DÍZIMO FOI ABOLIDA

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SEI QUE NÃO ADIANTA GRITAR O MAIS ALTO POSSÍVEL E MOSTRAR NA CARA DESSES FALSOS PASTORES, LADRÕES E SALTEADORES, QUE A LEI DO DÍZIMO NA NOVA ALIANÇA FOI ABOLIDA E NÃO É MAIS OBRIGATÓRIA NA DISPENSAÇÃO DA GRAÇA. JÁ EXISTEM DEZENAS DE ESTUDOS DE GENTE SÉRIA, PASTORES E TEÓLOGOS, SOBRE O DÍZIMO, DEMONSTRANDO QUE SUA PRÁTICA NÃO É MAIS VÁLIDA NA NOVA ALIANÇA, DEPOIS DA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO. FOI A IGREJA CATÓLICA QUEM RESSUSCITOU A PRÁTICA DO DÍZIMO, POIS ALEGAVA QUE OS PADRES CATÓLICOS SÃO A CONTINUIDADE DO SACERDÓCIO LEVÍTICO. PARA HAVER UMA REVOLUÇÃO, É PRECISO HAVER REVOLTA E INCONFORMISMO COM O QUE ESTÁ ERRADO. NO SÉCULO XVI, MARTINHO LUTERO, INCONFORMADO COM AS PRÁTICAS ANTI-CRISTÃS DA IGREJA CATÓLICA, REBELOU-SE,  E PUBLICOU AS 95 TESES, ACUSANDO OS ERROS DA IGREJA. ATUALMENTE, JÁ EXISTEM MAIS DO QUE 95 TESES MOSTRANDO OS ERROS DOS CRISTÃOS PROTESTANTES, PENTECOSTAIS, NEO-PENTECOSTAIS, MAS ELES FINGEM QUE NÃO ENXERGAM. MAS ESTÃO PREOCUPADOS COM ESSAS “TESES” SENDO PUBLICADAS NA INTERNET, À VISTA DE MUITOS INTERNAUTAS. POIS ELES CORREM O RISCO DE PERDER A “MAMATA” COM AS COBRANÇAS DO DÍZIMO E OUTROS TIPOS DE BARGANHA EM PROL DA “OBRA” (PODER, FAMA E ACÚMULO DE RIQUEZAS PESSOAIS). É PRECISO HAVER UMA REVOLTA URGENTE CONTRA ESSES FALSOS PASTORES. NÃO ADIANTA SÓ PUBLICAR AS “TESES” NAS INTERNET. É PRECISO HAVER UMA REVOLUÇÃO, E ESTA SÓ ACONTECERÁ COM UMA GRANDE REVOLTA E MANIFESTAÇÃO PÚBLICA DOS EVANGÉLICOS SÉRIOS DO BRASIL.
SOU EVANGELICO, MAS NÃO DOU DÍZIMO. APENAS OFERTO NA IGREJA. E NUNCA FALTOU O NECESSÁRIO PARA MINHA FAMÍLIA. ESSE NEGÓCIO DE DEVORADOR NEM APARECE NA MINHA CASA, POIS ISSO É APENAS COISAS QUE OS LADRÕES PÕE NA CABEÇA DOS FRACOS. TENHO DOIS EMPREGOS E NUNCA ME SENTI AMEAÇADO OU AMALDIÇOADO POR NÃO DAR O DÍZIMO.
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A LEI SOBRE O DÍZIMO FOI ABOLIDA

O dízimo foi constituído por causa dos sacerdotes do Sacerdócio Levítico, que administravam os sacrifícios pelo pecado do povo todos os dias. E Abraão deu dízimo ao Melquisedeque porque este era sacerdote do Deus Altíssimo, mas ele era humano e seu ofício foi transitório.

Porém, o autor da Carta aos Hebreus nos diz que os mandamentos da antiga Lei, concernente aos sacerdotes, foi ab-rogado, ou seja, foi anulado depois que Cristo realizou uma única vez o sacrifício perfeito. Jesus Cristo se constituiu um sacerdote eterno segundo a Ordem Sacerdotal de Melquisedeque. Ele agora ministra em um Santuário Celestial, e portanto, não há mais necessidade de ninguém dar os dízimos para sustentar sacerdotes levitas, pois, o Sacerdócio Levítico foi anulado. E o antigo Templo FOI DESTRUÍDO PELA VONTADE DE DEUS no ano 70 AD, porque não havia mais necessidade de sacerdotes humanos mortais para ministrar pelos pecados do povo.

Jesus falou. em Mateus 23:23, que a pratica mais importante que devemos fazer é o AMOR, e não o ato de dar os dízimos. Jesus falou isso porque ele ainda estava sob o vigor da Lei. Depois que Cristo morreu e ressuscitou, os mandamentos levíticos concernentes ao dízimo, foram abolidos.

Jesus Cristo realizou um único sacrifício oferecendo-se a si mesmo sobre cruz, e agora ministra no Céu. Portanto, não há mais necessidade de dar dízimos para sacerdotes ou pastores aqui na Terra.

A salvação agora é gratuita e pela fé. Os pregadores do evangelho devem receber, sim, ajuda para o trabalho de evangelização, mas não o dízimo. Podem receber doações de ofertas, como Paulo recebia.

O apóstolo Paulo, maior evangelista de todos os tempos, nunca recebeu e nunca cobrou dízimos para evangelizar. Antes, ele fabricava tendas para ajudar no seu sustento e custear suas viagens, para que não ficasse pesado aos irmãos, que eram carentes. Ele evangelizou toda a Ásia Menor, num tempo em que não existia avião, nem trem, nem hotéis de luxo para se hospedar, como fazem os pastores de hoje. Os falsos pastores mercenários, de hoje, possuem carros de luxo, mansões, aviões, helicópteros, emissoras de TV, fazendas, apartamentos em outros países e ainda se hospedam em hotéis de luxo, e os crentes bobos ainda ficam orando por eles. Vão ser burros assim lá não sei aonde!!!

O mandamento de Malaquias 3:10, concernente ao dízimo, foi abolido com a morte de Cristo.

Deus não mandou construir os templos dessas igrejas que hoje existem. Só houve um Templo que Deus autorizou ser construído, mas este foi destruído pela vontade de Deus, pois não havia mais necessidade… 

Certa vez, uma mulher samaritana alegou que a adoração certa devia ser no Monte Moriá, em Samaria, e não em Jerusalém, no grande Templo. Mas Jesus lhe disse que ia chegar a hora em que nem em Jerusalém nem naquele monte se adoraria ao Pai, mas os verdadeiros adoradores adorariam ao Pai em espírito e em verdade, em qualquer lugar, sem a necessidade de templos. Vede a ref. abaixo.

No tempo em que Jesus viveu aqui na Terra a Lei do Dízimo estava em vigor e o Grande Templo em Jerusalém estava funcionando perfeitamente. Jesus passou mais de 3 anos anunciado as boas-novas. Mas, digam-me quantas vezes Jesus e seus discípulos foram cultuar no Templo? Quantas vezes foram lá levar os dízimos? Lembro-me apenas duas vezes: uma, quando falou da pobre viúva que OFERTOU uma única moeda. Essa mulher pobre ofertou moeda, dinheiro vivo. Ela não dizimou. E outra vez, foi na ocasião em que expulsou os cambistas e vendedores do Templo.

Agora, Jesus ia frequentemente às Sinagogas nos dias de sábado, pois lá era um lugar de reunião e estudo da Torá. E a Sinagoga não era chamada de Templo. Assim também os prédios das igrejas atuais não devem ser chamados de “templos”, mas de congregação ou casa de reunião.

Jesus estava em Jerusalém antes de morrer crucificado, e lá estava o grande Templo. Mas ele fez sua última reunião e realizou a “Santa Ceia” (Páscoa) em outro lugar, juntamente com seus discípulos. 

Os templos das igrejas católicas e evangélicas, que hoje existem, não devem ser chamados de “templos”, mas apenas de capela, congregação ou casa de oração. Os crentes é que são o “templo do Espírito Santo”.

Os templos da Igreja Católica e das igrejas evangélicas são imitações dos templos dos deuses pagãos da Ásia Menor e da Grécia. Os deuses antigos tinham seus templos suntuosos. E as igrejas evangélicas fizeram o mesmo, cada uma construindo um “templo falso” para Deus. Esses “templos” não tem nada a ver com o Grande Templo sagrado que Deus mandou construir. E foi apenas um. Mas esse Grande Templo Deus permitiu que fosse destruído.

Os pastores e evangelistas não podem alegar que são herdeiros do Sacerdócio Levítico, pois o mesmo já se acabou. E também não podem alegar que são sacerdotes da Ordem de Melquisedeque, pois há apenas um sacerdote dessa ordem, que é Jesus. E ele não necessita de dízimos.

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“Porque dele assim se testifica: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque. Pois, com efeito, o mandamento anterior é ab-rogado [ANULADO] por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual nos aproximamos de Deus. (…) Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus; que não necessita, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente por seus próprios pecados, e depois pelos do povo; porque isto fez ele, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo” (Heb. 7:19-27).

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“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas” (Mateus 23:23).

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“Depois disto Paulo partiu de Atenas e chegou a Corinto. E encontrando um judeu por nome Áqüila, natural do Ponto, que pouco antes viera da Itália, e Priscila, sua mulher (porque Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma), foi ter com eles, e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas” (Atos 18:1-3).

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“E quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado; porque os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei, e ainda me guardarei, de vos ser pesado” (II Cor. 11:9). (Os pastores de hoje são um fardo pesado para os fiéis).

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“Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:20-23).

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QUEM DÁ A SEMENTE AO QUE SEMEIA É DEUS, E ESTA SEMENTE, É O EVANGELHO, E NÃO DINHEIRO.

O dízimo nunca foi dado em espécie, isto é, em dinheiro vivo, em papel moeda. Podemos ver nos quatro Evangelhos, que no tempo de Jesus já existia dinheiro em moeda, mas nunca se usava as moedas para dar dízimo.

A “Casa do Tesouro”, de Malaquias 3:10 não era um COFRE ou depósito de dinheiro. Era um armazém onde se estocavam os dízimos em forma de mantimentos para sustento dos levitas. E os levitas não podiam trocar os mantimentos por dinheiro, para comprar o que quisessem, pois lhes era proibido.

Os falsos pastores de hoje distorcem o significado dos textos bíblicos para justificar a dádiva do dízimo. Vejamos este:

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“Ora, aquele [DEUS] que dá a semente [EVANGELHO] ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça” (II Cor. 9:10).

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Percebam o absurdo que os pastores mercenários fizeram com a interpretação falsa deste texto de Paulo. “Aquele que dá a semente ao que semeia” é o próprio Deus.

A SEMENTE é o evangelho da salvação. E Deus também dá o pão para sustento dos missionários. Ou seja, Deus abençoa os crentes, dando-lhes os mantimentos necessário para seu sustento, e esse mesmo crente também tira parte do que Deus lhe dá para ajudar no SUSTENTO dos missionários. Repare: é SUSTENTO, e não salário fixo de vários mil reais.

Inventaram que o ato de SEMEAR é contribuir com dinheiro vivo para obra de Deus. Tudo mentira. Eles iludem os crentes a “semear dinheiro” para pagar programas de TV, pagar redes de TV, comprar aviões, fazendas, construir templos suntuosos, e bancar a vida de riqueza e luxo que levam.

Eles ainda enganam, alegando que, se você não pode ser um missionário e não pode sair por outros lugares evangelizando, você pode PAGAR para outro ir em seu lugar. Isso é uma das maiores mentiras. Fazem isso por ganância. Pois, a Palavra de Deus diz que o crente é sal da terra e luz do mundo, e onde ele estiver, lá ele será um evangelizador. Você que é um cristão, pode ser um missionário aí mesmo no seu bairro, na sua rua, na sua cidade.

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QUEM É O LADRÃO

“8 Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.
9 Eu sou a porta; se alguém entrar por mim será salvo; entrará e sairá, e achará pastagens.
10 O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
11 Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
12 Mas o que é mercenário, e não pastor, de quem não são as ovelhas, vendo vir o lobo, deixa as ovelhas e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.
13 Ora, o mercenário foge porque é mercenário, e não se importa com as ovelhas.
14 Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem” (João 10:8-14).

***

Analisando cuidadosamente este texto, concluímos que:

- JESUS É O BOM PASTOR
- SATANÁS É O LOBO
- FALSOS PASTORES SÃOS OS LADRÕES E SALTEADORES
- MERCENÁRIOS SÃO OS FALSOS PASTORES

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Os falsos pastores e pregadores dizem que o Ladrão é o Satanás, enquanto que, pela interpretação correta do texto, podemos ver que os ladrões e salteadores são os falsos pastores.

Os falsos pastores sugam o melhor de suas ovelhas, e não se importam com o bem-estar social e econômico de suas ovelhas.

Os falsos pastores roubam o melhor de suas ovelhas, isto é, seus bens, seus salários, suas vidas.

Jesus é o bom Pastor. E os demais são pastores maus. Vejam esta profecia contra os pastores infiéis, que comem o melhor de suas ovelhas (a lã e a gordura = o conforto e dízimo, salário), mas não as apascentam como deveriam.

***

“Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar as ovelhas? Comeis a gordura, e vos vestis da lã; matais o cevado; mas não apascentais as ovelhas. A fraca não fortalecestes, a doente não curastes, a quebrada não ligastes, a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza. Assim se espalharam, por não haver pastor; e tornaram-se pasto a todas as feras do campo, porquanto se espalharam. As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procurasse, ou as buscasse” (Ezequiel 34:1-6).

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Por favor, leia e se inteire sobre as “teses” dos “martinhos luteros” de hoje, principalmente sobre o ROUBO DOS DÍZIMOS que os falsos pastores, das falsas igrejas evangélicas do Brasil, praticam contra os membros de suas igrejas, usando artifícios de lavagem cerebral, enganando e oprimindo os fiéis com doutrinas do medo, e outros meios desonestos de tirar dinheiro do povo ingênuo.

1) Teólogo publica monografia contestando doutrina do dízimo.
http://noticias.gospelmais.com.br/teologo-monografia-contestando-doutrina-dizimo-38123.html

2) Monografia de bacharelado em teologia sobre o DÍZIMO – João Bosco Costa Vieira.
http://pt.scribd.com/doc/96753612/DIZIMO-Joao-Bosco-Costa-Vieira

3) A Verdade Sobre o Dízimo.
http://solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/ComRiquezas/VerdadeSobreDizimo-RWGarganta.htm

3) Estudo As 10 Mentiras Sobre o Dízimo. http://ateuignorante.blogspot.com.br/2013/05/as-10-maiores-mentiras-sobre-o-dizimo.html

4) Dízimo a mentira contada há 2.000 anos. http://integras.blogspot.com.br/2009/05/dizimo-mentira-contada-ha-2000-anos.html

5) Comentário sobre a não validade do dízimo na Nova Aliança.
http://oraculum.blog.br/blogoraculum/index.php/opinioes/dizimo/

6) Igrejas arrecadam R$ 39,1 milhões por dia em dízimos e ofertas, revela Receita Federal.
http://noticias.gospelmais.com.br/receita-federal-igrejas-39-milhoes-dia-dizimos-ofertas-62742.html

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Todo o dinheiro que essas igrejas e pastores ladrões arrecadam anualmente com dízimos e ofertas, daria para resolver a situação triste de milhões de pessoas que vivem na pobreza e na mais pura miséria neste planeta.

Quase todas as igrejas evangélicas e pentecostais ensinam o contrário do que Jesus mandou ensinar. Mas por causa de ambição, amor ao dinheiro e desejo de poder e riquezas neste mundo, eles não param de praticar o erro.

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Miquels7

24/11/2013 Publicado por | CASOS POLEMICOS, CRISTIANISMO EM CRISE, DOUTRINAS E DOGMAS, ESTUDOS BÍBLICOS, MOBILIZAÇÃO | , , , , | 3 Comentários

JESUS É FILHO BIOLÓGICO ESPIRITUAL DE DEUS?

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POSTEI MUITO POUCO ESTE ANO NO BLOG. MAS ESTE AQUI VALE POR VÁRIOS QUE DEIXEI DE POSTAR. É O MAIS IMPORTANTE DESTE ANO. OS COMENTÁRIOS, AQUI, PODEM AJUDAR MUITOS TEÓLOGOS NOVATOS, QUE AINDA NÃO CONHECEM OS PONTOS DIFÍCEIS DA TEOLOGIA. É UM ESTUDO MODESTO, SEM ERUDIÇÃO NAS FORMULAÇÕES DAS FRASES. MAS CREIO QUE VALE A PENA LER. APRECIE COM MODERAÇÃO. ***************************************************************

JESUS É FILHO BIOLÓGICO ESPIRITUAL DE DEUS?

Este comentário é um pouco extenso, porque, para explicar direitinho um assunto polêmico como este, não podemos nos esquecer de certos detalhes imprescindíveis.

Os católicos chamam Maria de “mãe de Deus”. E isso tem certa lógica, pois se Jesus é considerado “Deus”, segundo o Dogma da Trindade, ele também é filho biológico de Maria. E Maria por certo o chamava de “filho”.

Mas, se Jesus não é filho biológico de Deus, logo, ou ele é filho adotivo, ou uma criatura, como as demais que ele criou, assim como criou os anjos, por exemplo.

Se dizemos que Jesus é “Deus”, e Maria foi sua genitora e mãe biológica, logo, podemos dizer que Maria é a mãe de “Deus” Filho.

E se admitirmos que Jesus foi “gerado” ou concebido pelo Espírito Santo – e se o Espírito Santo é o próprio Espírito do Pai -, então Jesus é filho biológico de Deus, e Maria é genitora do “Deus” Filho. Mesmo sabendo que Jesus já era um ser divino pré-existente, podemos considerar que Maria foi sua mãe biológica quanto à sua humanização. Por essa razão, ela foi chamada de bem-aventurada ou favorecida por Deus.

Mas, se teimarmos em dizer que Maria não foi “mãe” do Deus-Filho coisa nenhuma (por ele ser um ser divino eterno, e sendo Jesus o “Filho” unigênito de Deus, composto da mesma substância), temos que admitir que houve uma “mãe celeste” para que ele surgisse. Logo, se não existiu essa mãe celeste, teremos que admitir que Deus é um ser andrógino. Só assim se poderia explicar ser Jesus um “filho biológico” (da mesma substância) de Deus-Pai. E se dissermos que Deus-Pai não é um ser andrógino, então, devemos considerar que Jesus, como ser divino, também é um ser criado por Ele, assim como criou os anjos.

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Sem dúvida, Deus é Pai biológico de Jesus na forma humana, não na espiritual. Pois Jesus foi concebido pelo Espírito do Pai, quando desceu sobre Maria. Deus é Espírito, e sua glória se manifestou sobre Maria.

Por causa dessa concepção inusitada de Jesus, alguns críticos da Bíblia afirmam que o próprio Deus Yavéh transgrediu o décimo mandamento da Lei que ele mesmo deu ao povo hebreu, pois ele não procurou uma mulher solteira para que Jesus fosse concebido, mas antes, cobiçou ou tomou uma mulher que já era casada, no caso, Maria, que era desposada com José.

“Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Êxodo 20:17).

Mas, sabemos que Deus é Deus, foi Ele quem criou as criaturas e estabelceu as leis espirituais e humanas, então, Ele tem o direito de transgredir ou abolir qualquer lei que tenha imposto…

***

Na Bíblia vemos textos que sugerem que Jesus Cristo foi um ser divino “criado” ou gerado por Deus, antes de vir ao mundo.

“Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?” (Hebreus 1:5).

“Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas o glorificou aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei” (Heb. 5:5).

“E nos transportou para o reino do seu Filho amado; em quem temos a redenção, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele subsistem todas as coisas; também ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Colossenses 1:13-18).

O texto afirma que ele, Jesus, é antes de todas as coisas, isto é, que foi o primeiro ser criado. Diz também que ele é o princípio, ou a causa do surgimento dos mundos e dos seres vivos.

Ora, por essas afirmações concluímos que Deus-Pai não teve princípio. Mas Jesus teve.

Teologicamente falando, Deus-Pai não é o primeiro, porque ele nunca teve princípio.

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Heb. 1:6).

Engraçado que este texto do autor da Carta aos Hebreus se contradiz com a declaração do apóstolo João, que afirmou que Jesus é Unigênito Filho de Deus.

Sabemos que “primogênito” é o primeiro filho, e que “unigênito” é único filho. A final de contas, Jesus é primogênito ou unigênito Filho de Deus?

Observe que a expressão “e todos os anjos de Deus o adorem” é citação apócrifa. Quase todas as citações ou referências que o autor aos Hebreus faz, podemos conferi-las nos livros do Antigo Testamento. Existem várias citações no livro de Hebreus que foram extraídas de livros apócrifos. Mas não vou me estender nesse assunto aqui.

“A qual Deus nos tem cumprido, a nós, filhos deles, levantando a Jesus, como também está escrito no salmo segundo: Tu és meu Filho, hoje te gerei” (Atos 13:33).

“Falarei do decreto do Senhor; ele me disse: Tu és meu Filho, hoje te gerei” (Salmos 2:7).

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Apoc. 3:14).

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Os teólogos católicos inventaram a Trindade, em cuja definição “supõe-se” que Jesus é a 2ª Pessoa da Trindade, formado da mesma “substância” do Pai. Ou seja, que Jesus é formado da mesma essência biológica do Pai. Mas esse Dogma da Trindade foi uma teoria bem engendrada, criada pelos padres da Igreja Católica, para combater o Arianismo e tentar encaixar Jesus como divindade, já que os judeus também não admitem que o seu Deus Yaveh (Jeová) tenha um filho biológico. A palavra Trindade nem ao menos existe na Bíblia, mas foi formulada para criar um dogma que não tem lógica, e o inpuseram à força para os cristãos.

Os judeus ortodoxos não aceitam até hoje que Jesus Cristo seja o Messias prometido de Israel e nem o consideram como um “Deus” ou filho de Deus, mas apenas como um profeta (impostor). Os judeus messiânicos acreditam que Jesus é o Messias prometido da mesma forma como os cristãos ocidentais acreditam, e ainda acreditam que ele é “Deus” igual ao Pai.

Se a doutrina da Trindade afirma que Jesus é eterno – que nunca foi criado espiritualmente -, e sempre existiu ao lado do Pai, e que é composto da mesma “substância” do Pai, logo, ele não pode ser considerado filho biológico de Deus. Mas, por outro lado, pode ser considerado filho por “afinidade” e por causa da obediência ao Pai. Mas se ele obedece ao Pai, logo ele é submisso e inferior ao Pai em autoridade. Existem várias referências bíblicas que atestam que Jesus não é igual ao Pai em poder e autoridade. Se Jesus sempre foi submisso ao Pai e obedece à sua autoridade, logo, ele não é igual a Deus.

Irei comentar, com as devidas referências, alguns motivos e razões que atestam que Jesus não é  igual ao Pai em poder e autoridade.

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PRIMEIRO: No Antigo Testamento (AT), de Gênesis a Malaquias, não vemos nenhuma referência concreta que ateste que Deus Jeová tenha um “filho biológico”. Porém, no AT vemos os anjos e seres humanos serem chamados de “filhos de Deus” e até de “deuses”.

“Eu disse: Vós sois deuses, e filhos do Altíssimo, todos vós” (Salmos 82:6).

E o próprio Jesus confirma:

“Responderam-lhe os judeus: Não é por nenhuma obra boa que vamos apedrejar-te, mas por blasfêmia; e porque, sendo tu homem, te fazes Deus. Tornou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses? Se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada), àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo, dizeis vós: Blasfemas; porque eu disse: Sou Filho de Deus?” (João 10:33-36).

Se os anjos também são chamados de “filhos de Deus”, por que Jesus não entra na mesma categoria deles? E por que os anjos não são considerados “deuses” também? Se Jesus é filho e é considerado “Deus”, por que os anjos, que são filhos também, não são considerados deuses, já que eles são seres divinos e muito poderosos?

“Chegou outra vez o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor; e veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o Senhor” (Jó 2:1).

No livro de Jó, a expressão “filhos de Deus” refere-se aos anjos, e não aos humanos.

Na verdade, Jesus nunca disse diretamente ser “filho de Deus” por concepção biológica. Os fariseus é que tiravam essa conclusão das coisas que Jesus declarava, pois achavam que Jesus estava querendo se igualar a Deus.

Da forma com que Jesus responde aos fariseus, invocando um texto dos Salmos de Davi, vemos que ele mesmo atesta que não se considerava “filho de Deus” por concepção biológica, mas filho em razão de ter sido um enviado de Deus, um profeta do Altíssimo.

No entanto, existe apenas uma referência no Livro de Provérbios (livro não-profético), mas que não é suficiente para se sustentar uma verdade teológica, pois para isso é preciso haver mais de uma referência. Trata-se de uma profecia, não de Salomão, mas de Agur, filho de Jaqué de Massá. Confira Provérbios 30:4.

“Quem subiu ao céu e desceu? [Jesus?] quem encerrou os ventos nos seus punhos? mas amarrou as águas no seu manto? quem estabeleceu todas as extremidades da terra? qual é o seu nome [Yavéh?], e qual é o nome de seu filho? [Yeoshua?] Certamente o sabes!”

O próprio Senhor Jesus parece ter confirmado esta passagem de Provérbios. Veja João 3:12-13.

“Se vos falei de coisas terrestres, e não credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem”.

Engraçado que Jesus começa afirmando que “ninguém subiu ao céu”, senão o mesmo que desceu do céu, isto é, ele próprio. Isso nos dá a entender que ele havia descido a este mundo em tempos remotos, antes mesmo de ter-se humanizado. E prova, também, que os salvos que já morreram ainda não subiram ao céu, pois ninguém subiu aos céus, exceto ele. A Bíblia afirma que Enoque e Elias foram tomados por Deus daqui da Terra, mas isso não significa que eles adentraram no céu, habitação de Deus.

Apesar de terem inventado a doutrina da Trindade, vemos que Jesus nunca se declarou ser “filho de Deus” por concepção biológica. Ele sempre dizia ser o “Filho do homem”, coisa totalmente contrária ao que tentam nos passar com o Dogma da Trindade. A expressão “Filho do homem” é antagônica à expressão “Filho de Deus”. Será que Jesus se dizia ser “filho do homem” por ironia, ou por vaidade, não querendo se exaltar?

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SEGUNDO: No Novo Testamento (NT), o evangelista João afirma que os crentes em Jesus seriam também  chamados de “filhos de Deus”. Logo, percebe-se que para se tornar um “filho de Deus”, não precisa ser gerado biologicamente. E João ainda reafirma que são “filhos” não gerados da carne e do sangue, mas gerados pelo Espírito de Deus, através de um novo nascimento espiritual.

“Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (João 1:12-13).

Um dos fatores de os teólogos terem considerado Jesus um filho biológico de Deus, foi em razão de João ter se referido a ele com a expressão “Unigênito filho de Deus”. Somente João se referiu a Jesus usando esse termo “unigênito”, que quer dizer “filho único”.

Mas o termo “unigênito” também foi usado para se referir ao único filho de Abraão, gerado com sua legítima esposa.

“Pela fé Abraão, sendo provado, ofereceu Isaque; sim, ia oferecendo o seu unigênito aquele que recebera as promessas” (Hebreus 11:17).

O termo “Unigênito” é de cunho esotérico. Um estudante da Bíblia, bem inteirado, sabe que o Evangelho de João é cheio de traços esotéricos. As palavras “verbo”, “unigênito”, “batismo”, “novo nascimento” são de cunho esotérico. A palavra “verbo” foi usada apenas pelo evangelista João, inclusive no Apocalipse. Somente João se referiu a Jesus como “filho unigênito de Deus”. Nem Paulo e nem os outros apóstolos e evangelistas o identificaram assim.

Alguns teólogos usam uma declaração que Pedro fez para atestar que Jesus é “Deus” Filho. Só que a expressão “Filho do Deus vivo”, do Livro de Mateus, não consta nos outros dois evangelhos em que é  citado o mesmo fato.

“Mas vós, perguntou-lhes Jesus, quem dizeis que eu sou? Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:15-16).

Lembrando que no Livro de Mateus houve muita adulteração de palavras pelos tradutores católicos.

Engraçado que nessa mesma passagem de Mateus 16, em que Jesus elogia Pedro por ter feito tal declaração por inspiração divina, logo em seguida, ele mesmo repreende a Pedro por estar sendo usado pelo Diabo para falar besteiras. “Para trás de mim, Satanás!”, disse Jesus.

Agora, veja a mesma declaração de Pedro nos outros evangelhos:

“Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo” (Marcos 8:29).

“Então lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo Pedro, disse: O Cristo de Deus” (Lucas 9:20).

Vemos aí, que não se observa a expressão “Filho de Deus”, porque essa expressão é apenas uma ênfase, para salientar que “Cristo” é o ungido ou enviado da parte de Deus.

A expressão “Filho de Deus”, nos quatro evangelhos, serve apenas para evidenciar que “Cristo” é o ungido de Deus, ou o “Messias”, e não para testificar que Jesus é um filho biológico espiritual de Deus-Pai.

Ref. 1:

“Também de muitos saíam demônios, gritando e dizendo: Tu és o Filho de Deus. Ele, porém, os repreendia, e não os deixava falar; pois sabiam que ele era o Cristo” (Lucas 4:41).

Os demônios sabiam que Jesus era o “Cristo”, o ungido, o Messias que havia de vir. A relevância deste texto não é a expressão “Filho de Deus”, mas a condição de Jesus ser o “Cristo” ou “Ungido”, o “Messias” que havia de vir. Portanto, a expressão “Filho de Deus” equivale a “Cristo”, o ungido de Deus.

Ref. 2:

“Respondeu-lhe Simão Pedro: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. (…) Então ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que ele era o Cristo” (Mateus 16:16,20).

Novamente observamos no texto a ênfase de que “Filho de Deus” equivale a “Cristo”. Jesus mesmo pede que ninguém revele que ele é o Cristo, o ungido, o Messias prometido; mas não proíbe ninguém a declarar que ele é “Filho”.

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TERCEIRO: A doutrina da Trindade assegura que Jesus é Deus, igual ao Pai, em poder e autoridade, onisciência, onipresença e onipotência. Só que Jesus chegou a afirmar aos seus discípulos que não sabia o “dia do seu retorno a este mundo” para salvar os judeus e reinar com eles. Veja a declaração:

“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão. Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem”. (Mateus 24:35-37).

Ora, se Jesus fosse “Deus”, onisciente, igual ao Pai, como pode afirmar que não sabia do dia e hora da sua vinda? Doutra maneira, Jesus, sendo “Deus”, estaria “mentindo” aos seus discípulos, ao afirmar que não sabia o dia e hora de seu retorno? Na teologia assembleiana, alguns autores alegam que Jesus não mentiu nessa passagem, ao fazer tal declaração de que não sabia, mas que ele apenas se “omitiu”. Ora, se omitir é quase a mesma coisa que mentir.

Os exegetas se contorcem para explicar essa declaração de Jesus, e continuam afirmando que Ele é Deus.

Antes de retornar aos céus, Jesus deu as últimas instruções aos seus discípulos. Foi nessa ocasião que alguns deles indagaram a Jesus sobre os tempos em que se cumpririam todas as coisas. Olha o que Jesus respondeu:

“Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade”. (Atos 1:6-7).

Segundo os exegetas assembleianos, Jesus aí teria se omitido também, e não quis dizer nada sobre a sua vinda, mesmo sabendo quando seria.

No entanto, Jesus não é mentiroso. Jesus não é “Deus” igual ao Pai. Por isso, foi sincero e disse que nem ele mesmo sabia. Ele foi bem claro ao afirmar que apenas o Pai é quem sabe a data do cumprimento de todas as coisas e a data de seu retorno.

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Sabemos que houve muita adulteração de palavras e acrescentamento de textos em alguns livros da Bíblia. Por isso, é preciso a gente ficar explicando certos erros de concordância e de tradução, para poder justificar os argumentos.

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Por exemplo, o Evangelho de Mateus foi o único livro do NT escrito em aramaico, pois o seu autor, Mateus, era judeu e falava aramaico. Alguns eruditos afirmam que os padres católicos traduziram o Livro de Mateus para a língua grega, mas acrescentaram palavras e adulteram alguns versículos, e deram fim na cópia original do livro. Por que os livros do AT foram conservados na própria língua original, hebraico e aramaico, e o livro de Mateus não?

Sem dúvida, no Evangelho de Mateus existem algumas adulterações feitas pelos primeiros tradutores. Outros tradutores tentaram corrigir alguns erros de tradução, mas mesmo assim ainda persistem alguns erros. Atualmente as editoras nem fazem questão de colocar observações nos rodapés das páginas da Bíblia para que ninguém possa levantar questionamentos. Vou citar três casos.

Na minha Bíblia de estudo, publicada pela JUERP-RJ, em 1989, diz na nota de introdução que é uma versão atualizada, de acordo com os manuscritos mais aceitos em hebraico e grego. Existem várias notas de rodapé em algumas páginas dos quatro Evangelhos, salientando que certas palavras ou trechos não se encontram nos manuscritos mais aceitos. E nos demais casos, os enxertos apócrifos nem foram incluídos. Os manuscritos mais aceitos são as versões mais antigas possíveis dos livros da Bíblia.

Primeiro, o trecho do capítulo 16 de Marcos, dos versículos 9 ao 20, não consta nos manuscritos mais aceitos. Isso significa que tal texto foi acrescentado posteriormente pelos tradutores.

Segundo, somente no Evangelho de Mateus aparece a ordem de Jesus para batizar “em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. Mas, nenhum dos apóstolos obedeceu essa ordem, e nem ao menos aludiram a ela ou a invocaram. No livro de Atos dos Apóstolos não existe nenhum caso em que os apóstolos tenham batizado alguém invocando essa ordem de Jesus. Antes, Pedro apenas dizia que os novos convertidos fossem “batizados em nome de Jesus Cristo”, e não em nome da trindade. Acredita-se que os tradutores católicos teriam adulterado o versículo 19 de Mateus 28, para dar ênfase à doutrina da trindade, assim como fizeram na primeira epístola de João.

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.

“Respondeu então Pedro: Pode alguém porventura recusar a água para que não sejam batizados estes que também, como nós, receberam o Espírito Santo? Mandou, pois, que fossem batizados em nome de Jesus Cristo” (Atos 10:47-48).

A palavra “século”, no texto supracitado, também foi adulterada, pois, no original é “Era”.

O trecho correto seria escrito assim:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em meu nome, ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação da era (ou do tempo)”.

Terceiro, os tradutores católicos acrescentaram um versículo a mais na primeira epístola de João para que desse ênfase ou embasamento para a doutrina da trindade.

O trecho adulterado é assim:

6. Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade.
7. Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um.
8. E três são os que testificam na terra: o Espírito, a água e o sangue; e estes três concordam num.

Observe que o argumento do versículo 7 nunca existiu, e foi acrescentado de propósito na Bíblia para dar respaldo à doutrina da trindade.

Tempos depois, outros eruditos descobriram nos manuscritos mais antigos, que este trecho do versículo 7 do capítulo 5 da primeira epístola de João nunca existiu.

Agora, veja o texto correto:

6 Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só pela água, mas pela água e pelo sangue.
7 E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é a verdade.
8 Porque três são os que dão testemunho: o Espírito, e a água, e o sangue; e estes três concordam.

Note que nem a palavra “num” ou “um” aparece no final desta citação bíblica.

Porém, quase todas as versões das bíblias vendidas nas livrarias evangélicas atualmente vem com essas adulterações ou enxertos apócrifos nos livros sagrados, e os editores nem mesmo fazem questão de colocar observação no rodapé das páginas.

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No capítulo 5 do Evangelho de João, Jesus declara de forma indireta ser “Filho” de Deus-Pai, mas “filho” na condição de “enviado”, de “Messias” ou “Cristo”, e não filho biológico espiritual. Nesse contexto Jesus se considerava um “embaixador” de Deus, um representante legal de Deus-Pai na Terra. Mas ele nunca tentou demonstrar que era igual a Deus-Pai em poder e autoridade.

Jesus também declarou: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30).

Quem entende bem de semântica e de sintaxe ou interpretação de textos, sabe que Jesus, nessa passagem, não está declarando ser igual ao Pai em essência ou substância divina, e poder, mas está simplesmente dizendo ser “um com o Pai” em sentido de propósito, de concordância, de intenção, de afinidade.

No mesmo Evangelho de João, Jesus prova que ele não é igual ao Pai, ocasião em que ele lava os pés dos seus discípulos.

“Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou” (João 13:26).

Se Jesus Cristo fez-se de servo, e se considerava um enviado de Deus, logo, ele não era igual ao Pai. Estava com Deus, mas não era igual a Deus. O contrário do que João afirmou no seu Evangelho (cap. 1).

Engraçado que, mesmo Jesus tendo dito que o Pai era maior do que ele, os apologistas tentam incutir a obscura doutrina da trindade.

“Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu” (João 14:28).

Paulo declara, em sua epístola aos Coríntios, que após a consumação do plano de Deus com relação à salvação dos pecadores e a aniquilação de Satanás, Jesus entregará o poder e a autoridade que recebeu temporariamente do Pai, para que viesse executar o plano de redenção da humanidade. Sendo assim, Deus-Pai será tudo em todos, e Jesus será lembrado eternamente como o grande Redentor da humanidade.

“Então virá o fim quando ele entregar o reino a Deus o Pai, quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder. Pois é necessário que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte. Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz: Todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho [JESUS] se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (I Coríntios 15:24-28).

Essa declaração bombástica de Paulo põe por terra o Dogma da Santíssima Trindade.

Paulo afirmou que Jesus não teve por usurpação ser igual a Deus, mas se despiu da sua glória, se tornando servo. Isso significa que Jesus tinha posição de destaque no céu, mas ele não quis se exaltar, a tal ponto de se auto-proclamar como Deus. Lúcifer, que tinha as mesmas prerrogativas de Jesus, se exaltou e quis ser igual a Deus, por isso foi deposto de seu cargo.

“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:5-7).

Outra versão diz assim:

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que sendo em forma de “Deus”, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”. (Fil. 2:5-7).

O que significa “usurpação”? Usurpar significa se apossar por fraude e forçosamente de um poder e uma glória que não lhe pertence.

Jesus mesmo declarou que nada fazia de si mesmo, mas o Espírito do Pai que estava nele é quem realiza as obras. Ora, como Jesus pode ser considerado Deus Poderoso igual ao Pai, se ele mesmo disse que não fazia nada por si mesmo? Jesus também era assistido pelos anjos, para que realizasse as obras.

“Prosseguiu, pois, Jesus: Quando tiverdes levantado o Filho do homem, então conhecereis que eu sou, e que nada faço de mim mesmo; mas como o Pai me ensinou, assim falo” (João 8:28).

“Então o Diabo o deixou; e eis que vieram os anjos e o serviram” (Mateus 4:11).

“E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” (João 1:51).

“Ou pensas tu que eu não poderia rogar a meu Pai, e que ele não me mandaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?” (Mateus 26:53).

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Os apologistas alegam que Jesus é Deus porque operava milagres. Ora, os profetas do Antigo Testamento também operaram milagres e até fizeram mortos ressuscitar e o mar se abrir, e nem por isso foram considerados “deuses”.

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Outro argumento forte que os trinitarianos usam para alegar que Jesus é Deus, é o ato de perdoar pecados, que, segundo eles, esta é uma prerrogativa inerente a Deus. Mas, como seus argumentos são parciais e desonestos, eles caem em contradição. Pois, no próprio Evangelho Jesus comissiona seus discípulos e lhes confere o poder de perdoar pecados. Se perdoar pecados fosse apenas prerrogativa de Deus, com que ordem Jesus autorizou seus discípulos, a não ser com a permissão de Deus?

“Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos” (João 20:21-23).

“Em verdade vos digo: Tudo quanto ligardes na terra será ligado no céu; e tudo quanto desligardes na terra será desligado no céu” (Mateus 18:18).

É óbvio que essa prerrogativa ou autoridade de perdoar pecados não é para qualquer crente. Ela é conferida a sacerdotes consagrados, e cheios do Espírito Santo. O Papa, por exemplo, usa dessa prerrogativa.

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No Evangelho de João e no Apocalipse Jesus chama a Deus-Pai de “meu Deus”. Se Jesus é Deus igual a Deus-Pai, como pode chamar Deus de “meu Deus”?

“Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20:17).

“Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus” (Apocalipse 3:2).

“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome” (Apoc. 3:12).

Os unitarianos – que não acreditam na trindade -, morrem afirmando que “Jesus” é o verdadeiro nome de Deus, e que esse nome é eterno. Porém, no texto supra-citado, o próprio Jesus declara que receberá um NOVO NOME.

Jesus será eternamente conhecido como o grande redentor e salvador da humanidade. Mas o seu nome atual, Jesus, que significa “Yavéh é salvador”, é um nome transitório.

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Certa vez li um artigo de um teólogo de araque, recém-formado, num site de uma conceituada denominação evangélica, o qual discorria sobre o episódio da morte de Estêvão, o primeiro mártir, que fora apedrejado até a morte pelos judeus tradicionalistas. Dei risadas da conclusão que ele teve ao se referir à suposta terceira pessoa da trindade nesse episódio. Pois, ele só percebeu dois entes divinos: Deus-Pai, sentado no trono, e Jesus, em pé, à sua destra. Segundo ele, o Espírito Santo não pode ser contemplado por Estêvão na visão, porque, “possivelmente (sic) ele estaria em uma missão aqui na Terra”. (Rsrsrs).

“Ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra Estêvão. Mas ele, cheio do Espírito Santo, fitando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem em pé à direita de Deus. Então eles gritaram com grande voz, taparam os ouvidos, e arremeteram unânimes contra ele e, lançando-o fora da cidade, o apedrejavam. E as testemunhas depuseram as suas vestes aos pés de um mancebo chamado Saulo” (Atos 7:54-58).

Esses teólogos tradicionais querem ensinar Trindade, mas nem eles tem noção do que seja trindade. Se o Espírito Santo é Deus, se é uma terceira pessoa, onisciente e onipresente, por que Estêvão não o contemplou? E por que o bobo do apologista ainda disse que ele estava ausente no céu, porque estava numa missão especial aqui na Terra? Cada absurdo!

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Uma prova de que Jesus não é igual a Deus-Pai, é a sua ordem para orarmos ou pedirmos alguma coisa sempre a Deus-Pai, e nunca diretamente a ele. A “Oração do Pai-Nosso”, de Mateus 6 e a sua oração sacerdotal do capítulo 17 de João também são provas de que Jesus não é igual ao Pai. Se Jesus também é “Deus”, Todo-Poderoso, como pode um Deus orar a outro Deus?

Jesus ensinou a Oração do Pai-Nosso, mas nunca sugeriu que devêssemos pedir em oração alguma coisa diretamente a ele. Sempre disse que devíamos orar e pedir algo de Deus em seu nome.

“Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino” (Lucas 11:2).

“Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda” (João 15:16).

Na tradução do texto de João 14:14 faltou acrescentar a expressão “ao Pai”.

“Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei”.

A tradução correta seria assim:

“Se pedirdes alguma coisa ao Pai, em meu nome, eu a farei”.

Jesus mesmo é o agente executor das ordens de Deus.

Os apóstolos nunca oravam diretamente a Jesus, invocando o seu nome. Podemos ver no início das epístolas de Paulo sua saudação e oração inicial, invocando sempre a Deus primeiramente; só depois que fazia referência a Jesus.

“Primeiramente dou graças ao meu Deus, mediante Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é anunciada a vossa fé” (Romanos 1:8).

“Sempre dou graças a Deus por vós, pela graça de Deus que vos foi dada em Cristo Jesus” (I Cor. 1:4).

“Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém” (Gálatas 1:3-5).

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestes em Cristo” (Efésios 1:3).

Paulo nunca invocou diretamente o nome de Jesus como o fazem os crentes de hoje.

Atualmente, a maioria os crentes quando oram, já começam invocando o nome de Jesus.

“Senhor Jesus, estamos aqui, meu Deus, na tua presença,…; viemos te pedir, meu Pai, uma benção especial para o teu servo”.

***

No capítulo 17 de João vemos outra prova de que Jesus não é igual a Deus-Pai. Veja o que ele falou:

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste. Eu te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer. Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (João 17:3-5).

Jesus nem ao menos faz menção à suposta terceira pessoa da trindade nesta declaração. Ele se refere-se a apenas duas pessoas distintas: “que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo”.

Jesus estava com Deus antes que o mundo existisse, mas ele não era igual ao Pai, Todo-Poderoso. Paulo declarou que Jesus não quis, por usurpação, ser igual a Deus. Os anjos também já existiam antes dos mundos existirem. O querubim ungido, Lúcifer, também já existia antes da criação dos mundos físicos.

Vejam. Os crentes, que se dizem salvos, garantem que vão viver eternamente junto com Deus, habitar ao lado de Deus. Vão estar ao lado de Deus, mas não vão ser “deuses”. Só porque Jesus disse que estava com Deus antes que o mundo existisse não quer dizer que ele seja igual a Deus.

Em um reino qualquer deste mundo, existem pessoas mais achegadas ao Rei, que recebem funções administrativas, como de executor, de embaixador ou de regente interino. E é o que ocorria com Jesus antes de vir ao mundo. Ele exercia função máxima no reino de Deus, e Lúcifer também tinha as mesmas prerrogativas.

O arcanjo Miguel também é um ente divino poderoso, e grande General dos exércitos de Deus. Mas nem por isso ele se proclama Deus ou igual a Deus. Nós podemos até temê-lo como um “Deus” poderoso, porque nós em relação a ele, somos insignificantes.

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O problema com a doutrina da Trindade é o seguinte.

Por a religião judaica (ou dos hebreus), ser uma religião monoteísta, que adota ou adora apenas um Deus, os cristãos tiveram dificuldade em aceitar Jesus como um filho biológico de Deus, porque aí estariam incorrendo no pecado de politeísmo, que Deus havia ordenada na Lei, que não adorassem outros deuses.

Depois que a Igreja passou a fazer parte do Império Romano, o Papa e os padres católicos tiveram poder para impor uma lei ou dogma que obrigasse a todos obedecer. E foi isso o que fizeram, criando o Dogma da Santíssima Trindade, para combater as “heresias” do arianismo, que dizia que Jesus não era Deus, mas um semideus, um enviado de Deus, um profeta poderoso.

Ário foi um erudito famoso de Alexandria (280-336 AD), segundo o qual, Jesus Cristo era uma criatura de natureza intermediária entre a divindade e a humanidade.

Antes de aparecer o Dogma da Trindade, os padres católicos estavam sem saída, pois a Lei de Deus no AT proibia o politeísmo. Como, então, conciliar isso?

Foi aí que bolaram a doutrina da trindade de Deus, para explicar que Deus não é composto de três deuses distintos, mas de três pessoas distintas, formadas da mesma substância. Fizeram apenas trocar a palavra “deuses” por “pessoas”. E há séculos os teólogos tradicionais vêm empurrando essa doutrina falsa na mente dos cristãos.

Inventaram também a tal de “unidade composta”. Será que ao menos isso existe? Claro que não. O que existe é “substância composta” e substância simples. Existe também a solução homogênea e heterogênea com agregado de vários elementos.

Nem em Matemática nem em Física existe este conceito de “unidade composta”.

Em Matemática existe o número misto, formado por uma parte inteira e outra fracionária. Por exemplo, 2 1/2 é um número misto.

Uma hora os trinitarianos usam conceitos matemáticos para explicar a trindade; outras vezes, usam a química para descrevê-la.

Alguns trinitarianos alegam que, matematicamente, a trindade não é a união de três deuses, mas, união de três pessoas compondo uma unidade composta. E que a trindade não se define por 1+1+1 = 3, mas, 1x1x1 = 1. Ora, esse último argumento é fraco, pois em matemática, o fator 1 é considerado um elementro neutro, sem importância, pois ele não altera o produto. Considerando, então, os entes da trindade como fator 1, quem é e quem não o elemento neutro? Todos são elementos neutros. E o que isso explica? Nada. Quem determinou que a multiplicação é a operação matemática para justificar a trindade?

Se matematicamente não conseguem explicar a trindade, então, partem para a explicação química. A tal “unidade composta” é entendida erroneamente como “substância composta”, pois dizem que os entes que compõem a trindade são formados do mesmo elemento (essência), e por isso, são indivisíveis. Ora, se são do mesmo elemento, então já não podem ser substância composta, mas substância pura ou simples, formada por átomos do mesmo elemento químico.

Por exemplo, a substância química de nome Ozônio (O3), é considerada simples, pois é formada de 3 átomos do mesmo elemento, o oxigênio. Logo, percebe-se que não é uma “unidade composta”, mas, uma “substância simples”.

Com argumentos falsos, afirmam que a Trindade é uma unidade composta de três pessoas distintas. Engraçado que eles afirmam que são três pessoas distintas, mas que uma não vive sem a outra, ou que elas são indivisíveis. Mas, só que esses argumentos são apenas teorias, e são coisas inventadas, e jamais algum apóstolo de Cristo ou escritor bíblico se ocupou em explicar a trindade, porque, para eles, trindade nunca existiu, porque Deus é um só, absoluto.

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Os trinitarianos chegam até a recorrer à língua hebraica para tentar justificar a trindade como sendo uma “unidade composta” de três pessoas e não três deuses.

Eles pegam o texto de Deuteronômio 6:4 para justificar a trindade, alegando que o termo ECHAD, traduzido como “único”, indica uma “unidade composta”.

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor”.

Esses caras se metem a querer explicar vocábulos da língua hebraica, mas não sabem distinguir um numeral de um adjetivo.

Eles invocam até o relato do primeiro casal da Bíblia, onde Deus diz que eles seriam uma só carne. Afirmam que o termo empregado para “uma só” é echad, sendo, portanto, uma unidade composta.

“Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne” (Gen. 2:24).

O casamento pode até dar conotação de unidade, mas isso é apenas teórico. Pois, na realidade, mesmo sendo casado, o homem continua sendo uma pessoa distinta e separada fisicamente da mulher, e podem até se separar.

Segundo um professor de hebraico, a palavra ECHAD em hebraico significa apenas “um”, numeral 1.

Já a palavra YACHID significa “único”, isto é, um adjetivo.

Só que não adianta tapar o sol com a peneira, pois existem outras passagem bíblicas em que o termo echad é usado para indicar apenas uma unidade absoluta, uma pessoa, e não um grupo de pessoas.

“Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só [echad] testemunha não morrerá” (Deut. 17:6).

“Há um [echad] que é só, não tendo parente; não tem filho nem irmão e, contudo, de todo o seu trabalho não há fim, nem os seus olhos se fartam de riquezas” (Ecles. 4:8).

Nos versículos, supracitados, as expressões “um” e “uma só”, no original, é echad. E significa nada mais que numeral 1. E entendemos perfeitamente que aí o significado do termo não é uma unidade composta, mas simplesmete um, numero 1, quantidade 1.

Quanto ao adjetivo yachid, traduzido como “único” ou absoluto, podemos ver em Gênesis 22:2.

“E disse: Toma agora o teu filho, o teu único [yachid] filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi”.

Então, não existe esse troço de “unidade composta”. Isso é invenção de teólogos para tentar justificar uma doutrina falsa.

Quanto ao texto de Deut. 6:4, é certo que o termo empregado é ACHAD (um = 1) e não YACHID (único).  Mas isso não ajuda em nada entender a tal trindade. Antes, mostra que Deus é mesmo “um só”, que também pode ser entendido como “único”, ou absoluto. Veja a tradução normal:

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é UM SÓ Senhor”.

Os unicistas, que são contra a trindade, afirmam que neste texto não cabe o termo ECHAD, pois não há concordância com o restante da frase; antes, dizem eles, o termo correto é YACHID. Logo, para eles, a tradução correta é “único Senhor”. Pois, para eles a frase com o termo ECHAD ficaria assim:

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é um Senhor”. (errado).

“Ouve, ó Israel; o Senhor nosso Deus é o único Senhor”. (correto).

A trindade não pode ser explicada, porque simplesmente é uma teoria falsa, e o que é falso não se pode explicar. A Igreja Católica a estabeleceu como Dogma, e obrigou os cristãos a aceitá-la.

E nem adianta argumentar com negócio de dizer que a palavra Elohim, em Gênesis, deve ser traduzida por “Deus”, pois, o seu significado mesmo é “deuses”.

Moisés, ao escrever os primeiros capítulos de Gênesis usou duas fontes de informação: uma suméria e outra hebraica (ou egípcia). A primeira parte do capítulo 1 de Gênesis é chamada de narração eloísta, e a segunda, de javista.

Os sumérios e babilônios achavam que os deuses (elohim) haviam criado os mundos. Os hebreus, adoradores de Yavéh ou Javé, ensinavam que Deus (Adonai) havia criado os mundos.

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Vou mostrar mais uma prova irrefutável de que a Trindade não existe.

Certa vez, Jesus dissertando para os seus discípulos, advertiu-os sobre o pecado imperdoável. E nesse episódio, referiu-se apenas a ele mesmo e ao Espírito Santo como entes divinos a quem somos passivos de ofender ou pecar.

“Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro” (Mateus 12:32).

Por que Jesus não incluiu a ofensa contra Deus-Pai, Todo-Poderoso, nessa afirmação?

Ora, se Jesus é Deus e o Espírito Santo é Deus, por que a ofensa para um é passiva de perdão e para outro, a ofensa não será perdoada?

Na verdade, o Espírito Santo ao qual Jesus se refere nessa passagem, não é uma suposta terceira pessoa da trindade, mas trata-se do mesmo Espírito de Deus-Pai. Jesus mesmo declarou que Deus é Espírito.

“Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24).

No Antigo Testamento, o pecado que não tinha perdão era o ato de blasfemar contra Yavéh ou tomar o seu nome em vão.

“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão” (Êxodo 20:7).

“Não jurareis falso pelo meu nome, assim profanando o nome do vosso Deus. Eu sou o Senhor” (Lev. 19:12).

Logo, conclui-se que Espírito Santo é o mesmo Espírito de Deus-Pai, porque Deus é Espírito. E quem ofende o Espírito Santo, está ofendendo o próprio Deus-Pai. E nessa questão, Jesus mesmo se declarou inferior ao Pai, pois, da sua parte, perdoaria as ofensas dirigidas a ele.

Ainda não se convenceu? Vou mais além.

Em Gênesis 1:1-2 nos diz que o “Espírito de Deus” pairava sobre a face das águas. Ora, esse Espírito não se trata de uma suposta terceira pessoa da trindade, mas trata-se tão somente da manifestação do próprio Deus-Pai em Espírito, porque ele é Espírito. Logo, era a glória do próprio Deus Criador que pairava, isto é, que passeava sobre a face das águas.

“No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas”.

Quanto ao “façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”, de Gênesis 1:26, posso garantir que Deus-Pai, Todo-Poderoso, não possui imagem ou semelhança, porque ele é Espírito.

Quem criou os mundos físicos e as criaturas viventes foi o Filho, Jesus Cristo, o princípio da criação de Deus, auxiliado pelos anjos. Por ele foram criadas todas as coisas, inclusive os seres humanos.

Na verdade, Jesus já possuía uma imagem física semelhante à dos anjos. Portanto, a ordenação “façamos”, de Gênesis 1:26, refere-se a Jesus e ao grupo de anjos que o auxiliavam na criação do mundo e dos seres viventes.

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Portanto, Jesus não é um “Deus” igual a Deus-Pai, Todo-Poderoso. Ele se tornou “Deus” por designação de Deus-Pai, pois Paulo confirma que, após a consumação de tudo, Jesus entregará o poder e autoridade que recebeu do Pai para que exercesse ofício de divindade aqui na Terra, a fim de cumprir o plano de redenção da humanidade.

Jesus é um ser divino (porque veio do céu, e todo ser que vem do céu é considerado divino), e Ele é um ser criado, mas é superior ao Lúcifer, ao arcanjo Miguel e demais anjos poderosos. Ele é o princípio da criação de Deus. Não podemos determinar quando Jesus surgiu, mas sabemos que ele já existia junto com Deus desde o príncípio do mundo. Jesus não existia com Deus desde a eternidade, porque a eternidade não teve início. Dizer que Jesus já existia com Deus desde a eternidade, é forçação de barra. Dizer que Jesus é “pai da eternidade”, é pura heresia. As traduções forçadas de certos vocábulos da língua hebraica foi o que gerou todas essas polêmicas e conceitos errôneos sobre a divindade.

Se aparecesse um anjo poderoso agora diante de você, com vestes resplandecentes, você talvez se prostraria diante dele e o temeria ou até o adoraria, pois ele é um ser divino, um semi-deus. O próprio apóstolo João, no Apocalipse, quis adorar o anjo que revelava a ele as visões. Mas o anjo o advertiu para que não o adorasse.

Jesus veio a este mundo para poder assumir o papel que Lúcifer exercia. Ele teve que provar ao Pai que era capaz de morrer pela humanidade e cuidar bem da humanidade. Jesus intercedeu diante do Pai para que não fosse necessário ele morrer numa cruz para provar seu amor pela humanidade. Por isso, disse: “Pai, se possível, passa de mim esse cálice”. Jesus havia implorado para Deus-Pai não fizesse ele passar por tamanha humilhação. Mas não teve jeito. Ele tinha que provar que amava a humanidade.

Quando Jesus morreu e ressuscitou, ele exclamou:

“Foi me dado todo o poder (autoridade) no céu e na Terra” (Mateus 28:18).

Foi só aí que Jesus tomou o poder e autoridade que antes Deus havia confiado a Lúcifer.

“Então o Diabo, levando-o a um lugar elevado, mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E disse-lhe: Dar-te-ei toda a autoridade e glória destes reinos, porque me foi entregue, e a dou a quem eu quiser; se tu, me adorares, será toda tua” (Lucas 4:5-7).

Neste episódio, Jesus não desmentiu as declarações de Satanás, mas apenas o repreendeu, por estar tentando a Deus e querendo ser adorado como Deus.

Quem detinha o poder da morte era o Diabo. Era ele quem mandava no Inferno e nas almas dos mortos no Hades.

“Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo” (Hebreus 2:14).

Mas Jesus desceu até às partes mais baixas da Terra (Hades) e levou cativo o cativeiro.

“Por isso foi dito: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens. Ora, isto – ele subiu – que é, senão que também desceu às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu muito acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas” (Efésios 4:8-10).

Por isso Jesus declarou em Apocalipse 1:18.

“Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno”.

Quem manda agora no Hades é Jesus. Satanás não mais oprime as almas dos mortos. Jesus e seus anjos agora cuidam dos mortos. Porém, os mortos passivos de perdão, que cometeram pecados veniais, e os que aguardavam a ressurreição no seio de Abraão (parte do Hades chamada de “paraíso), foram transportados para outro local, numa região celestial distante, onde Satanás e seus anjos não tem acesso. Somente os pecadores que cometeram pecados imperdoáveis e os anjos líderes que pecaram, estão presos no fundo do Hades, no local chamado de poço do abismo, ou thártarus. Acho que o antigo Hades ainda funciona como QG, quartel-general de Satanás e seus anjos. Por isso que muitos crentes tem revelação sobre o inferno, e lá contemplam pecadores sofrendo, porque sabem que não terão perdão nem salvação, e muitas vezes contemplam o Diabo por lá.

Deus-Pai deu autoridade a Jesus para ser temido e adorado, mas não acima dele. Lúcifer também tinha essa prerrogativa de ser adorado, mas ele sempre se colocava acima de Deus-Pai, por isso perdeu o posto para Jesus.

Lúcifer quis se tornar um “Deus” por usurpação, mas Deus o destituiu do posto que ocupava.

“E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:13-14).

“Eu te coloquei com o querubim da guarda; estiveste sobre o monte santo de Deus; andaste no meio das pedras afogueadas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade. Pela abundância do teu comércio o teu coração se encheu de violência, e pecaste; pelo que te lancei, profanado, fora do monte de Deus, e o querubim da guarda te expulsou do meio das pedras afogueadas” (Ezequiel 28:14-16).

A Bíblia diz que Jesus já existia desde o princípio ao lado do Pai. Mas esse “princípio” é o princípio dos mundos criados, e não princípio da eternidade, porque a eternidade nunca teve princípio.

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8:58).

“Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós” (I Ped. 1:20).

Sim, Jesus existia antes de Abraão, mas não existiu sempre. Ele teve um princípio de existência, (como já foi demonstrado aqui), sendo ele, o princípio da criação de Deus.

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Para concluir, quero ainda falar sobre a tal Ordem Sacerdotal de Melquisedeque.

Alguns teólogos acreditam que Melquisedeque teria sido uma aparição de Jesus, o Messias, antes de seu nascimento.

É um pouco estranho o nome de Melquisedeque ser de origem hebraica, pois, o relato bíblico afirma que ele era rei de uma cidada cananéia, de nome Salém.

Melquisedeque significa “Rei de Justiça”; Salém, significa “Paz” ou cidade de paz. Salém seria a antiga forma do atual termo Shalom, que significa “paz”. Do nome Salém pode ter derivado o nome Jerusalém.

No Antigo Testamento existem apenas duas citações do lendário personagem Melquisedeque.

E no Novo Testamento, temos referência sobre esse personagem apenas na epístola aos Hebreus.

“Ora, Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; pois era sacerdote do Deus Altíssimo; e abençoou a Abrão, dizendo: bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos céus e da terra! E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos! E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo” (Gênesis 14:18-20).

“Jurou o Senhor, e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Salmos 110:4).

“Como também em outro lugar diz: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 5:6).

“Aonde Jesus, como precursor, entrou por nós, feito sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Heb. 6:20).

“De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (pois sob este o povo recebeu a lei), que necessidade havia ainda de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e que não fosse contado segundo a ordem de Arão?” (Heb. 7:11).

Existe um livro apócrifo chamado Livro de Melquisedeque (supostamente escrito por Abraão), que conta a história desse tal Melquisedeque, príncipe de Salém, uma cidade dos cananeus. Melquisedeque era príncipe e sacerdote, filho único de um rei de nome Adonias.

Note que o nome Adonias faz-nos lembrar do nome Adonai, outro nome do Deus Yavéh dos hebreus.

Mas será que havia um reino de paz, e um sacerdote de Deus no meio daquele povo ímpio?

Quem sabe contar direitinho essa história sobre esse estranho príncipe-sacerdote cananeu, são os iniciados de alto grau da Maçonaria e de outras escolas de mistérios.

Da minha parte, vou tentar mostrar por que Jesus é considerado sumo-sacerdote dessa desconhecida Ordem Sacerdotal de Melquisedeque.

Sabemos que Deus estabeleceu a Ordem Sacerdotal de Levi, filho de Arão, irmão de Moisés (Êxodo 28). E jamais existiu outra ordem sacerdotal durante a história dos hebreus até o surgimento de Jesus e depois. A Ordem Sacerdotal Levítica também é conhecida como Ordem de Arão ou Sacerdócio Arônico.

Lembremo-nos que Deus escolheu e determinou que a descendência de Levi exercesse a função sacerdotal, o sacerdócio do tabernáculo, e depois, do grande Templo. Arão foi o primeiro sumo-sacerdote. E isso durou até nos dias do exílio, e depois. Um dos sumo-sacerdotes do tempo do exílio babilônico dos hebreus foi Josadaque.

Os descendentes de Levi não podiam exercer a função de Rei de Israel nem Rei de Judá.

Em Ezequiel, a ordem sacerdotal do sacerdote Zadoque é a mesma de Arão.

Deus proibiu que os descendentes das outras tribos de Israel exercessem função sacerdotal.

Era vedado ao Rei exercer função sacerdotal. Os reis de Israel não exerceram função sacerdotal. Mas, sabemos que toda regra tem suas exceções.

Segundo as profecias, o Messias exerceria a função de Rei e Sacerdote. Por isso se diz que ele seria da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, pois este era príncipe e sacerdote do Deus Altíssimo.

Durante sua trajetória de vida aqui na Terra, Jesus não exerceu nenhuma função sacerdotal. Porém, segundo o Salmos 110:4, o Rei-Messias também exercerá a função de sacerdote.

Tem outro entrave em relação a Jesus exercer a função de sacerdote.

A Bíblia diz que Jesus era da descendência de Davi, e Davi era descendente da Tribo de Judá, que não podia exercer função sacerdotal. Portanto, Jesus não podia exercer função sacerdotal pela ordem levítica. Então, como justificar que ele cumpriu os ritos da Lei através de sua morte?

Por essa razão é que o autor da Carta aos Hebreus teve que se apoiar nos ritos da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque para poder justificar a morte de Cristo como o Messias que havia de vir.

E se Jesus é Deus, e é Rei ou Príncipe-Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, quando ele  exerceu ou quando exercerá essa função?

O autor da carta aos Hebreus tentou explicar esse emaranhado teológico. Mas explicou de forma mística. Ou seja, ele diz que Cristo, após sua morte sacrifical, passou a exercer a função de Sumo-Sacerdote e fez a administração simbólica no Santuário Celestial. Para mim, essa explicação mística não faz muito sentido. Primeiramente, porque as administrações do santuário do Antigo Pacto eram sombras ou figuras das coisas celestiais. E lá não vemos nenhuma vez algum sacerdote ou sumo-sacerdote sacrificando-se a si mesmo sobre o altar, como oferta pelo pecado do povo. E o autor aos hebreus nos faz crer que Jesus, como sumo-sacerdote da Ordem de Melquisedeque, se ofereceu a si mesmo, ao morrer na cruz, pelos pecados da humanidade, tendo se apresentado depois no Santuário Celestial. E tem outro problema. A cruz não pode ser considerada um “santuário”, de forma que o sacrifício de Jesus tivesse validade num ritual macabro desse tipo.

“Temos um sumo sacerdote tal, que se assentou nos céus à direita do trono da Majestade, ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, que o Senhor fundou, e não o homem. Porque todo sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; pelo que era necessário que esse sumo sacerdote também tivesse alguma coisa que oferecer” (Heb.8:1-3).

O que Jesus tinha para oferecer neste Santuário Celestial? A sua própria vida?

Se o Melquisedeque era figura de Jesus Cristo, será que esse Melquisedeque se imolou a si mesmo sobre algum altar de um santuário qualquer, em sacrifício pelos pecados dos cananeus?

Olha, não me recordo se no livro apócrifo de Melquisedeque, ele próprio tenha se sacrificado pelos pecados do povo.

Se Jesus é sacerdote para sempre, será que ele continuará exercendo ETERNAMENTE essa função de ministrador do Santuário Celestial, para expiação dos pecados das criaturas decaídas deste vasto Universo?

Na lei sacrifical do Antigo Pacto, o sumo-sacerdote não se oferecia a si mesmo sobre o altar; mas oferecia um cordeiro ou cabrito sem mancha sobre o altar “dentro do Santuário”. Para os pecados graves do povo, eram oferecidos um novilho ou um bode, e este ritual era feito sobre o altar “fora do Santuário”.

De acordo com a Ordem de Levi, se Jesus era o Cordeiro de Deus, ele teria que ter se oferecido como sacrifício sobre o altar, dentro do Santuário. Porém, o autor aos Hebreus nos diz que ele padeceu “fora da porta”, isto é, fora do Santuário. Sendo assim, Jesus não padeceu como cordeiro, mas como novilho ou bode.

“Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta” (Heb. 13:12).

Portanto, Jesus não cumpriu integralmente os ritos da Ordem Sacerdotal de Levi, mas cumpriu os ritos da Ordem Sacerdotal de Melquisedeque, pois, talvez nessa ordem de Melquisedeque o próprio sacerdote se oferecia em sacrifício pelos pecados do povo. Talvez. Não tenho certeza.

Quanto ao meu entendimento, acho que o autor aos Hebreus cometeu alguns equívocos.

Acho muito confusas algumas explicações do autor da Carta aos Hebreus, pois ele apresenta uma conotação mística e esotérica do sacrifício de Jesus. Se os rituais da Antiga Aliança foram cumpridos em Jesus, como Cordeiro de Deus ele teria que ter se oferecido sobre o altar dentro do Santuário, e não fora. E Cristo padeceu fora, mas não foi sobre um altar, mas sobre uma terrível cruz. E tem mais outro detalhe. Como Cristo poderia se oferecer em sacrifício, se nem função de sacerdote ele exerceu durante seus três anos e meio de ministério?

Porém, segundo o autor aos Hebreus, Jesus se ofereceu, sim, em sacrifício, mas foi no “Santuário Celestial”.

“Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não desta criação), e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção. Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo?” (Heb. 9:11-14).

Isto que é uma explicação mística e esotérica!

Então, isso só pode significar duas coisas: Que Jesus morreu duas vezes. Morreu uma vez aqui na Terra, sobre a cruz, exercendo a função de bode ou novilho expiatório; e morreu outra vez, no Santuário Celestial, como cordeiro imaculado.

Como o salmista diz que Jesus, o Messias, é um sacerdote eterno, segundo a Ordem de Melquisedeque, então ele continua até hoje ministrando no Santuário Celestial, pois sua função é para sempre.

No entanto, acho que Jesus ainda não exerceu a principal função de Sumo-sacerdote da Ordem de Melquisedeque. Mas ele ainda vai exercer durante o Reino Milenar, pois nesse reino ele será Rei e Sacerdote, segundo as profecias de Ezequiel.

Jesus é Sumo-sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque por ele exercer as funções de SACERDOTE E REI ao mesmo tempo. E não por ele ter se sacrificado a si mesmo.

De acordo com as profecias de Ezequiel (cap. 40-48) – sobre o reino do Príncipe ou Messias de Israel -, a ministração sacerdotal do Novo Templo será a cargo dos levitas descendentes do sacerdote Zadoque. Mas o “Príncipe” (ou Rei, governante) também terá parte na ministração dos rituais de sacrifícios. Esse sacerdote Zadoque era da Ordem Sacerdotal de Levi.

“Mas a câmara que olha para o norte é para os sacerdotes que têm a guarda do altar, a saber, os filhos de Zadoque, os quais dentre os filhos de Levi se chegam ao Senhor para o servirem” (Ezequiel 40:46).

“Aos sacerdotes levitas que são da linhagem de Zadoque, os quais se chegam a mim para me servirem, diz o Senhor Deus, darás um bezerro para oferta pelo pecado” (Ezeq. 43:19).

“Sim, será para os sacerdotes consagrados dentre os filhos de Zadoque, que guardaram a minha ordenança, e não se desviaram quando os filhos de Israel se extraviaram, como se extraviaram os outros levitas” (Ezequiel 48:11).

Ezequiel nos diz que esse “Príncipe” também exercerá a função sacerdotal, pois, diz que ele fará sacrifícios por ele mesmo e pelo povo.

“No primeiro mês, no dia catorze de mês, tereis a páscoa, uma festa de sete dias; pão ázimo se comerá. E no mesmo dia o príncipe proverá, por si e por todo o povo da terra, um novilho como oferta pelo pecado” (Ezequiel 45:21-22).

“Tocará ao príncipe dar os holocaustos, as ofertas de cereais e as libações, nas festas, nas luas novas e nos sábados, em todas as festas fixas da casa de Israel. Ele proverá a oferta pelo pecado, a oferta de cereais, o holocausto e as ofertas pacíficas, para fazer expiação pela casa de Israel” (Ezeq. 45:17).

Teologicamente e escatologicamente falando, este “Príncipe” de Ezequiel trata-se do mesmo Jesus que virá estabelecer o reino de Deus aqui na Terra durante mil anos. Nesse tempo, o terceiro Templo será reconstruído e todas as administrações do santuário serão novamente estabelecidas.

Ainda no livro de Ezequiel diz-nos que “Davi” será o grande regente do Reino Milenar. Mas, de acordo com o ensino teológico tradicional, não existe doutrina da reencarnação. Portanto, esse “Davi” que irá legislar no futuro reino glorioso de Israel não será o antigo rei Davi, mas, será outro personagem.

Sabemos que Jesus era chamado de “Filho de Davi”. Portanto, podemos assegurar que esse “Príncipe” de Ezequiel será o mesmo Senhor Jesus Cristo, descendente de Davi.

O problema é que esse “Príncipe” de Ezequiel terá família, e terá uma parte territorial separada para ele e seus descendentes. Sendo assim, os teólogos tradicionais não admitem que esse “Príncipe” seja Jesus, mas, sim, um personagem importante, da mesma descendência de Davi.

Só que Deus afirma que o “meu servo Davi será Príncipe” no meio do povo. E quem foi chamado de filho de Davi foi Jesus Cristo.

“E suscitarei sobre elas um só pastor para apascentá-las, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor. E eu, o Senhor, serei o seu Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o Senhor, o disse” (Ezequiel 34:23-24).

“Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão. (…) e Davi, meu servo, será seu príncipe eternamente” (Ezeq. 37:24-25).

Observe este detalhe: “E Davi, meu servo, será seu Príncipe eternamente”.

Como um ser humano normal poderá servir como príncipe ou rei eternamente? Logo, concluímos que se trata da pessoa de Jesus Cristo, o Messias, o Príncipe de Israel.

Quanto a isso, o Apocalipse não deixa dúvidas de que o grande regente, durante o Reino Milenar, será Jesus Cristo (Cordeiro) e os 144 mil. Portanto, é mais difícil não acreditar que Jesus será esse Príncipe de Ezequiel.

“E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai. (…) Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro” (Apoc. 14:1,4).

A expressão “estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá”, indica que eles exercerão função de administração durante o Reino Milenar. Estes são os salvos escolhidos da Terra para se assentar ao lado de Cristo e julgar (governar) as nações. O problema é que os teólogos tradicionais não admitem isso que acabei de afirmar, pois esse grupo de 144 mil é composto apenas de judeus. Aí eles batem o pé, dizendo que esse é um grupinho qualquer de judeus salvos que “irão morrer como mártires durante a Grande Tribulação”. Puro besteirol teológico.

O Apocalipse tem uma linguagem muito mística e esotérica, e por isso, leva os cristãos a imaginarem coisas fantasiosas. Na verdade, muitos eventos do Apocalipse são acontecimentos simples e naturais, mas os personagens fantásticos e os simbolismos místicos empregados nas narrativas levam os crentes a imaginar fantasias.

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Se este sumo-sacerdote Melquisedeque nunca existiu, e é apenas um personagem lendário da terra dos cananeus, então a citação dele na Bíblia seria para indicar uma referência à função sacerdotal que Jesus teria exercido antes de ter vindo ao mundo. Parece muito improvável isso que digo. Mas pode ter sido isso mesmo.

Apesar do autor da Carta aos Hebreus ter alegado que Jesus não se ofereceu em sacrifícios várias vezes, desde a fundação do mundo, mas uma passagem da Bíblia sugere que Jesus (Cordeiro de Deus) foi morto desde o começo do mundo.

“Doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Heb. 9:26).

“E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro, que foi morto desde a fundação do mundo” (Apoc. 13:8).

Vemos, claramente, que o texto afirma que o Cordeiro foi “morto desde a fundação do mundo”.

Se a interpretação do autor aos Hebreus está correta, então, essa referência de Apoc. 13:8 está errada ou foi mal traduzida. Se estiver mal traduzida, o correto é assim:

“E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a Terra, esses cujos nomes não estão escritos, desde a fundação do mundo, no livro do Cordeiro que foi morto” (Apoc. 13:8).

Ora, se os cordeiros, oferecidos em sacrifícios desde o começo do mundo, são figuras do Cristo que havia de se oferecer, isto esclarece a declaração de Apoc. 13:8.

A referência de Apocalipse 17:8 está bem traduzida, quando cita o termo “desde a fundação do mundo”. Veja:

“E os que habitam sobre a terra, e cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo, se admirarão”.

Jesus, sendo o princípio da criação de Deus, pode ter exercido não só a função de criador dos mundos e das criaturas, mas também de regente e redentor das muitas criaturas que ele mesmo criou neste vasto Universo. Talvez Jesus não seja conhecido como redentor apenas dos terráqueos, mas de outras criaturas inteligentes que habitam em outros mundos. Somente um personagem com as qualificações de Jesus pode exercer, ao mesmo tempo, as funções de criador, regente e redentor ou salvador. Termino aqui.

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Falou e disse Miquels7.

Manaus, 17/11/2013.

17/11/2013 Publicado por | DOUTRINAS E DOGMAS, ESTUDOS BÍBLICOS, TEMAS DIFÍCEIS | , , , , , , , | Deixe um comentário

TIRANDO AS DÚVIDAS: JESUS TERIA SIDO CONCEBIDO NO DIA 06/06/06?

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A razão do Papa Gregório XIII não ter adotado o início da Era Cristã no ano correto, 6 a.C., seria para esconder que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo no dia da Conjunção dos planetas Jupiter e Saturno, na Constelação de Peixes, justamente no sexto mês do ano 6 EC?

Jesus teria nascido no início de uma Era astrológica, a Era de Peixes?

Jesus teria sido concebido no dia 06/06/06 ???
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Revendo o filme “A Profecia”, de 1976, bateu-me uma curiosidade em saber o dia, o mês e o ano do nascimento de Jesus, já que na internet encontrei vários sites alegando que Jesus é o anti-messias judeu (anti-cristo), ou seja, que Jesus Cristo é um impostor. No filme, o filho do Diabo (Besta) teria nascido no dia 06/06/06.

Foi no sexto mês (06) que o anjo Gabriel visitou Maria, e ela concebeu do Espírito Santo.

Teria sido os 4 Evangelhos, as epístolas de Paulo e o Livro de Apocalipse uma FARSA inventada pelos romanos ?

“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da Besta; porque é o NÚMERO DE UM HOMEM, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis (666)” (Apocalipse 13:18)

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AGUARDEM! VAMOS TIRAR AS DÚVIDAS.

23/10/2013 Publicado por | CASOS POLEMICOS, TEMAS DIFÍCEIS | , , , | 1 Comentário

ARGUMENTOS CONTUNDENTES CONTRA O CRISTIANISMO

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Achei este documentário, Zeitgeist, o mais contundente contra o Cristianismo e as religiões, em geral. Como ele se encontra livre no youtube pra qualquer curioso assistir, temo que possa levar a surgir uma legião de jovens revoltados com as religiões. Mas tento, aqui, amenizar os efeitos psicológicos desse filme-documentário.
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“Zeitgeist, filme de 2007, produzido por Peter Joseph, que aborda vários temas, entre eles – e nesta mídia – uma avaliação crítica da religião, com principal incidência no Cristianismo, se utilizando de argumentos aonde afirma que Jesus é um mito astrológico, e que a Bíblia se trata de uma miscelânea de histórias baseadas em princípios astrológicos pertencentes a civilizações antigas”.

Como tenho estudado todos os livros da Bíblia, e tendo conhecimento de como e por quem foi formado o Cânon do NT, e também, conhecimento das religiões antigas, das mitologias grega, romana e egípcia, percebi que realmente os pesquisadores têm vários embasamentos sólidos para questionar a existência do Jesus histórico. Agora, não vejo a Igreja Católica, por seus representantes máximos, manifestarem-se, a fim de sustentar com embasamento sólido a autenticidade da narrativa bíblica a respeito de Jesus, já que os padres católicos mantêm no Vaticano uma das maiores bibliotecas de livros antigos do mundo. A Igreja Católica mantém todos os conhecimentos secretos a respeito da veracidade ou não do Jesus histórico. Há quem diga que a Igreja está blefando, e que ela esconde a verdade sobre Jesus e sua existência histórica.

Faço algumas explicações aqui para os que são novatos na internet e leigos, em geral, e para crentes novos convertidos, que conhecem quase nada sobre a Bíblia, para que possam entender toda essa trama dos religiosos, das sociedades secretas e dos conspiracionistas. Existem vídeos sobre quase todos os assuntos na internet (youtube). O problema é que eles estão acessíveis a qualquer um que entre no youtube e digite certo assunto que queira saber. E este vídeo que posto aqui tem um conteúdo muito contundente contra o Cristianismo. Se um leigo assistir este vídeo e não tiver nenhum outro conhecimento sobre a Bíblia, ele logo vai sair de cabeça feita, julgando as religiões como farsas inventadas para enganar a humanidade. É preciso muito cuidado, e não ficar preso a um mundinho onde você só observa o conhecimento por um lado. Temos que lembrar que grandes homens da humanidade, cientistas e pensadores cultos, pesquisaram a fundo sobre a existência do Jesus histórico, e jamais negaram sua existência, embora não tendo encontrado provas concretas. E pensadores e iniciados de outras religiões e sociedades secretas também não negaram a existência do Jesus histórico, aquele, cuja história é narrada nos 4 evangelhos do NT, do qual o apóstolo Paulo deu testemunho, e que posteriormente, os pais da Igreja que viveram no segundo e terceiro séculos d.C. (padres católicos) escreveram livros, dando testemunho de sua existência como um ser humano real, que viveu na palestina há 2.000 anos atrás. Justino Martyr, que viveu no início do 2º século (100-165 AD) foi um dos primeiros sábios cristãos que escreveu sobre a historicidade de Jesus, mas deixou muitas declarações duvidosas nos seus escritos, como podemos ver no vídeo. Flávio Josefo foi outro historiador judeu contemporâneo de Jesus, que fez uma pequena menção sobre Jesus Cristo, mas que os pesquisadores acham insignificante pra provar a existência de Jesus.

Depois de a pessoa ver todo o vídeo, poderá sentir uma dor no coração e dizer que foi enganada ou está sendo enganada pelos religiosos. Porém, muita calma nessa hora!!! É preciso ver o outro lado da moeda. Se a religião cristã se sustenta até hoje, é porque existem argumentos sólidos para se dar credibilidade às narrativas dos evangelhos e as epístolas paulinas do NT. A Igreja Católica é a coluna maior de sustentabilidade do Cristianismo. A última palavra quem deve dar são os cardeais e o Papa e as lideranças protestantes. O vídeo-documentário postado aqui não é a última palavra.

Alguns pesquisadores chegam a debochar da fé dos cristãos fundamentalistas que dizem que a Terra e a humanidade tiveram início há apenas 12 mil anos atrás. Segundo eles, os cristãos argumentam que “os ossos dos dinossauros foram colocados lá para testar a nossa fé”; aí eles argumentam também que “o teu Deus te colocou aqui para testar a minha fé!”. Sobre as semelhanças chocantes da concepção de Jesus pela virgem Maria com a concepção de outros deuses das religiões pagãs, Justino Martyr fez a seguinte declaração:  “Para além de tudo o que sabemos, o Diabo era em quem mandava [em tudo aqui na terra]; o Diabo teve a ambição de chegar primeiro que o Cristo e criou essas características para o mundo pagão”. Com isso, ele deduz que Deus permitiu o Diabo vir na frente para criar essas lendas e mitologias semelhantes à história de Jesus para testar a fé da humanidade. Mas, isso é inconcebível do ponto de vista racional, pois, sendo assim, Deus estaria fazendo chantagem com a humanidade, isto é, estaria induzindo os humanos ao caminho do erro. Traduzindo melhor, seria assim: “os dinossauros nunca existiram, mas vamos colocar os seus ossos lá na terra para testar a fé dos humanos”. Ou, antes de Jesus nascer Deus tenha dito: “os deuses mitológicos nunca existiram, mas vamos permitir inventarem umas histórias semelhantes à história do Cristo que futuramente iremos enviar a Terra, pra ver quem consegue descobrir a verdade”. Quem acredita nessa suposição?

Seria desastroso acreditar na suposição de Justino Martyr, de que o Diabo veio na frente de Jesus e tramou as histórias mitológicas para se confundir com a história bíblica da concepção de Jesus por uma virgem, sua pregação, os 12 discípulos, sua morte e ressurreição. Pois, o ensino teológico diz que o Diabo não é onisciente, e não participa das decisões divinas, e não poderia jamais saber do plano da vinda de Jesus para resgatar a humanidade de suas mãos. Se nem mesmo Jesus disse saber o dia e a hora da ordem para a sua segunda vinda, como, então, o Diabo poderia saber da primeira vinda de Jesus e de como se daria o seu nascimento? Alguns teólogos chegam a afirmar que Lúcifer é apenas um pau-mandado, um fantoche nas mãos de Deus, e que ele cumpre aquilo que Deus terminar ele fazer, até mesmo causar mortes e destruições. Mas há outros que não acreditam nessa história, e acham que o Diabo é um Zé-ninguém que tenta desafiar a Deus, se apossar das coisas que Deus criou e corromper a humanidade. Eu, particularmente, não acredito que o Diabo tomou conhecimento antecipado da vinda do Salvador e como se daria essa vinda. No livro de Gênesis, Lúcifer ficou sabendo que nasceria um da descendência da mulher que iria derrotá-lo; mas será que depois ele obteve os detalhes de como se daria o nascimento do Messias, de forma a ordenar aos sacerdotes pagãos que escrevessem os contos mitológicos egípcios, gregos, romanos, celtas, hundu, persa, tudo de forma a se confundir com a história de Jesus? Eu não acredito nisso. E agora, como sair dessa enrascada teológica?

A teósofa Helena Petrovna Blavatsky acreditava na historicidade de Jesus Cristo. Ela cria na veracidade das narrações dos quatro Evangelhos, mas afirmava que os padres católicos que traduziram os livros do NT, do grego para o latin, omitiram, distorceram e acrescentaram alguns textos para se encaixar com as doutrinas e dogmas da Igreja. Ela afirmava que Jesus Cristo foi um profeta e um dos muitos messias que surgiram na história da humanidade.

Helena Petrovna Blavatsky, russa, co-fundadora do teosofismo

A Teosofia é um sistema filosófico, religioso e esotérico, onde alguns adeptos podem ingressar num círculo especial de iniciados que mantêm em sigilo grandes conhecimentos secretos sobre o passado da humanidade, as origens das religiões, e conhecimento sobre divindades, anjos e demônios. Helena Petrovna, que viveu no século XIX, foi uma das fundadoras desse sistema esotérico, cuja sua maior obra chama-se “A Doutrina Secreta”, em 6 volumes (editora Pensamento); a 1ª edição foi a de 1888. Eu ainda não cheguei a ler todos os volumes, mas li primeiramente todos os assuntos que achei serem mais polêmicos. Porém, lendo o sumário e as notas de introdução de cada volume, posso afirmar que nessa obra a autora tece comentários sobre todos os assuntos de cunho religioso, filosófico e científico, e você passeia em conhecimentos sobre o passado da humanidade e das religiões, detalhes sobre livros antigos, argumentos de grandes pensadores, e inclusive explanações sobre muitos textos polêmicos da Bíblia. Pena que Helena Petrovna preferia dar mais ênfase a Lúcifer do que a Jesus. Ela acusava os padres católicos de terem “demonizado” o Lúcifer que, na verdade, ele teria sido um querubim do bem, que veio ajudar a humanidade, trazendo o conhecimento e livrando os humanos da tirania de Javé, o Deus dos hebreus.

Só a título de curiosidade, deixo aqui o link pra que possa baixar e conhecer o primeiro volume da obra de Helena Petrovna Blavatsky: A Doutrina Secreta – Cosmogênese Vol.1 – Síntese da Ciência, da Religião e da Filosofia:

http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=2&cad=rja&ved=0CD4QFjAB&url=http%3A%2F%2Fbvespirita.com%2FA%2520Doutrina%2520Secreta%2520(Helena%2520Petrovna%2520Blavatsky).pdf&ei=Le9iUqmTBaPKigLSrYCwBg&usg=AFQjCNEwoDCea6d6Fcpjfs2nP9moC9CO4A&bvm=bv.54934254,d.aWc

Outra versão do Volume 1 ainda não concluído a digitação :

http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=6&cad=rja&ved=0CFUQFjAF&url=http%3A%2F%2Fwww.filosofiaesoterica.com%2Fuserfiles%2FA_Doutrina_Secreta_18_03_2013.pdf&ei=Le9iUqmTBaPKigLSrYCwBg&usg=AFQjCNHbv60cE218yJFnhF07z_NKibB9mA&bvm=bv.54934254,d.aWc

Bem, Helena Petrovna defendeu Lúcifer e tudo mais que ela quis. Porém, é inegável o conhecimento supremo que ela detinha, e as obras que ela escreveu testemunham a favor da existência do Jesus histórico. Ela não negou jamais a existência de Jesus. Apenas o concebia como um profeta judeu, e um dos muitos messias que surgem na história da humanidade em cada uma das 12 fases do Zodíaco (que dura 2.100 anos). Jesus surgiu no início da Era de Peixes, e outro messias surgirá no início da Era de Aquário. Para nós, cristãos, o próximo Messias será o mesmo que surgiu na Era de Peixes, Jesus, o rei-messias, que morreu pela humanidade, e que retornará para governará a Terra durante mil anos. Entenda, porém, que as Eras Zodiacais contam de trás pra frente a partir do nascimento de Cristo.

Quanto ao assunto do vídeo em questão, Helena Petrovna alega que os padres católicos alteraram ou acrescentaram o texto do Evangelho de João 10:7-8:

“Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram”.

Helena Petrovna alega que Jesus jamais teria dito que “todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores”. Pois, ela diz que Jesus estaria se referindo aí aos outros messias da humanidade, que vieram antes dele. Alega que os tradutores católicos acrescentaram este versículo no Evangelho de João. No entanto, Helena não deixa de ter razão, pois, a quem Jesus estava se referindo como “ladrões e salteadores”, que vieram antes dele? Será que Jesus estava se referindo aos patriarcas Abraão, Moisés, David, Salomão, que foram os grandes pastores de Israel? Ou se referia à Herodes e a classe sacerdotal da época? O texto é bem enfático e diz que “TODOS QUANTOS VIERAM ANTES DE MIM SÃO LADRÕES E SALTEADORES”. Helena Petrovna alega que Jesus não poderia ter falado assim, desmerecendo os outros messias que vieram antes dele. Fica aí a questão. Pergunte a um pastor se ele sabe a quem Jesus se referia como “ladrão e salteadores”: os MESSIAS das mitologias pagãs ou os pastores de Israel que vieram antes dele (Abraão, Moisés, Josué, Davi, os Profetas, Herodes). O que sabemos é que antes de Jesus não apareceu nenhum messias se intitulando ser o Cristo. Porém, depois de sua morte, muitos surgiram dizendo ser o Cristo.

Eis o vídeo do filme-documentário Zeitgeist, dublado, resumido, apenas com a parte que trata sobre o cristianismo e as mitologias antigas:


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=FlzEu1N1Kac

Agora, este é o filme Zeitgeist, completo, legendado e dublado:

1) Zeitgeist: THE MOVIE -lançado em 2007
2) Zeitgeist : ADDENDUM- lançado em 2008
3) Zeitgeist: MOVING FORWARD- lançado em 2011

Legenda em português atualizada e revisada.
Na primeira parte adicionei a dublagem,para um maior entendimento.

O filme é dividido em três Capítulos:

1) A maior história já contada = 0:15:50
2) O mundo inteiro é um palco = 0:43:13
3) Não se importem com os homens atrás da cortina = 1:17:09

Nesta série, você verá como o “sistema” funciona. A atual insustentabilidade material e moral da humanidade. Como as instituições financeiras e religiosas manipulam o homem. O mundo globalizado e a máquina de guerra.
Quebre paradigmas!


http://www.youtube.com/watch?v=5R_Vm2wCQj4

Zeitgeist – Official Release (Portuguese)


http://www.youtube.com/watch?v=SXl7mRb5Tww

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REFUTAÇÃO AO FILME-DOCUMENTÁRIO ZEITGEIST
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Este é o video de resposta ao filme Zeitgeist.

Assista-o e tire suas conclusões. Lembrando que em muitos casos os autores apelam para uma fé cega como respostas as agressões ao Cristianismo. Por exemplo, usar textos da Bíblia para provar que ela é verdadeira é a maior bobagem teológica. É preciso ter elementos externos para provar-se os fatos relatados na Bíblia. Aí, sim, não é fé cega nem burra.

Realmente, o filme Zeitgeist contém alguns erros grosseiros com relação ao deus mitológico Horus. Porém, isso não invalida a intenção do documentário. O problema é que o filme está aí. E sabemos que os produtores da série já lançaram Zeitgeist 2 e 3. E quem sabe eles não estão trabalhando pra lançar outro filme com mais revelações bombásticas. E se eles mostrarem provas mais consistentes, como os religiosos irão se safar??? A coisa está ficando apertada para os cristãos. Agora q a porta está estreita mesmo!

Zeitgeist Refutado (Refuted) – Legendado Português Brasil

Pela primeira vez em HD no Youtube:
– Zeitgeist Refutado: O Espírito do Tempo –
Este filme refuta as seguintes alegações feitas no filme Zeitgeist: O Cristianismo copiou algo dos mitos pagãos? Jesus não é um homem histórico? O Cristianismo foi criado para controle social? A Bíblia é baseada em astrologia? A Bíblia foi plagiada? – Autores e fontes de Zeitgeist são expostos e comentados.


http://www.youtube.com/watch?v=FMExMoBoet4

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FIM

19/10/2013 Publicado por | CONSPIRAÇÃO, MENSAGENS ESPECIAIS, MISTÉRIOS DA HUMANIDADE, TEOLOGIA | , , , | Deixe um comentário

DÁ-LHE, MUJICA! QUE SE ETERNIZEM SUAS PALAVRAS!

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JOSÉ PEPE MUJICA, PRESIDENTE DO URUGUAI, FEZ UM DISCURSO MEMORÁVEL NA SEDE DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU), AGORA NESTE MÊS DE SETEMBRO/2013.

PENSEI QUE NÃO HOUVESSE NINGUÉM NO MUNDO CAPAZ DE ESCREVER UM DISCURSO POLÍTICO POÉTICO, TÃO CHEIO DE VERDADES, QUE PODE FAZER, DO MAIS SIMPLES AO MAIS IMPORTANTE SER HUMANO DESTE PLANETA, REFLETIR PROFUNDAMENTE SOBRE AS MAZELAS COM QUE OS HOMENS CONDUZEM ESTE PLANETA, COM EGOÍSMO, COM AMBIÇÃO, COM CONSPIRAÇÕES, COM O ROUBO DO TRABALHO E DO SUOR DE TANTA GENTE SOFRIDA, CONCENTRANDO RIQUEZAS NAS MÃOS DE POUCOS, EM DETRIMENTO DE MILHÕES QUE VIVEM OPRIMIDOS, SUBJUGADOS, SENDO ESCRAVIZADOS, SEM ESPERANÇAS DE VER UM FUTURO MELHOR PARA SEUS FILHOS.

ESSAS PALAVRAS DE JOSÉ MUJICA DEVIAM SE ESCULPIDAS EM PEDRAS DE MÁRMORE PARA SEREM ETERNIZADAS E NUNCA ESQUECIDAS. PARA QUE NUM FUTURO DISTANTE OS NOSSOS DESCENDENTES PUDESSEM REFLETIR E NÃO COMETER O MESMO ERRO QUE OS HOMENS DE AGORA COMETEM.

MAS HÁ OS CONSERVADORES DE DIREITA QUE CRITICAM JOSÉ MUJICA E CHEGAM A DIZER QUE ELE É UM COMUNISTA, QUE PLANEJA IMPLANTAR EM SEU PAÍS O “MALÉFICO” SOCIALISMO MARXISTA. PORÉM, SE METADE DAS PALAVRAS DESTE DISCURSO FORAM ESCRITAS PELO PRÓPRIO PUNHO DO CIDADÃO MUJICA, NENHUM SER HUMANO PODERÁ NEGAR A BONDADE QUE EXISTE EM SEU CORAÇÃO E O BEM QUE ESTE SENHOR DESEJA PARA O SEU POVO E PARA TODOS OS POVOS DO MUNDO.

QUANTO AOS CRISTÃOS, CATÓLICOS E EVANGÉLICOS, QUE CAÍRAM NO ENGANO DO GOVERNO DA BESTA – CUJO DESEJO É A DEMOCRACIA E O DISTANCIAMENTO DOS PRECEITOS DE DEUS, O CAPITALISMO EXACERBADO QUE LEVA AO CONSUMISMO DESENFREADO E A GANÂNCIA DE OBTER RIQUEZAS MATERIAIS COMO FONTE DE PRAZER E FELICIDADE -, TENHO A DIZER QUE A CASA ESTÁ CAINDO. JESUS CRISTO TROUXE UM EVANGELHO PURO, DE AMOR, DE PERDÃO, DE TOLERÂNCIA (AMOR AO PRÓPRIO INIMIGO, ETC) E PARTILHA (AJUDA AOS POBRES E NECESSITADOS), MAS OS CRISTÃOS O TRANSFORMARAM NUMA RELIGIÃO DE FANÁTICOS EGOISTAS, AMANTES DO DINHEIRO E DO PODER. MAS ESSA “ALIANÇA” QUE OS RELIGIOSOS CRISTÃOS FIZERAM COM O GOVERNO DA BESTA (COM O MUNDO) ESTÁ SENDO CORTADA AGORA. OS CRISTÃOS ESTÃO FICANDO NO MATO SEM CACHORRO.

QUANDO JOÃO CONTEMPLOU QUEM ERAM, NA VERDADE, A BESTA E A GRANDE BABILÔNIA DO APOCALIPSE (CAP.17) ELE FICOU ESTUPEFATO, ADMIRADO, AO SABER QUE O EVANGELHO QUE CRISTO MANDOU PROPAGAR AO MUNDO SE TRANSFORMOU NUM ANTRO DE SEITAS CRISTÃS, EM COMUM ACORDO COM O MUNDO (A BESTA).

VERSÍCULO-CHAVE PRA VOCÊ MEDITAR: Apocalipse 17:15-18.

“Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas. E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo. Porque Deus lhes pôs nos corações o executarem o intento dele, chegarem a um acordo, e entregarem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus. E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra”.
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A ONU, nossa ONU, enlanguece, se burocratiza por falta de poder e de autonomia, de reconhecimento e, sobretudo, de democracia para o mundo mais fraco que constitui a maioria esmagadora do planeta. Mostro um pequeno exemplo, pequenino. Nosso pequeno país tem, em termos absolutos, a maior quantidade de soldados em missões de paz em todos os países da América Latina. E ali estamos, onde nos pedem que estejamos. Mas somos pequenos, fracos. Onde se repartem os recursos e se tomam as decisões, não entramos nem para servir o café. No mais profundo de nosso coração, existe um enorme anseio de ajudar para que o homem saia da pré-história. Eu defino que o homem, enquanto viver em clima de guerra, está na pré-história, apesar dos muitos artefatos que possa construir. (José Mujica).

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Mujica na ONU 2013


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=OLef1zl7k4Q

Amigos, sou do sul, venho do sul. Esquina do Atlântico e do Prata, meu país é uma planície suave, temperada, uma história de portos, couros, charque, lãs e carne. Houve décadas púrpuras, de lanças e cavalos, até que, por fim, no arrancar do século 20, passou a ser vanguarda no social, no Estado, no Ensino. Diria que a social-democracia foi inventada no Uruguai.

Durante quase 50 anos, o mundo nos viu como uma espécie de Suíça. Na realidade, na economia, fomos bastardos do império britânico e, quando ele sucumbiu, vivemos o amargo mel do fim de intercâmbios funestos, e ficamos estancados, sentindo falta do passado.

Quase 50 anos recordando o Maracanã, nossa façanha esportiva. Hoje, ressurgimos no mundo globalizado, talvez aprendendo de nossa dor. Minha história pessoal, a de um rapaz — por que, uma vez, fui um rapaz — que, como outros, quis mudar seu tempo, seu mundo, o sonho de uma sociedade libertária e sem classes. Meus erros são, em parte, filhos de meu tempo. Obviamente, os assumo, mas há vezes que medito com nostalgia.

Quem tivera a força de quando éramos capazes de abrigar tanta utopia! No entanto, não olho para trás, porque o hoje real nasceu das cinzas férteis do ontem. Pelo contrário, não vivo para cobrar contas ou para reverberar memórias.
Me angustia, e como, o amanhã que não verei, e pelo qual me comprometo. Sim, é possível um mundo com uma humanidade melhor, mas talvez, hoje, a primeira tarefa seja cuidar da vida.

Mas sou do sul e venho do sul, a esta Assembleia, carrego inequivocamente os milhões de compatriotas pobres, nas cidades, nos desertos, nas selvas, nos pampas, nas depressões da América Latina pátria de todos que está se formando.

Carrego as culturas originais esmagadas, com os restos de colonialismo nas Malvinas, com bloqueios inúteis a este jacaré sob o sol do Caribe que se chama Cuba. Carrego as consequências da vigilância eletrônica, que não faz outra coisa que não despertar desconfiança. Desconfiança que nos envenena inutilmente. Carrego uma gigantesca dívida social, com a necessidade de defender a Amazônia, os mares, nossos grandes rios na América.

Carrego o dever de lutar por pátria para todos.

Para que a Colômbia possa encontrar o caminho da paz, e carrego o dever de lutar por tolerância, a tolerância é necessária para com aqueles que são diferentes, e com os que temos diferencas e discrepâncias. Não se precisa de tolerância com aqueles com quem estamos de acordo.

A tolerância é o fundamento de poder conviver em paz, e entendendo que, no mundo, somos diferentes.

O combate à economia suja, ao narcotráfico, ao roubo, à fraude e à corrupção, pragas contemporâneas, procriadas por esse antivalor, esse que sustenta que somos felizes se enriquecemos, seja como seja. Sacrificamos os velhos deuses imateriais. Ocupamos o templo com o deus mercado, que nos organiza a economia, a política, os hábitos, a vida e até nos financia em parcelas e cartões a aparência de felicidade.

Parece que nascemos apenas para consumir e consumir e, quando não podemos, nos enchemos de frustração, pobreza e até autoexclusão.

O certo, hoje, é que, para gastar e enterrar os detritos nisso que se chama pela ciência de poeira de carbono, se aspirarmos nesta humanidade a consumir como um americano médio, seriam imprescindíveis três planetas para poder viver.

Nossa civilização montou um desafio mentiroso e, assim como vamos, não é possível satisfazer esse sentido de esbanjamento que se deu à vida. Isso se massifica como uma cultura de nossa época, sempre dirigida pela acumulação e pelo mercado.

Prometemos uma vida de esbanjamento, e, no fundo, constitui uma conta regressiva contra a natureza, contra a humanidade no futuro. Civilização contra a simplicidade, contra a sobriedade, contra todos os ciclos naturais.

O pior: civilização contra a liberdade que supõe ter tempo para viver as relações humanas, as únicas que transcendem: o amor, a amizade, aventura, solidariedade, família.

Civilização contra tempo livre que não é pago, que não se pode comprar, e que nos permite contemplar e esquadrinhar o cenário da natureza.

Arrasamos a selva, as selvas verdadeiras, e implantamos selvas anônimas de cimento. Enfrentamos o sedentarismo com esteiras, a insônia com comprimidos, a solidão com eletrônicos, porque somos felizes longe da convivência humana.
Cabe se fazer esta pergunta, ouvimos da biologia que defende a vida pela vida, como causa superior, e a suplantamos com o consumismo funcional à acumulação.

A política, eterna mãe do acontecer humano, ficou limitada à economia e ao mercado. De salto em salto, a política não pode mais que se perpetuar, e, como tal, delegou o poder, e se entretém, aturdida, lutando pelo governo. Debochada marcha de historieta humana, comprando e vendendo tudo, e inovando para poder negociar de alguma forma o que é inegociável. Há marketing para tudo, para os cemitérios, os serviços fúnebres, as maternidades, para pais, para mães, passando pelas secretárias, pelos automóveis e pelas férias. Tudo, tudo é negócio.

Todavia, as campanhas de marketing caem deliberadamente sobre as crianças, e sua psicologia para influir sobre os adultos e ter, assim, um território assegurado no futuro. Sobram provas de essas tecnologias bastante abomináveis que, por vezes, conduzem a frustrações e mais.

O homenzinho médio de nossas grandes cidades perambula entre os bancos e o tédio rotineiro dos escritórios, às vezes temperados com ar condicionado. Sempre sonha com as férias e com a liberdade, sempre sonha com pagar as contas, até que, um dia, o coração para, e adeus. Haverá outro soldado abocanhado pelas presas do mercado, assegurando a acumulação. A crise é a impotência, a impotência da política, incapaz de entender que a humanidade não escapa nem escapará do sentimento de nação. Sentimento que está quase incrustado em nosso código genético.

Hoje é tempo de começar a talhar para preparar um mundo sem fronteiras. A economia globalizada não tem mais condução que o interesse privado, de muitos poucos, e cada Estado Nacional mira sua estabilidade continuísta, e hoje a grande tarefa para nossos povos, em minha humilde visão, é o todo.

Como se isto fosse pouco, o capitalismo produtivo, francamente produtivo, está meio prisioneiro na caixa dos grandes bancos. No fundo, são o vértice do poder mundial. Mais claro, cremos que o mundo requer a gritos regras globais que respeitem os avanços da ciência, que abunda. Mas não é a ciência que governa o mundo. Se precisa, por exemplo, uma larga agenda de definições, quantas horas de trabalho e toda a terra, como convergem as moedas, como se financia a luta global pela água e contra os desertos.

Como se recicla e se pressiona contra o aquecimento global. Quais são os limites de cada grande questão humana. Seria imperioso conseguir consenso planetário para desatar a solidariedade com os mais oprimidos, castigar impositivamente o esbanjamento e a especulação. Mobilizar as grandes economias não para criar descartáveis com obsolescência calculada, mas bens úteis, sem fidelidade, para ajudar a levantar os pobres do mundo. Bens úteis contra a pobreza mundial. Mil vezes mais rentável que fazer guerras. Virar um neo-keynesianismo útil, de escala planetária, para abolir as vergonhas mais flagrantes deste mundo.

Talvez nosso mundo necessite menos de organismos mundiais, desses que organizam fórums e conferências, que servem muito às cadeias hoteleiras e às companhias aéreas e, no melhor dos casos, não reúne ninguém e transforma em decisões…

Precisamos sim mascar muito o velho e o eterno da vida humana junto da ciência, essa ciência que se empenha pela humanidade não para enriquecer; com eles, com os homens de ciência da mão, primeiros conselheiros da humanidade, estabelecer acordos para o mundo inteiro. Nem os Estados nacionais grandes, nem as transnacionais e muito menos o sistema financeiro deveriam governar o mundo humano. Sim, a alta política entrelaçada com a sabedoria científica, ali está a fonte. Essa ciência que não apetece o lucro, mas que mira o por vir e nos diz coisas que não escutamos. Quantos anos faz que nos disseram coisas que não entendemos? Creio que se deve convocar a inteligência ao comando da nave acima da terra, coisas assim e coisas que não posso desenvolver nos parecem impossíveis, mas requeririam que o determinante fosse a vida, não a acumulação.

Obviamente, não somos tão iludidos, nada disso acontecerá, nem coisas parecidas. Nos restam muitos sacrifícios inúteis daqui para diante, muitos remendos de consciência sem enfrentar as causas. Hoje, o mundo é incapaz de criar regras planetárias para a globalização e isso é pela enfraquecimento da alta política, isso que se ocupa de todo. Por último, vamos assistir ao refúgio de acordos mais ou menos “reclamáveis”, que vão plantear um comércio interno livre, mas que, no fundo, terminarão construindo parapeitos protecionistas, supranacionais em algumas regiões do planeta. A sua vez, crescerão ramos industriais importantes e serviços, todos dedicados a salvar e a melhorar o meio ambiente. Assim vamos nos consolar por um tempo, estaremos entretidos e, naturalmente, continuará a parecer que a acumulação é boa, para a alegria do sistema financeiro.

Continuarão as guerras e, portanto, os fanatismos, até que, talvez, a mesma natureza faça um chamado à ordem e torne inviáveis nossas civilizações. Talvez nossa visão seja demasiado crua, sem piedade, e vemos ao homem como uma criatura única, a única que há acima da terra capaz de ir contra sua própria espécie. Volto a repetir, porque alguns chamam a crise ecológica do planeta de consequência do triunfo avassalador da ambição humana. Esse é nosso triunfo e também nossa derrota, porque temos impotência política de nos enquadrarmos em uma nova época. E temos contribuído para sua construção sem nos dar conta.

Por que digo isto? São dados, nada mais. O certo é que a população quadruplicou e o PIB cresceu pelo menos vinte vezes no último século. Desde 1990, aproximadamente a cada seis anos o comércio mundial duplica. Poderíamos seguir anotando dados que estabelecem a marcha da globalização. O que está acontecendo conosco? Entramos em outra época aceleradamente, mas com políticos, enfeites culturais, partidos e jovens, todos velhos ante a pavorosa acumulação de mudanças que nem sequer podemos registrar. Não podemos manejar a globalização porque nosso pensamento não é global. Não sabemos se é uma limitação cultural ou se estamos chegano a nossos limites biológicos.

Nossa época é portentosamente revolucionária como não conheceu a história da humanidade. Mas não tem condução consciente, ou ao menos condução simplesmente instintiva. Muito menos, todavia, condução política organizada, porque nem se quer tivemos filosofia precursora ante a velocidade das mudanças que se acumularam.

A cobiça, tão negativa e tão motor da história, essa que impulsionou o progresso material técnico e científico, que fez o que é nossa época e nosso tempo e um fenomenal avanço em muitas frentes, paradoxalmente, essa mesma ferramenta, a cobiça que nos impulsionou a domesticar a ciência e transformá-la em tecnologia nos precipita a um abismo nebuloso. A uma história que não conhecemos, a uma época sem história, e estamos ficando sem olhos nem inteligência coletiva para seguir colonizando e para continuar nos transformando.

Porque se há uma característica deste bichinho humano é a de que é um conquistador antropológico.

Parece que as coisas tomam autonomia e essas coisas subjugam os homens. De um lado a outro, sobram ativos para vislumbrar tudo isso e para vislumbrar o rombo. Mas é impossível para nós coletivizar decisões globais por esse todo. A cobiça individual triunfou grandemente sobre a cobiça superior da espécie. Aclaremos: o que é “tudo”, essa palavra simples, menos opinável e mais evidente? Em nosso Ocidente, particularmente, porque daqui viemos, embora tenhamos vindo do sul, as repúblicas que nasceram para afirmas que os homens são iguais, que ninguém é mais que ninguém, que os governos deveriam representar o bem comum, a justiça e a igualdade. Muitas vezes, as repúblicas se deformam e caem no esquecimento da gente que anda pelas ruas, do povo comum.

Não foram as repúblicas criadas para vegetar, mas ao contrário, para serem um grito na história, para fazer funcionais as vidas dos próprios povos e, por tanto, as repúblicas que devem às maiorias e devem lutar pela promoção das maiorias.
Seja o que for, por reminiscências feudais que estão em nossa cultura, por classismo dominador, talvez pela cultura consumista que rodeia a todos, as repúblicas frequentemente em suas direções adotam um viver diário que exclui, que se distância do homem da rua.

Esse homem da rua deveria ser a causa central da luta política na vida das repúblicas. Os governos republicanos deveriam se parecer cada vez mais com seus respectivos povos na forma de viver e na forma de se comprometer com a vida.

A verdade é que cultivamos arcaísmos feudais, cortesias consentidas, fazemos diferenciações hierárquicas que, no fundo, amassam o que têm de melhor as repúblicas: que ninguém é mais que ninguém. O jogo desse e de outros fatores nos retém na pré-história. E, hoje, é impossível renunciar à guerra quando a política fracassa. Assim, se estrangula a economia, esbanjamos recursos.

Ouçam bem, queridos amigos: em cada minuto no mundo se gastam US$ 2 milhões em ações militares nesta terra. Dois milhões de dólares por minuto em inteligência militar!! Em investigação médica, de todas as enfermidades que avançaram enormemente, cuja cura dá às pessoas uns anos a mais de vida, a investigação cobre apenas a quinta parte da investigação militar.

Este processo, do qual não podemos sair, é cego. Assegura ódio e fanatismo, desconfiança, fonte de novas guerras e, isso também, esbanjamento de fortunas. Eu sei que é muito fácil, poeticamente, autocriticarmo-nos pessoalmente. E creio que seria uma inocência neste mundo plantear que há recursos para economizar e gastar em outras coisas úteis. Isso seria possível, novamente, se fôssemos capazes de exercitar acordos mundiais e prevenções mundiais de políticas planetárias que nos garantissem a paz e que a dessem para os mais fracos, garantia que não temos. Aí haveria enormes recursos para deslocar e solucionar as maiores vergonhas que pairam sobre a Terra. Mas basta uma pergunta: nesta humanidade, hoje, onde se iria sem a existência dessas garantias planetárias? Então cada qual esconde armas de acordo com sua magnitude, e aqui estamos, porque não podemos raciocinar como espécie, apenas como indivíduos.

As instituições mundiais, particularmente hoje, vegetam à sombra consentida das dissidências das grandes nações que, obviamente, querem reter sua cota de poder.

Bloqueiam esta ONU que foi criada com uma esperança e como um sonho de paz para a humanidade. Mas, pior ainda, desarraigam-na da democracia no sentido planetário porque não somos iguais. Não podemos ser iguais nesse mundo onde há mais fortes e mais fracos. Portanto, é uma democracia ferida e está cerceando a história de um possível acordo mundial de paz, militante, combativo e verdadeiramente existente. E, então, remendamos doenças ali onde há eclosão, tudo como agrada a algumas das grandes potências. Os demais olham de longe. Não existimos.

Amigos, creio que é muito difícil inventar uma força pior que nacionalismo chovinista das grandes potências. A força é que liberta os fracos. O nacionalismo, tão pai dos processos de descolonização, formidável para os fracos, se transforma em uma ferramenta opressora nas mãos dos fortes e, nos últimos 200 anos, tivemos exemplos disso por toda a parte.

A ONU, nossa ONU, enlanguece, se burocratiza por falta de poder e de autonomia, de reconhecimento e, sobretudo, de democracia para o mundo mais fraco que constitui a maioria esmagadora do planeta. Mostro um pequeno exemplo, pequenino. Nosso pequeno país tem, em termos absolutos, a maior quantidade de soldados em missões de paz em todos os países da América Latina. E ali estamos, onde nos pedem que estejamos. Mas somos pequenos, fracos. Onde se repartem os recursos e se tomam as decisões, não entramos nem para servir o café. No mais profundo de nosso coração, existe um enorme anseio de ajudar para que o homem saia da pré-história. Eu defino que o homem, enquanto viver em clima de guerra, está na pré-história, apesar dos muitos artefatos que possa construir.

Até que o homem não saia dessa pré-história e arquive a guerra como recurso quando a política fracassa, essa é a larga marcha e o desafio que temos daqui adiante. E o dizemos com conhecimento de causa. Conhecemos a solidão da guerra. No entanto, esses sonhos, esses desafios que estão no horizonte implicam lutar por uma agenda de acordos mundiais que comecem a governar nossa história e superar, passo a passo, as ameaças à vida. A espécie como tal deveria ter um governo para a humanidade que superasse o individualismo e primasse por recriar cabeças políticas que acudam ao caminho da ciência, e não apenas aos interesses imediatos que nos governam e nos afogam.

Paralelamente, devemos entender que os indigentes do mundo não são da África ou da América Latina, mas da humanidade toda, e esta deve, como tal, globalizada, empenhar-se em seu desenvolvimento, para que possam viver com decência de maneira autônoma. Os recursos necessários existem, estão neste depredador esbanjamento de nossa civilização.

Há poucos dias, fizeram na Califórnia, em um corpo de bombeiros, uma homenagem a uma lâmpada elétrica que está acesa há cem anos. Cem anos que está acesa, amigo! Quantos milhões de dólares nos tiraram dos bolsos fazendo deliberadamente porcarias para que as pessoas comprem, comprem, comprem e comprem.

Mas esta globalização de olhar para todo o planeta e para toda a vida significa uma mudança cultural brutal. É o que nos requer a história. Toda a base material mudou e cambaleou, e os homens, com nossa cultura, permanecem como se não houvesse acontecido nada e, em vez de governarem a civilização, deixam que ela nos governe. Há mais de 20 anos que discutimos a humilde taxa Tobin. Impossível aplicá-la no tocante ao planeta. Todos os bancos do poder financeiro se irrompem feridos em sua propriedade privada e sei lá quantas coisas mais. Mas isso é paradoxal. Mas, com talento, com trabalho coletivo, com ciência, o homem, passo a passo, é capaz de transformar o deserto em verde.

O homem pode levar a agricultura ao mar. O homem pode criar vegetais que vivam na água salgada. A força da humanidade se concentra no essencial. É incomensurável. Ali estão as mais portentosas fontes de energia. O que sabemos da fotossíntese? Quase nada. A energia no mundo sobra, se trabalharmos para usá-la bem. É possível arrancar tranquilamente toda a indigência do planeta. É possível criar estabilidade e será possível para as gerações vindouras, se conseguirem raciocinar como espécie e não só como indivíduos, levar a vida à galáxia e seguir com esse sonho conquistador que carregamos em nossa genética.

Mas, para que todos esses sonhos sejam possíveis, precisamos governar a nos mesmos, ou sucumbiremos porque não somos capazes de estar à altura da civilização em que fomos desenvolvendo.

Este é nosso dilema. Não nos entretenhamos apenas remendando consequências. Pensemos na causa profundas, na civilização do esbanjamento, na civilização do usa-tira que rouba tempo mal gasto de vida humana, esbanjando questões inúteis. Pensem que a vida humana é um milagre. Que estamos vivos por um milagre e nada vale mais que a vida. E que nosso dever biológico, acima de todas as coisas, é respeitar a vida e impulsioná-la, cuidá-la, procriá-la e entender que a espécie é nosso “nós”.

PS. Obrigado, muito obrigado, ao Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, por ter trazido e traduzido para mim e para todos esta maravilha.


Por: Fernando Brito

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Falou e disse Miquels7

28/09/2013 Publicado por | MENSAGENS DE ALERTA, ONU E OS DIREITOS HUMANOS, POLITICA INTERNACIONAL, REFLEXÃO | , , , , , | Deixe um comentário

MÍDIA SE JOGA NAS COVAS QUE ELA PRÓPRIA CAVOU

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A golpes de pás, martelos e picaretas, colunistas da mídia tradicional abriram nos últimos meses as sepulturas em que seriam lançados, sem direito a apelação, os réus da Ação Penal 470; mas voto garantista do ministro Celso de Mello, para quem “o Supremo não pode expor-se a pressões externas”, jogou os personagens que se travestiram de juízes dentro das próprias covas que eles cavucaram; decano do Supremo Tribunal Federal deu a maior lição de preservação de direitos individuais que os jornalões brasileiros e seus medalhões já receberam; uma verdadeira aula magna que eles fizeram por merecer; agora, aqui jazem

18 de Setembro de 2013 às 19:57
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A cova que a mídia cavou

247 Nos últimos meses, a golpes de centenas de artigos, milhares de notícias e milhões de palavras, um naipe completo de colunistas da mídia tradicional tratou de cavucar com pás, martelos e picaretas as sepulturas em que seriam jogados, nesta quarta-feira 18, os réus da Ação Penal 470.

Porém, com o voto histórico do decano Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, os articulistas da condenação anunciada descobriram que haviam aberto, na verdade, suas próprias covas rasas. Cobertos com togas, apesar da falta de especialização jurídica, ar professoral diante de quem não precisava de lições e a empáfia condizente com os arrogantes, a verdade é que esse pessoal se arrebentou. Eles morreram em credibilidade abatidos por seus próprios golpes.

Senão, vejamos:

Pode mesmo o acadêmico eleito com um livro só (compilação de artigos em O Globo) Merval Pereira dar aulas de Direito a um ministro do porte de Ricardo Lewandowski? Tem condições o blogueiro Reinaldo Azevedo, de Veja, ensinar letras jurídicas a uma referência como Teori Zavascki? Dá para instalar no mesmo patamar de conhecimento de matéria constitucional o galhofeiro Augusto Nunes com o magistrado Luís Roberto Barroso? A decana brasiliense Eliane Cantanhêde porta mesmo ensinamentos jurisdicionais que podem servir ao advogado tornado ministro Dias Toffoli? Acreditava mesmo a revista Veja que iria, com uma capa à la Capone, levar o decano Celso de Mello a tisnar sua biografia de garantista?

E mais: adiantou de algo, nesta mesma quarta-feira 18, portais como o UOL (do grupo Folhas) e o G1 (das Organizações Globo dos três Marinho) esconderem de seus leitores a notícia da aprovação dos embargos quando já estava claro o voto do decano, além de custar a própria perda de crédito?

Mais que ingenuidade, tratou-se a operação conjunta da mídia tradicional, para a qual seus mais cintilantes quadros foram requisitados, de uma jogada com duplo sentido. Acreditando que todo o julgamento da AP 470 seria guiado pela estrela da política, os colunistas atuaram travestidos de juristas para criarem, entre os leitores, a fantasia de que possuíam argumentos técnicos ainda mais fortes que a ira sentida frente aos personagens no banco dos réus. Cobriram-se, sem cerimônia, com togas cintilantes, que ao final serviram apenas para obnubilar a visão do público sobre o complexo julgamento. No jargão das redações, tiraram seus leitores do rumo certo.

A compreensão de que o Supremo é um órgão formado por juízes experimentados, cuja maioria compreende que o tribunal, como frisou o decano, “não pode expor-se a pressões externas”, não foi transmitida aos leitores. Ao contrário. Um por todos e todos por um, o que eles escreveram em papel, lançaram na internet e propagaram pelo rádio e a televisão foi a mensagem de que o Supremo seria, sim, uma espécie de Maracanã em que as torcidas determinariam o resultado da partida. Venceria quem gritasse mais alto, amedrontando os responsáveis constitucionais pela apreciação do caso.

Foi preciso, em sua ampla e histórica lição de preservação das garantias dos cidadãos frente à “irracionalidade” do Estado, Celso de Mello repor a verdade em seu devido lugar. Ele ensinou que a não aceitação dos embargos infringentes iria contrariar uma tradição estabelecida pelo próprio Supremo desde o início do século passado. Seria contraditória com todas as Constituições brasileiras desde a de 1946.

O presidente Joaquim Barbosa adiou, na semana passada, o voto de Mello. O próprio decano queria ter votado, mas o antigo promotor fez questão de tirar-lhe a vez para que a matilha da mídia pudesse ladrar contra a independência do Supremo. Nessa jogada de mão, a participação da revista Veja foi decisiva para preencher, com sua capa desta semana, o espaço aberto por Barbosa. E outra vez não deu certo.

Ao fracassarem, as insistentes ações da mídia tradicional contra o Supremo, durante a Ação Popular 470, findaram, na mão contrária desse mau exemplo, por fortalecer a democracia. O voto do decano, acompanhando os juízes Luiz Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski significou, tecnicamente, apenas que o próprio Supremo irá revisar as sentenças que receberam quatro votos pela absolvição dos réus. Moralmente, foi a maior aula já dada por um juiz a uma turma que pensava ser dona da verdade.

Que a terra lhe seja leve.

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FONTE: PORTAL BRASIL 247

19/09/2013 Publicado por | POLÍTICA | , , | Deixe um comentário

GLOBO CENSURA E NÃO PASSA EM TV ABERTA: “MEDICINA CUBANA REVOLUCIONA E É MODELO PARA O MUNDO”

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NOTÍCIA QUE INTERESSA AO POVÃO BRASILEIRO NÃO É VEICULADA NA TV ABERTA DA GLOBO, MAS SÓ PARA OS DA CLASSE MÉDIA-ALTA, QUE TEM CANAL FECHADO DA GLOBO NEWS. SAFADOS!!!
MAS DESTA VEZ ELES SE DERAM MAL, PORQUE O VÍDEO CAIU NA INTERNET, QUE É POPULAR.
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A frase acima e todo o comentário informativo do jornalista Jorge Pontual, correspondente da Globo em Nova York, foram retirados do site do programa Em Pauta, da Globo News; censura bruta; na tevê, foi ao ar, mas só porque ele falava ao vivo; Pontual, ao lado de Eliane Cantanhêde, deu uma aula sobre o assunto; disse que entrevistou pesquisadora americana Julia Silver para o programa Sem Fronteiras; dali extraiu informações que a Globo detestou; sistema de medicina comunitária foi criado por Che Guevara; médicos cubanos livraram 600 mil africanos da cegueira; Organização Mundial de Saúde recomenda modelo cubano para todo o mundo; “agora, os brasileiros vão desfrutar dessa medicina que revoluciona o modelo tradicional”; tudo foi cortado; furo é do site Tijolaço; assista ao video censurado

29 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 20:27

247 – Caiu a máscara, mais uma vez, da censura explícita existente nas Organizações Globo frente a informações que não combinam com a cartilha ideológica dos irmãos Marinho. Desta vez, um vexame explícito. O jornalista Jorge Pontual, no programa Em Pauta, da Globo News, desta quinta-feira 29, foi chamado a falar, no telão, sobre a chegada dos médicos cubanos ao Brasil. Ao lado dele, na grande tela, estava a também comentarista Eliane Cantanhêde, que em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo disse que os médicos cubanos chegariam ao Brasil em “aviões negreiros!.

A censura foi feita na internet porque Pontual, sem adjetivos, repôs a verdade sobre a medicina e os médicos cubanos.

Ele iniciou dizendo que havia entrevistado a pesquisa americana Julia Silver para o programa que comanda, também na Globo News, o Sem Fronteiras. A partir desta entrevista, Pontual disse o seguinte no Em Pauta:

- Que, após a revolução de 1959, metade dos médicos de Cuba fugiram do país;

- Sobraram apenas 3 mil e 14 professores de Medicina;

- Diante da iminência do ensino de Medicina acabar em Cuba, o revolucionário Ernesto Che Guevara, que era médico, criou e implantou o sistema de saúde comunitária;

- Graças a esse sistema, milhares de novos médicos cubanos voltaram a se formar e puderam, mais tarde, sair pelo mundo em missões humanitárias;

- Num desses momentos, salvaram 600 mil africanos da cegueira;

- Noutro, fizeram um trabalho excepcional após o terremoto do Haiti;

- Atuaram no sentido de fazer, hoje, com que Cuba tenha índices de saúde melhores do que países como os Estados Unidos e muitos da Europa;

- Levaram a Organização Mundial de Saúde a considerar o sistema cubano um modelo a ser seguido por todos os países do mundo;

- A resistência das entidades médicas, explicou Pontual, se deu, em outros países, antes do que está acontecendo no Brasil, porque o sistema cubano é uma verdadeira revolução, com o médico vivendo dentro das comunidades;

- Finalizou Pontual, cravando: “A Medicina de Cuba é um exemplo para o mundo”

Por tudo isso, Pontual teve seu comentário cortado do site do Em Pauta, da Globo News.

Ele disse ter feito a entrevista para o programa que comanda, o Sem Froteiras, previsto para ir ao ar nesta sexta-feira 30, a partir das 23h30, na própria Globo News.

Vai mesmo? .

A descoberta da censura foi feita por um leitor do site O Tijolaço (http://tijolaco.com.br/), que assistiu ao Em Pauta pela tevê e viu o mesmo programa, com a extirpação do comentário de Pontual, na internet.

Para vexame das Organizações Globo, foi possível recuperar o comentário de Jorge Pontual no Em Pauta.

Por volta das 20h30 desta quinta 29, diante da repercussão em tudo negativa da censura, a Globo voltou atrás e postou o comentário de Pontual de volta no site, como se nada tivesse ocorrido. Sem qualquer pedido de desculpas. Mas ai já era tarde. Ao longo das várias horas em que foi cortado, a máscara já havia caído.

Assista:

http://www.youtube.com/watch?v=Sigtj8LaLV0

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FONTE: PORTAL BRASIL 24/7

01/09/2013 Publicado por | CONSPIRAÇÃO, MÍDIA MANIPULADORA | , , , | Deixe um comentário

Essa Elite Mesquinha Não Aceita Dar Nem um Osso ao Povo

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É, EDUARDO GUIMARÃES, ESSE DESÂNIMO TAMBÉM EU SINTO,
POR CONVIVER COM CERTAS PESSOAS CABEÇA OCA E BURRA.

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 Via blog do Eduardo Guimarães

Criei este Blog para estimular cada concidadão que viesse a me ler a não desanimar de exercer a própria cidadania, mas, infelizmente, o que direi neste texto talvez não seja um bom exemplo dessa conduta, pois escrevo um tanto quanto desanimado com o Brasil.

O que de tão grave aconteceu?, perguntará você. Não foi nada de especial, respondo eu. É apenas cansaço. Uma espécie de “gota d’água” inoculou-me tal sentimento.

Trata-se dessa oposição furiosa ao programa Mais Médicos. Como se não bastassem as cenas lamentáveis de mesquinharia e desonestidade de parcela significativa de uma categoria profissional que deveria se pautar pelo humanismo acima de tudo, ainda se tem que aturar uma imprensa digna dessa gente, com seus colunistas usando, em bloco, metáforas racistas para desacreditar uma iniciativa de governo que poderá levar alento ao sofrimento de milhões de desassistidos.

Mas só por isso você se entrega?, treplicará o leitor. Não, não é só por isso. É por tudo.

Há 500 anos que essa elite mesquinha se recusa a aceitar qualquer mísera esmola que se queira dar a essa parcela imensa do povo brasileiro à qual sempre faltou tudo e para a qual ainda falta até uma mísera consulta com um médico.

Os tostões do Bolsa Família para famílias que mal têm o que pôr em seus estômagos é “incentivo a vagabundagem”; cotas para jovens da etnia majoritária no país se ver um pouco menos mal representada no ensino superior é atentado ao mérito “inerente” aos brancos que sempre dominaram a quase totalidade das vagas; redução da conta de luz para pessoas paupérrimas aumentarem a quantidade de calorias que ingerem, é “populismo”.

Não há nada que se queira dar ao povo brasileiro mais sofrido que essa gente que gasta em um almoço quantias que alimentariam uma família pobre por um mês não regateie através de uma imprensa feita por brancos de classe média para brancos de classe média.

É muito dura a vida do povo brasileiro. Não é à toa que continuamos sendo a única nação neste estágio de desenvolvimento a ter uma desigualdade social tão profunda e que, ainda que essa gente mesquinha não enxergue, está pondo o Brasil em guerra civil.

Sinto muito, portanto, não poder, neste texto, cumprir a parte que me cabe em uma luta que é de todos, até daqueles que lutam em sentido contrário, apesar de não saberem disso. Só o que posso fazer aqui, pois, é lamentar que já tenha vivido, no mínimo, mais da metade do tempo que me resta neste mundo sem ter visto o Brasil se tornar um pouquinho só menos egoísta.

Diante de tal estado de espírito, fico por aqui. Conto com a compreensão de todos. Até porque, amanhã é outro dia e não há mal que sempre dure. Sobretudo se for um mal passageiro como este que, desta feita, acometeu-me a alma.

PS: não estou desistindo de escrever o Blog, de militar politicamente, enfim, não estou desistindo de nada. Desisti, apenas, de fazer algo mais neste post além de lamentar.

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FONTE: BLOG DA CIDADANIA (Eduardo Guimarães)

27/08/2013 Publicado por | AJUDA HUMANITÁRIA, POLÍTICA, SOLIDARIEDADE | , | Deixe um comentário

Missionário americano que hospedou Julio Severo em sua residência quebra o silêncio e conta como foi a sua convivência com o blogueiro fundamentalista

Da RedaçãoCom Thiago Lima Barros

O personagem

http://juliosevero.blogspot.com.br/

Conhecido por sua militância agressiva e pertinaz, que versa sobre temas como educação em casa e guerra sem quartel a militantes de esquerda, aborto e homossexualismo, o blogueiro Julio Severo sempre fez questão de criar em torno de si, não se sabe por qual razão, uma aura de mistério: pouco se conhece sobre a sua história pessoal (ao contrário do que ocorre com muitos de seus apoiadores e ex-apoiadores, que têm uma vida pública ativa e fazem questão de aparecer em público para defender seus pontos de vista), e as poucas tentativas de revelar fatos de sua vida ao público evangélico, ao qual ele direciona sua pregação política, esbarraram em fontes jornalísticas pouco confiáveis. 

Acredita-se que o quadro acima descrito se deva, pelo menos em parte, ao medo que uma parte da liderança evangélica tupiniquim devota ao “profeta da internet”, receosos do desgaste que um debate público com o renitente ativista possa causar em suas imagens públicas. Prova disso foram as diatribes lançadas por Severo contra diversos antigos apoiantes seus, como os clérigos-blogueiros Augustus Nicodemus Lopes, Solano Portela e Ciro Zibordi, bem como o ministro evangélico paraibano Euder Faber Guedes Ferreira, presidente da Visão Nacional para a Consciência Cristã (VINACC), que incluiu o ativista entre os palestrantes do Encontro para a Consciência Cristã, organizado por sua entidade. Todos eles, ante as verrinas que lhes foram direcionadas por Severo, preferiram o silêncio. Antes o apoiaram publicamente, quando mordidos pelo cão a quem deram guarida sofreram quietos. 

No entanto, três personagens resolveram enfrentar a fera e falar sobre o assunto. Nesta matéria trazemos a público as informações colhidas com a primeira destas fontes: um missionário norte-americano que resolveu nos falar sobre o nosso personagem obscuro. E com propriedade: ele simplesmente hospedou Julio Severo em sua casa por três meses, a partir de setembro de 2006. Estamos falando de Bill Hamilton, pastor ligado à Presbyterian Evangelistic Fellowship, que, apesar de compartilhar vários pontos de vista com o blogueiro, é frontalmente contrário a alguns dos métodos pouco cristãos que Severo adota para defendê-los. 

Californiano de Del Mar, 57 anos de idade e 22 de missões no Brasil, casado com a também missionária surinamesa Aïda, Hamilton coordena o Movimento 8-32, que se dedica à evangelização de universitários, principalmente nos campi da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Niterói, onde reside com a esposa e duas filhas. Ele concedeu a entrevista abaixo por telefone, de sua residência, no último dia 15 de junho: 

Como se deu a sua aproximação com Julio Severo? 

Na realidade, a vinda de Julio Severo e sua família ao Rio se deu por minha culpa! Começamos a “conhecê-lo” através do seu blog durante o primeiro semestre de 2006. Entramos em contato com Severo através do seu e-mail no blog e, quando perguntamos sobre suas necessidades, ele alegou que estava sendo perseguido em sua cidade, no sul de Minas Gerais, por se recusar a vacinar os seus filhos, que à época eram muito pequenos (uma menina de 3 anos de idade e um bebê de 1 mês), com a desculpa de que a vacina, por ser distribuída pelo governo, era perigosa para as crianças. Porém, numa conversa posterior com o ex-cunhado dele (no caso, ex-marido de sua irmã), que morava do lado de sua casa e segurava a barra dele e da sua família no campo financeiro, descobrimos que ele exagerava a situação, por não haver perseguição acontecendo, de verdade. Porém, como essa conversa aconteceu depois da mudança de Severo e família para nossa casa, nós acreditamos, pelo menos inicialmente, na versão de que a perseguição era real e de que ele corria o risco de ver seus filhos tirados do lar por não vaciná-los. 

Por quais os motivos o senhor acredita que ele lhe contatou? 

Para ser sincero, o primeiro contato veio da gente, como eu falei antes. Mas como eu sou norte-americano, acredito que tenha sido por isso que ele aceitou o nosso convite. Ele planejava se refugiar nos EUA a qualquer custo, devido à afinidade dos EUA (naquela época, pelo menos) com a filosofia do home schooling (a educação dos filhos no lar pelos pais e/ou professores capacitados), que ele e a esposa defendiam. À época, me parece que o amigo virtual dele, Olavo de Carvalho, estava vendo se conseguia para ele matrícula em alguma high school, pois Severo não concluiu o ensino médio, como desculpa para entrar no país. Porém, o passo seguinte seria ele pedir asilo ao governo do meu país, por meio dos militantes do home schooling de lá. Quando ele estava defendendo o uso dessa mentira para conseguir asilo nos EUA, eu o admoestei, dizendo que a mentira não era a atitude de um verdadeiro cristão, e que Deus não ia honrar a postura dele dessa forma. Ele tentou se justificar respaldando sua prática em alguns personagens do Antigo Testamento, ao que eu imediatamente tentei esclarecer, lembrando que a Bíblia não “prescrevia” o uso da mentira nesses casos, mas simplesmente o “descrevia”. Severo, porém, não admitiu que a mentira, nesse caso, seria pecado. A partir daí, e com base em outras conversas que tive com ele, eu e a minha esposa começamos a questionar a sua conversão. 

Quais foram os outros diálogos que lhe levaram a essa percepção?

Lembro-me de pelo menos dois. Quando ele estava defendendo o uso da mentira para poder entrar nos EUA, perguntei como se deu a conversão dele, e a resposta que ele me deu foi a de uma experiência bem mística, de “receber o Espírito Santo” como uma sensação de estar debaixo de uma cachoeira, mas nada a ver com o padrão bíblico de conversão. À medida que a conversa foi avançando, pude notar que, de modo geral, ele concorda intelectualmente, racionalmente, com as doutrinas protestantes, mas não percebi nele uma conversão calcada em arrependimento e fé, resultado da obra do Espírito Santo na regeneração. Lembro-me também que, algum tempo depois, foi noticiada a morte do general Augusto Pinochet, ex-ditador do Chile. Ele falou: “Que pena, não é? Morreu um homem que ajudou a combater o comunismo”. Retruquei, dizendo: “Mas ele matou muita gente no Chile que, concordando ou não com a sua cosmovisão política, tinha o direito de se defender no contexto do sistema judicial chileno”. A réplica foi: “Comunista merece morrer mesmo”! Encerrei a conversa dizendo: “Julio, esses comunistas eram seres humanos, cidadãos chilenos, que mereciam o mesmo tratamento que você e eu gostaríamos de receber se fossemos presos como cristãos e/ou como cidadãos alinhados com ideais políticos da direita, não é”? 

Como foi a sua convivência cotidiana com Severo? 

A gente os acolheu em casa por três meses, mas a situação se tornou insuportável. Os filhos dele ainda eram muito pequenos e demandavam um cuidado especial, e, além disso, eu e Aïda tínhamos que dar atenção às nossas filhas. Enquanto isso, eles foram ficando, sem perspectiva alguma de sair. Além do mais, a maneira preconceituosa, desamorosa e pouco cristã com que ele tratava de muitos assuntos nos incomodava e constrangia o tempo todo. Alegando perseguição, ele e a esposa tapavam todas as janelas com lençóis. Eles não queriam que, ou algum vizinho nosso descobrisse que eles eram seus “vizinhos”, ou então queriam esconder o que ele, Severo, ia fazendo na internet. Realmente não sei, mas juntando estas coisas com as nossas limitações financeiras, a falta de um prazo para sair da nossa casa e a nossa necessidade de deixar a casa por seis semanas para participar de um projeto missionário, decidimos pedir que eles arrumassem outra moradia com bastante antecedência. 

Durante esse período, Severo sofreu alguma perseguição? 

Aqui no Rio, nenhuma. Atribuímos isso ao fato deles estarem em outro estado sem ninguém da sua cidade saber exatamente onde estavam. 

Como se deu a saída dele da moradia do senhor? 

A psicóloga evangélica Rozângela Justino, que foi censurada pelos Conselhos Regional e Federal de Psicologia por ajudar homossexuais a sair do estilo de vida homossexual, conhecia o Julio pelo fato de os dois terem participado de algum congresso anterior. Sabendo disso, e sabendo que ela concordava com muitas colocações de Severo, pedimos a ajuda dela para achar outro lugar para essa família, pois a situação estava ficando insuportável, já que eles não procuravam outro local para se estabelecer e nós não queríamos deixá-los em nossa casa durante nossa viagem missionária. Rozângela se encontrou uma vez com eles na minha casa. Depois, eu sei que ela se encontrou com eles mais uma vez, levando consigo uma médica amiga, que tentou esclarecer que as vacinas não ofereciam perigo para a saúde das crianças. 

Ela conseguiu um novo lar para eles? 

Sim, ela conseguiu para eles uma casa num sítio no bairro de Marambaia, em Itaboraí. O sitio era de propriedade do falecido pastor Geremias Fontes, ex-governador do Estado do Rio, mas à época ainda vivo e liderando a Igreja Batista do Calvário, aqui no bairro do Fonseca, em Niterói. Nesse sítio, inclusive, funciona um espaço para a recuperação de dependentes químicos, a Comunidade S8. Na véspera da saída de nossa casa, Severo estava todo sorridente, pois, segundo dizia, Olavo de Carvalho estava conseguindo tudo o que ele queria. Diante disso, fiz questão de entrar em contato com o Consulado dos EUA aqui no Rio, alertando-os para que ficassem atentos na hora de conceder vistos a ele e à família. Não sei que medidas os funcionários de lá tomaram. 

E o senhor manteve contato com Severo depois disso? 

Perdemos contato com eles depois. Soube apenas que Severo caiu nas graças do Pastor Geremias e da família dele, e ficou hospedado no tal sítio em São Gonçalo por algum tempo, mas eles, alegadamente, conseguiram fugir do Brasil para outro país. Contudo, conhecendo a cabeça do Julio depois de tudo isso, acredito que ele, muito provavelmente, mentiu sobre essa saída para enganar e despistar os ativistas gays, que queriam (e ainda querem) confrontá-lo por suas declarações, e que talvez ele continue escondido aqui no Brasil, mesmo. 

Que conclusões o senhor tira desse episódio? 

O mais irônico é que eu concordo, basicamente, com as posições do Julio, principalmente quanto à tentativa de imposição de uma “agenda” homossexual ao restante da sociedade, e acho que é nosso dever, enquanto cristãos, barrar essa pretensão. No entanto, Deus quer alcançar os homossexuais, quer que eles sejam libertos do pecado e resgatados para a salvação. Diria a mesma coisa em relação aos comunistas. Devido aos preconceitos do Severo, eu cheguei à conclusão de que as postagens de autoria própria são suspeitas por omitir alguns fatos para “vender seu peixe”. Aqueles que ele traduz de algumas fontes conservadoras e/ou evangélicas norte-americanas, porém, seriam dignas de confiança, pois eu nunca tive razão para duvidar dessas fontes, estando familiarizado com elas há muito tempo. Severo, porém, não tem mais credibilidade como “jornalista”, a meu ver. Além de não ter formação nessa área, seus preconceitos geram bastante dúvida da minha parte a respeito da sua “objetividade”. E, devido à vontade dele de utilizar a mentira para, em alguns casos, conseguir o que ele acha necessário (exemplo: fuga para os EUA), eu questiono sua conversão. Normalmente o cristão de verdade, quando escolhe pecar, recua e se arrepende quando confrontado com seu pecado. No entanto, eu percebi uma resistência contra a minha repreensão, sem falar de uma determinação de continuar com o “Plano A”: mentir! Foi uma experiência desagradável ter Julio Severo em casa, mas eu não jogo a culpa na família inteira. Para mim, a esposa e os dois filhos eram mais “vítimas” nesta história toda do que cúmplices. Meu conselho para os leitores do blog de Julio Severo é não engolir tudo que ele escreve. Fora de uma intervenção divina, é possível que ele vá ser um daqueles falsos crentes que ouvirão da boca de Jesus: “nunca vos conheci”.

 

Genizah Comenta

Finalmente, o espesso véu de silêncio que pairava sobre o pretenso “professor de Deus” vai se dissipando. Genizah tem sido alvo das fatwas do aiatolá Severo desde cometeu a suprema ousadia de censurá-lo por suas, repetimos, ridículas declarações sobre o terremoto no Haiti em 2010, nas quais, a pretexto de censurar o povo sofrido daquele país pelas práticas perniciosas do vodu, despejou todo o seu arsenal de ódio pagão, indo do racismo à teologia da maldição hereditária. Não surpreende, pois a mesma mente adoecida já havia mostrado seu lado antissemita ao criticar os desvios de Marx e de Freud pelo simples fato de eles serem judeus. Desde então, basta que nós soltemos um flato por aqui para que ele exercite sua verve demoníaca, dando o toque de rebate às hostes dos esgotos gospel para o ataque. Como se isso nos incomodasse! Principalmente após a sessão de pancadaria promovida no artigo “Robinson Cavalcanti, o pecado veio cobrar a sua conta”, onde Severo irrompeu em desaforos contra vários (então) apoiadores seus, que haviam saído em desagravo ao pastor Renato Vargens, por ele achincalhado. Desde então, rareiam, e muito, os blogueiros conservadores dotados de estômago de avestruz para associar seus nomes aos do autointitulado “Profeta da Internet”. 

A coerência bíblica do entrevistado avulta ainda mais quando se percebe que o mesmo comunga da linha de pensamento de Severo, com uma exceção, que faz toda a diferença: abomina o pragmatismo diabólico de seu ex-hóspede, lembrando que a vivência cristã deve ser integral, e que os fins não justificam meios pecaminosos. Afinal de contas, Satanás não deixou de ser o pai da mentira!

Esquizofrênico paranoide a serviço da direita e do obscurantismo religioso

O severo perfil que emerge da entrevista é o de uma personalidade patológica, verdadeiro quadro de esquizofrenia paranoide, que chega ao cúmulo de negligenciar a saúde dos próprios filhos em nome de uma ideologia obtusa, incidindo em algumas figuras tipificadas pelo Código Penal. Dizemos ideologia, e não teologia, porque fica demonstrado, também, que nenhuma das motivações que o impulsiona nessa luta contra tudo e todos, até mesmo contra aqueles que, algum dia, estenderam-lhe a mão, tem a ver com as Escrituras Sagradas, mas sim com a defesa do ideário de uma facção política minoritária, violenta, autoritária, elitista e antidemocrática, que defende todo tipo de perversão social e se esconde debaixo da capa da defesa da vida e da família. E caminham assim, enganando e sendo enganados, a pensar que ninguém vai perceber a antinomia entre sua teoria e prática. Sim, pois como é possível compreender que tais pessoas se lancem à defesa de causas nobres, ao mesmo tempo em que colaboram contra essas mesmas causas, fechando os olhos para a miséria e a desigualdade, que desestruturam famílias inteiras, atentando contra a dignidade humana, e que ainda grassam em nosso país e no mundo? 

“Mas defender igualdade e distribuição de renda é comunismo”, dirão eles, repetindo o velho chavão mofado da Guerra Fria. Por esse critério, um homem piedoso como William Booth, fundador do Exército da Salvação, seria um baderneiro marxista, pronto a comandar uma revolução sangrenta e instaurar uma ditadura do proletariado. Fala sério! A única plataforma política “subversiva” de Booth era fazer da sopa e do sabão, que distribuía, nas periferias de Londres, aos excluídos da festança da Revolução Industrial, a ponta de lança para alcançar aqueles corações para Cristo. O exemplo de Booth é apenas um entre tantos de líderes cristãos que não se restringiram aos púlpitos, mas que puseram a mão na massa para salgar e iluminar o mundo jacente no Maligno. Isso é seguir Marx ou Jesus?

Ameaça ao Estado Democrático de Direito

Na verdade, os argumentos matreiros usados por Severo e sua trupe mambembe coincidem com aqueles utilizados atualmente por lideranças evangélicas com assento no Congresso Nacional, consistente na tomada de assalto do aparato estatal para a imposição dos valores do Reino (do Reino?) à população não-evangélica como um todo. Exatamente o que eles acusam os “comunistas” de querer fazer. Esse garrancho da herética Teologia do Domínio, que também pode ser comparado à postura muçulmana de estímulo à conversão forçada, de preferência inspirada pelas ameaças de morte em caso de não-conversão, representa um risco concreto ao Estado Democrático de Direito, na medida em que tende a uma dominação policialesca e violenta da coletividade por meio da religião. E é também um perigo real para a Igreja, por dois motivos: a) a sociedade rejeita essa forma de condução dos assuntos sagrados, como mostram os recentes protestos Brasil afora, e pode desencadear uma perseguição sem precedentes contra todas as denominações; b) agregando-se às estruturas de poder, a Igreja perderá sua isenção profética em face do Estado, e não terá mais envergadura moral para censurar o Poder Público por seus desvios, tendendo a se confundir com ele. Não foi isso o que aconteceu com a Igreja Católica? Para escaparmos de fim parecido, urge jogarmos na lata do lixo esse pensamento dominionista e exercermos o papel que nos incumbe, à luz da Palavra, a saber, o de consciência crítica da Nação, apontando erros e propondo soluções, ao invés de impô-las.

A verdadeira ideologia política do Genizah – a Democracia

Diante de tudo isso, é importante frisar que, ao contrário do que propalam nossos ofensores, Genizah não tem ideologia predefinida. Prova disso é a convivência de pessoas de vários matizes ideológicos e teológicos em nossas fileiras. Na verdade, nos propomos a ser um espaço democrático e plural, verdadeira caixa de ressonância das mais díspares e diversas opiniões que existem no meio cristão, à esquerda, à direita e ao centro, exaltando as melhores práticas da Igreja Primitiva, que incluíam decisões tomadas através do voto livre e desembaraçado de seus membros e líderes, e que normalmente eram adotadas por consenso, em virtude da presença soberana do Espírito Santo naqueles corações. 

A propósito, Deus se encarregou de mostrar, através da História da qual Ele é Senhor, que o melhor regime político para a pregação do seu Evangelho é o Estado Democrático de Direito e laico, o qual, apesar dos seus defeitos, guarda um punhado de virtudes que devemos levar em consideração: 1ª) ao não adotar uma religião oficial, evita que sejamos vistos como perseguidores, ao mesmo tempo em que facilita nossa proteção contra perseguições; 2ª) permite uma participação política plena, oferecendo prevenção contra o “voto de cajado” imposto pelas lideranças clientelistas; 3ª) possibilita uma ação política verdadeiramente cristã, calcada no testemunho e no exemplo, que, ao invés de por a sociedade debaixo do chicote do exator, mostra a essa mesma sociedade o Caminho a ser seguido, através de propostas que refletem a essência do pensamento de Jesus e da Nova Aliança que Ele instituiu. Afinal, a Antiga Aliança foi abolida, e a teocracia também o foi, junto com ela. 

Estas são as nossas posições. A nossa causa política está acima de qualquer ideologia em particular: é a causa da democracia e da liberdade em Cristo Jesus, contra a implantação de um Irã evangélico e a favor de uma consciência cidadã para o povo de Deus, contra o pecado individual ou institucionalizado, mas a favor da demonstração diária da Sã Doutrina através de um testemunho inteiramente fiel. E o serviço ao próximo!

A falsa fuga de Julio Severo do Brasil

Após o fechamento desta entrevista, recebemos a informação de que um pastor ligado ao movimento apostólico travou contato com Julio Severo durante um evento, novamente na cidade de Niterói, no ano de 2010. Ou seja, um ano depois de sua pretensa “fuga do Brasil”. O mesmo ministro relatou à Redação que teve uma áspera discussão com Severo, e que este, à época, estava abrigado na casa de outro ativista “pró-família” daquele município fluminense.

Inicialmente, Severo tentou se refugiar nos Estados Unidos alegando sofrer perseguição por não vacinar suas crianças, depois por ser perseguido pelo estado por defender home schooling e, contrariando a lei brasileira, não matricular os seus filhos na escola. Mais recentemente, informou que teve de se exilar diante das ameaças sofridas por ativistas gays.  Quando termina a doença mental e começa o golpe? 

Durante os últimos sete anos, este senhor mentiu para a igreja, a fim de amealhar doações para a sua causa obscura, refastelando-se com os recursos  de pessoas bem-intencionadas. Sempre a pretexto de suposta defesa de uma causa urgente originada em uma mente esquizofrênica paranoica insuflando uma falsa perseguição e um exílio “falso”.

A investigação seguirá

Genizah é bombardeado semanalmente por Julio Severo desde 2010. Jamais respondemos, refutamos ou até mesmo acusamos qualquer destes ataques aqui neste site. Não era nosso desejo emprestar visibilidade a este senhor. A nossa paciência se esgotou. 

Isto significa que, cumprindo com nosso dever de informar, e levando em consideração a máxima de Louis Brandeis (1856-1941), Juiz da Suprema Corte Americana, para quem “o sol é o melhor desinfetante que existe”, teremos mais matérias sobre Severo e seus métodos, a fim de que nossos leitores possam formar um juízo mais abalizado sobre a vida desse pretenso “profeta virtual”.

A meta é arrancar a máscara de Severo. Revelar o seu nome verdadeiro e o covil onde este lobo se refugia.  E, principalmente, denunciar as organizações de ultra-direita que financiam a sua guerra de ódio em nome da religião.

Severo esteve escondido de suas alucinações nas cercanias de Niterói por mais de seis anos, enquanto dizia a seus doadores e leitores estar exilado no exterior. Estaria agora Severo, de fato, fora do país, depois de anos mentindo sobre a sua falsa fuga? Como e com quem vive, de fato, o INRI cristo da internet?

E agora, já mais crescidos, continuariam os filhos de Severo condenados pelo obscurantismo dos pais a viver uma vida escondida, sem direito a ir a escola ou ter acesso a informação? Impedidos de conviver com outras crianças, brincar, fazer amizades ou ter brinquedos? E, pior, impedidos de contar com as possibilidades da medicina moderna? 

Aguardem.

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FONTE: Genizah Virtual

08/08/2013 Publicado por | CRISTIANISMO EM CRISE, FANATISMO RELIGIOSO, PERSONALIDADES | , , | Deixe um comentário

CPI da espionagem deve convocar FHC para explicar entrega dos satélites da Embratel para os EUA

Só tucano que se finge de ingênuo pode se dizer surpreendido com a arapongagem dos EUA sobre telefonia e dados de brasileiros.Não faltaram advertências de analistas para avisar com todas as letras que a entrega da Embratel para uma empresa dos EUA como foi o caso da MCI World Comm na privataria tucana de 1998 era estender o tapete vermelho para o governo dos USA grampear as redes e satélites brasileiros.O dinheiro dos paraísos fiscais descritos no livro “A Privataria Tucana” falou mais alto, e o tucanato de FHC vendeu a Embratel de porteira fechada, com satélites, redes de fibra ótica e tudo. Nos primeiros anos pós privatização a Embratel era hegemônica nas redes nacionais e internacionais de longa distância.Nas ligações locais de Brasília o controle estava nas mãos da Brasil Telecom, empresa controlada pelo Citibank através do banco Opportunity. Tudo dominado.As empresas tiveram por um bom tempo o controle sobre todas as ligação nacionais e internacionais, sobre o tráfego de dados na internet. Pode perfeitamente ter gravado clandestinamente ligações com fins de espionagem diplomática, militar, comercial, industrial, de chantagem, etc, e repassado ao governo estadunidense informações sensíveis. E não havia nada que impedisse isso, pois não adianta nada estar proibido na lei, se ações de espionagem são por natureza clandestinas e secretas, e se não há controle nacional sobre as atividades.Mesmo depois que o controle acionário foi transferido pela Telmex, o controle estadunidense sobre as informações continuou presente, através de serviços de empresas dos EUA para a operadora mexicana, e de equipamentos, softwares e controle de satélites.Pode-se afirmar, sem exagero, que o governo FHC fez um verdadeiro planejamento estratégico meticulosamente preparado para o governo estadunidense bisbilhotar a tudo e a todos.Agora que o senado decidiu abrir uma CPI para investigar a espionagem, o vendilhão da pátria número 1, FHC, tem que ser convocado, se preciso por condução coerciva pela Polícia Federal, para explicar o inexplicável.

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FONTE: Os Amigos do Presidente Lula

11/07/2013 Publicado por | CONSPIRAÇÃO, POLÍTICA | , , , , | 1 Comentário

CRÍTICA SOBRE O QUE OS EVANGÉLICOS PENSAM, ASPIRAM E DEFENDEM

O REINO MESSIÂNICO NA TERRA SERÁ DITATORIAL

Aos evangélicos e cristãos que são contra o Comunismo ou Socialismo, mas são ávidos defensores da Democracia, tenho a dizer que a Bíblia prega o contrário do que vocês defendem.

Vocês, evangélicos, defendem muito a Democracia, e são contra o Comunismo, mas não sabem discernir o que a Bíblia fala a respeito do reino do Messias aqui na Terra.

Então, por que vocês não são contra o Reino Milenar do Messias, que será uma ditadura durante mil anos?

As seguintes referências bíblicas mostram que o reino do Messias será uma baita ditadura durante mil anos: Apocalipse 2:26-27; 12:5; 19:15.

“Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai” (Apoc. 2:26-27).

“Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso” (Apoc. 19:15).

A expressão “Reger as nações com vara de ferro”, significa que o governo será ditatorial, sem democracia, com exigência de total submissão dos povos ao ditames do Rei de Israel, o Messias. Quem não acatar, e for se rebelar, será sumariamente destruído.

Em Zacarias cap. 14 está escancarado que o reino do Messias será ditatorial, pois não aceitará nenhum descontentamento, nenhuma revolta.

“Esta será a praga com que o Senhor ferirá todos os povos que guerrearam contra Jerusalém: apodrecer-se-á a sua carne, estando eles de pé, e se lhes apodrecerão os olhos nas suas órbitas, e a língua se lhes apodrecerá na boca” (Zac. 14:12).

Essa profecia é tão terrível, porque revela até possível uso de armas químicas, como a bomba atômica, para destruir os inimigos de Israel. A parte do texto que diz “apodrecer-se-á a sua carne, estando eles de pé”, está sugerindo destruição por armas químicas. Será que o Messias será tão complacente com os revoltosos, a ponto de destrui-los sumariamente com armas químicas???

Imagina quantos inocentes morrerão com mortes terríveis, pois não serão as criancinhas que se revoltarão contra os ditames do reino do Messias, mas seus pais. E quase ninguém será poupado.

O conceito ou senso de justiça que os evangélicos tem hoje, não é o mesmo senso de justiça que será adotado pelo Rei Messias. Então, não adianta tomar a Bíblia como modelo de justiça.

“Então todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o Senhor dos exércitos, e para celebrarem a festa dos tabernáculos. E se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o Senhor dos exércitos, não cairá sobre ela a chuva. E, se a família do Egito não subir, nem vier, não virá sobre ela a chuva; virá a praga com que o Senhor ferirá as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos. Esse será o castigo do Egito, e o castigo de todas as nações que não subirem a celebrar a festa dos tabernáculos” (Zac. 14:16-19).

No reino do Messias não haverá democracia e o sol e a chuva não será para todos, como é hoje. E os revoltosos padecerão com terríveis pragas.

Esses revoltosos que restarem serão obrigados a adorar o Rei Messias. E isso acontecerá durante mil anos. Muitas ditaduras na Terra não chegam a durar 100 anos.

Esta será a bela Democracia do reino do Messias durante mil anos? Será que os crentes pensam que poderão fazer no reino do Messias o mesmo que eles fazem hoje na democracia aqui na Terra???

Possivelmente, no reino milenar do Rei Messias de Israel e dos cristãos haverá mais mortes do que em todos os reinos comunistas que já houveram aqui na Terra, como Rússia, China, Coréia do Norte e Irã. O reino do Messias abrangerá toda a Terra, todos os países do mundo, durante 1.000 anos. E o texto fala que TODOS OS QUE RESTAREM DE TODAS AS NAÇÕES DA TERRA serão obrigados a adorar o Rei Messias. Significa que os demais serão dizimados.

Se no reino milenar do Messias já será assim, sem Democracia, com completa submissão de todos os povos ao Rei Messias e os judeus, imagina como não será no Céu?!

Quero saber onde os sabichões vão achar argumento para justificar que o reino milenar do Messias não será ditatorial.

O reino do Messias pode até ser próspero, sem males e doenças, mas que será um reino ditatorial, isso não tem dúvida. O Messias será justo, e no seu reino não haverá corrupção. Porém, não será nada complacente com a liberdade das pessoas, e subjugará a todos, indistintamente.

Por essas e outras revelações da Bíblia, sou a favor do Comunismo ou Socialismo.

Democracia é coisa do Diabo, que surgiu de uma das sete cabeças da Besta, ou do Dragão, Lúcifer, que foi o reino da Grécia, e que a Segunda Besta, os EUA juntamente com o chifre menor, a Grã-Bretanha, espalha por todos os países do mundo.

Engana-se quem pensa que é o Governo da Besta (ou do tal Anti-Cristo) que será ditatorial em toda a Terra. Embora no capítulo 13 de Apocalipse indique que o Governo da Besta será ditatorial, mas na verdade, está claro que será a Democracia, o capitalismo e o humanismo que levará a grande maioria dos povos da Terra a abandonar a crença em Deus e seguir o seu próprio caminho. É algo tão sutil isso que está acontecendo, que as pessoas nem desconfiam. A Marca da Besta é o dinheiro, e todos estão sendo dependentes do sistema bancário em todo o mundo, e dependentes da internet. No reino da Besta (Anti-cristo) serão mortos os religiosos, e as religiões serão suprimidas até serem extintas. A adoração se constituirá na exaltação ao humanismo e a democracia, que é a forma de Governo Humano ou Governo da Besta. Só que o Dragão deu o seu poder a Besta. Portanto, humanismo, democracia e adoração ao Dragão, são a mesma coisa. Tudo é voltado para o capeta. A Serpente fez acordo com os líderes humanos. E eles morrerão abraçados, juntamente com todos os que os seguirem.

Atualmente as pessoas [até mesmo os crentes] que estão melhorando de vida, e que estão adquirindo mais conhecimento, vão aos poucos abandonando a crença em Deus, achando a Bíblia um livro ultrapassado, sem valor. Estão dando mais valor ao humanismo, e relegando os preceitos bíblicos a segundo plano. Na Europa e nos EUA, as pessoas de padrão de vida mais elevado e que tem mais estudos, geralmente se tornam ateus, pois acham que não precisam mais de Deus para suprir suas necessidades e resolver os seus problemas.

O Governo Messiânico, sim, é que será ditatorial. E serão mortos não somente aqueles que forem lutar contra o governo do Messias, mas também até aqueles que se recusarem a visitar o Rei pelo menos uma vez por ano e depositar riquezas aos pés dos judeus. Se se recusarem a obedecer a ordem do Rei, serão atingidos por terríveis pragas, além de não receberem chuva para as suas plantações. Serão cobrados altos impostos de todos os países da Terra durante o reino milenar. E o Messias não estará nem aí pra esse negócio de humanismo, direitos humanos e democracia. No reino do Messias serão mortos todos aqueles que se recusarem a adorar o Deus do Céu e seu Messias.

E agora, o que os evangélicos tem a dizer sobre o seu Messias?

Será que o Messias que eles esperam não é este mesmo prometido na Bíblia?

O Messias dos evangélicos e cristãos de hoje é complacente com a teologia da prosperidade, tolera as diferenças e gostos das pessoas, aceita a democracia, acata os direitos humanos e preza o humanismo; é a favor da causa dos homossexuais e das prostitutas; não tolera o comunismo e regimes ditatoriais. É nisso que vocês acreditam???

Admira-me muito desses pastores de araque defender a democracia e os direitos humanos, mas não dizer nada contra o reino messiânico ditatorial que se instalará aqui na Terra durante mil anos.

Os crentes gostam de ler aquelas passagem do Apocalipse onde Jesus promete aos salvos vencedores julgar (governar) as nações ao seu lado durante o reino milenar.

Bando de hipócritas!!!!

Hoje esses crentes hipócritas, que acham que serão salvos e que vão reinar com Cristo, defendem a democracia, falam mal dos comunistas que não respeitam os direitos humanos. Mas quando estiverem no reino, governando as nações ao lado de Cristo com vara de ferro, aí eles não estarão nem aí para democracia e direitos humanos. Hipócritas!

No texto bíblico está claro que no reino milenar do Messias haverá milhões de mortos por se recusarem a acatar os ditames vindo de Israel. Os árabes, os muçulmanos, os chineses, os ateus, os homossexuais, e todos os que se revoltarem contra Israel e seu Messias serão dizimados, sem nenhuma complacência. E advinha quem estará sendo conivente com tudo isso??? Os vencedores, os crentes que serão salvos e se assentarão ao lado do Messias para massacrar as nações.

E o crente não pode se esquivar agora, dizendo que no reino do Messias será outra realidade, e que os humanos de lá não terão valor como os de hoje tem.  Ou que os governantes do reino milenar serão insensíveis, e não terão sentimento nem respeito pelas pessoas que não quiserem adorar o Messias e acatar as suas ordens. Só posso garantir que a morte de um ser humano de forma cruel durante o reino milenar do Messias, por não acatar as ordens, terá o mesmo efeito de uma morte cruel realizada em nossos dias.

Tão quanto os regimes comunistas, a Igreja, em nome de Deus e da religião, dizimou milhares de seres humanos sem complacência, na fogueira, na forca, na guilhotina. Será que no reino milenar os salvos que estarão governando o mundo ao lado de Cristo vão aceitar o massacre das nações? Será que terão os mesmos sentimentos de repulsa e pavor pela violação dos direitos humanos, ou vão ficar insensíveis ao direito de liberdade das pessoas?

Se acham que ficarão inertes, apenas acatando a ordem do Messias, então esses crentes [QUE ACHAM QUE SERÃO SALVOS] que hoje defendem a democracia, a liberdade, os direitos humanos, e são contra os regimes ditatoriais, NÃO PASSAM DE UM BANDO DE HIPÓCRITAS! Pois tudo o que eles são contra, hoje, no reino do Messias eles praticarão, ou no mínimo, serão coniventes.

Ou então, deixe de hipocrisia, e admita que o reino do Messias será ditatorial. E pare de falar mal do comunismo e dos partidos de esquerda.

Update (Acréscimo)

Se você pesquisar na internet artigos e comentários sobre o Reino Milenar do Messias (ou Reino Milenial), verá que só falam do lado bom do reino, do período de paz e prosperidade na Terra. E não falam nada a respeito do outro lado do governo de Cristo, que será ditatorial, que não haverá democracia, e que regiões de vários países serão devastadas com a seca e as pragas. Durante o Reino Milenar não será toda a Terra um paraíso; apenas a região de Israel e adjacência será como um paraíso, e ao redor da cidade de Jerusalém será construída uma grande muralha, para que os cães não possam entrar. “Cães” refere-se aos cananeus, muçulmanos e demais gentios. As autoridades de todos os países da Terra terão que prestar culto obrigatório ao Deus de Israel e ao Messias pelo menos uma vez por ano, e depositar tributos aos pés dos judeus. E quem se recusar, sofrerá severas punições, incluindo-se até privação da própria subsistência dos habitantes desses países. Na cidade não entrará nada que contamine, e nas 12 portas haverá guarnições dia e noite. Quem estiver fora da cidade e também os moradores dos demais países poderão padecer privações, fome, sede e morte.

“Toda a terra [DE ISRAEL] em redor se tornará em planície, desde Geba até Rimom, ao sul de Jerusalém; ela será exaltada, e habitará no seu lugar, desde a porta de Benjamim até o lugar da primeira porta, até a porta da esquina, e desde a torre de Hananel até os lagares do rei. E habitarão nela, e não haverá mais maldição; mas Jerusalém habitará em segurança” (Zacarias 14:10-11).

A expressão “toda a terra”, está se referindo apenas à região de Israel e adjacências, e não a todo o planeta Terra.

Repito: no Reino Milenar, só se tornará um paraíso a região de Israel. E a cidade de Jerusalém será murada e fortificada.

“As suas portas [DA JERUSALÉM TERRESTRE] não se fecharão de dia, e noite ali não haverá; e a ela trarão a glória e a honra das nações [TRIBUTOS]. E não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Apoc. 21:25-27).

“Ficarão de fora [da cidade de Jerusalém fortificada] os cães [ou cananeus, gentios, muçulmanos], os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira” (Apoc. 22:15).

Estes trechos de Apocalipse referem-se ao período do Reino Milenar.

Para que se entenda melhor que parte da Terra se tornará um paraíso, é preciso ler cuidadosamente os capítulos 40 a 48 de Ezequiel, e também, os capítulos 60 a 66 de Isaías. Veja trechos de Ezequiel, que foram repetidos no Apocalipse:

“E junto do rio, à sua margem, de uma e de outra banda, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer. Não murchará a sua folha, nem faltará o seu fruto. Nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário [ou do Trono de Deus e do Cordeiro]. O seu fruto servirá de alimento e a sua folha de remédio” (Ezequiel 47:12).

Agora, confira com Apocalipse 22:1-2:

“E mostrou-me o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações”.

Agora, compare Isaías com Apocalipse:

“Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão. Mas alegrai-vos e regozijai-vos perpetuamente no que eu crio; porque crio para Jerusalém motivo de exultação e para o seu povo motivo de gozo. E exultarei em Jerusalém, e folgarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro nem voz de clamor” (Isaías 65:17-19).

“E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe” (Apocalipse 21:1).

Se analisarmos direito, essa expressão “novo céu e nova terra”, não se refere a todo o planeta Terra, mas apenas à região de Israel, ou as adjacências da cidade de Jerusalém. Veja que o texto diz que o novo céu e a nova serão motivos de regozijo apenas para os habitantes de Jerusalém, e não para os demais habitantes do planeta Terra. Tanto é que, nos capítulos 65 e 66 de Isaías fala a respeito da rejeição final dos rebeldes.

Ora, se durante o Reino Milenar, toda a Terra fosse um paraíso, de fartura, paz e prosperidade, é claro que não haveria rebeldes.

Quase todos os teólogos admitem que as profecias do cap. 21 e 22 de Apocalipse referem-se ao tempo pós-milenial, quando Deus destruir tudo aqui na Terra e depois recriar novos céus e nova Terra totalmente diferentes. A coisa é tão absurda que eles chegam a imaginar que os novos céus e a nova Terra não serão formados de coisas físicas, mas de elementos espirituais. E que a cidade dourada, a Nova Jerusalém, descerá dos céus e ficará pairando entre a terra e o céu, iluminando 24 horas por dia todo o paraíso criado para os santos. Chegam a imaginar, também, que não existirá mais o Sol físico e a Lua, pois, “a cidade não necessita nem do sol, nem da lua, para que nela resplandeçam, porém a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada”. Só que a imaginação de que tudo isso será algo real, literal, é pura fantasia. Por que eu sei disso?

Primeiro, porque se a Cidade Nova Jerusalém descer dos céus somente após o reino milenar, e se ela for literal, mas espiritual, para que ela precisará ter uma grande muralha de proteção, e ainda ficarem um querubim em cada porta para não deixar entrar nada que contamine, se todas as coisas estarão restauradas, e os ímpios e o mal já não existirão mais???

Segundo, porque se todas as coisas forem restauradas, e o mal, o pecado e a morte e todos os ímpios forem exterminados, por que na profecia diz que haverá nações habitando a Terra e que elas darão glória e tributos à Cidade de Jerusalém??? E por que também se diz que as folhas da árvore da vida servirão de cura ou de remédio para as nações, já que as doenças e a morte já não existirão mais???

Portanto, as narrativas dos cap. 21 e 22 de Apocalipse foram escritas numa linguagem tão enigmática e poética, a tal ponto de levar milhões de cristãos a imaginarem coisas fantasiosas. Basta ler os cap. 40 a 48 de Ezequiel, e os cap. 60 a 66 de Isaías para se ter a verdadeira noção de como serão as coisas futuras aqui na Terra. Lembrando, os cap. 21 e 22 de Apocalipse são um resumo enigmático e poético das profecias de Isaías e Ezequiel.

Concluindo, volto a reiterar que, a noiva do Cordeiro são os 144 mil israelitas selados, salvos e arrebatados antes da grande tribulação. Na verdade, a cidade de Nova Jerusalém que desce do céu, referida em Apocalipse 21, não é uma cidade literal. A Nova Jerusalém que desce do Céu quer dizer a comitiva dos 144 mil, também denominados de a Noiva do Cordeiro. As dimensões da cidade (12×12=144), 12 portas, 12 fundamentos, fazem referência aos 144 mil israelitas santos e aperfeiçoados, que governarão o mundo ao lado do Messias. Creio que outros salvos, dos gentios, que vencerem, também terão o privilégio de estar ao lado do Messias para governar as nações com vara de ferro. Eles governarão o mundo com Cristo a partir da Jerusalém terrestre, que será fortificada e murada.

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AINDA PRETENDO FAZER UM ESTUDO COMPLETO SOBRE COMO SERÁ AS RELAÇÕES POLÍTICAS DO REINO DO MESSIAS COM AS NAÇÕES DA TERRA, DURANTE MIL ANOS.
Falou e disse Miquels7

24/06/2013 Publicado por | ESCATOLOGIA BÍBLICA, ESTUDOS BÍBLICOS, ISRAEL E AS PROFECIAS | , , , | 1 Comentário

PROTESTAR PRA QUÊ, SE O POVÃO NÃO É ORIENTADO SOBRE O QUE PROTESTAR?!

A “primavera brasileira” está mais para baderna do que para reivindicação de direitos do povo e cumprimento dos deveres do poder público.

Queimar a bandeira do próprio país é a maior babaquice que existe por parte de certas pessoas que se intitulam cidadãos. Deviam arrumar as malas e deixar o país já.

Depredar o patrimônio público, pichar, saquear, atear fogo nos veículos da imprensa não é atitude de cidadão ou de gente que quer ver o bem do país.

SE ESSES BADERNEIROS PENSAM QUE DEPREDAR LOJAS OU SAQUEAR SUPERMERCADOS ESTÁ DANDO PREJUÍZO PARA OS EMPRESÁRIOS, ESTÃO MUITO ENGANADOS. POIS, ELES ACIONARÃO OS ADVOGADOS, E O PREJUÍZO SERÁ COBRADO DO GOVERNO, QUE É RESPONSÁVEL INDIRETAMENTE PELOS SAQUEAMENTOS E VANDALISMO. OU SEJA, QUEM PAGA A CONTA DA DEPREDAÇÃO DO PATRIMÔNIO PARTICULAR É O PRÓPRIO POVO. O GOVERNO MUNICIPAL É OBRIGADO PELA LEI A RESSARCIR OS PREJUIZOS CAUSADOS PELOS VÂNDALOS.

Talvez as depredações e vandalismo nos protestos partam de “alguns” simpatizantes dos partidos PSTU e PSOL, que são contra Deus e o mundo. Ou até mesmo dos simpatizantes do Nazismo, os anti-comunistas.

A polícia não deveria brincar com esses vândalos protestando nas ruas. Já deviam estar todos identificados e detidos. Está cheio de gente desse tipo protestando no Twitter e no Facebook. Desconfio até que os responsáveis pelo twitter da Revista Veja tenham facilitado para que o grupo de “vandalos”, denominado “anonimous” escrevessem lá as suas intenções. Muitas coisas que o grupo dos anônimos protestam são válidas, mas para mim, eles não passam de vândalos da internet. Eles fazem as mesmas coisas que os outros vândalos estão fazendo nas ruas do país.

Enquanto na Europa e nos EUA os protestos são contra o capitalismo, o desemprego e contra as medidas de austeridade, aqui no Brasil tem uns formadores de opinião que pensam que tais protestos são contra o comunismo.

O próprio Fernando Henrique disse que nenhum partido ou candidato deve tirar proveito dessa situação. Mas vejo que os opositores ao governo estão tentando tirar proveito disso.

Ainda bem que essas manifestações aconteceram agora, antes do ano de eleição presidencial. Essas manifestações calam a boca dos oposicionistas que ficam prognosticando que seriam os petistas na oposição que fariam isso. E para não dar o braço a torcer, estão dizendo que é “golpe comunista”. Será que os comunistas seriam tão idiotas de criar twitter ou facebook para dizer que estão planejando um golpe. Ora, isso é coisa de vândalos da oposição nojenta, que querem imputar culpa ao PT, PSTU e PSOL.

Já teve até uns babacas gritando “fora Dilma”, como se com essas manifestações fosse possível fazer o impedimento de um presidente.

O povo nas ruas está todo confuso, sem orientação, não sabem nem para o que devem protestar realmente. Cada um leva o seu cartaz de protesto, protesto contra o patrão, contra a sogra, contra o vizinho, etc.

Os países emergentes que estão em melhores situações são os de tendência socialista.

Os mais democráticos que adotam o capitalismo estão em decadência. O Brasil já ultrapassou o Reino Unido, que era a 6ª potência.

Os protestos não são contra o comunismo; são contra o capitalismo e a corrupção, falta de investimento nos serviços essenciais para a população.

Meus colegas professores discutiram sobre estes protestos sobre aumento do preços das passagens dos transportes públicos. Mas falei a eles que os professores não poderiam estar exigindo que não haja aumento nos preços das passagens, pois nós, da categoria, recebemos agora em junho 10% de reajuste salarial acima da inflação, retroativo a março. Se querem que não haja reajuste das passagens, então, não devem aceitar os reajustes dos seus salários.

Assim, também, a maioria desses mesmos que não querem reajustes das passagens, adorariam ter reajustados os seus salários. Bando de hipócritas!

Tem várias coisas que a população deveria protestar, mas não sabe se organizar. São maria-vai-com-as-outras, e seguem a multidão tipo quando vão para a passeata do movimento homossexual. Vão lá só para fazer número.

Alguns exemplos de coisas que o povo deveria protestar de forma organizada:

1) Protesto para reduzir o aumento salarial dos parlamentares, deputados federais, que no final de 2010 aumentaram de 16 mil para 27 mil reais;
2) Protesto para reduzir, também, as verbas de gabinete e mordomias que esses mesmos políticos recebem;
3) Protesto contra violência e redução da maioridade penal para 16 anos;
4) Protesto para acelerar julgamento dos mensaleiros do PSDB de Minas Gerais;
5) Protesto contra a Rede Globo, revista Veja, jornal Folha, e o monopólio das comunicações no pais;
6) Protesto contra o investimento de dinheiro publico nas obras da Copa do Mundo;
7) Protesto contra os altos juros e taxas bancárias;
8) Protesto a favor do banimento do Funk e pobreza cultural do país;
9) Protesto organizado a favor de investimento maciço público e privado na educação, saúde, transportes, etc.

Tudo isso tinha que ser feito de forma organizada.

FICA AÍ A DICA PARA OS PRÓXIMOS PROTESTOS.

Hoje o povo está indo às ruas protestar, mas amanhã voltará tudo ao esquecimento.

O povo só deveria parar de protestar quando suas reivindicações fossem atendidas.

Os governantes não deviam brincar com manifestantes, pois no meio das pessoas bem intencionadas vão os vândalos e depredadores, saqueadores, pessoas que não amam o país e nem respeitam seus semelhantes.

Pau nesses vândalos!!!

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Falou e disse Miquels7

18/06/2013 Publicado por | MANIFESTAÇÃO POPULAR, MÍDIA MANIPULADORA, MENSAGENS DE ALERTA, MOBILIZAÇÃO, PROTESTOS | , | Deixe um comentário

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