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A estética de Deus na visão de um filósofo

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ACHEI MUITO INTERESSANTE ESTE TEXTO ONDE O AUTOR FAZ UMA ABORDAGEM A RESPEITO DA IMPRESSÃO QUE TEVE DA FOTO DA EX-COMBATENTE DILMA ROUSSEFF SENDO INTERROGADA PELOS MILITARES EM 1970.
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 O autor da foto fez o registro que tinha de fazer. Provavelmente, tirava dezenas dessas por dia. Uma garota que havia estado até então presa, estava ali, na cadeira, seríssima – fazendo força para parecer inteira após vinte e dois dias de tortura. No fundo da cena, não homens com roupas comuns, mas homens com o uniforme das nossas Forças Armadas.

Aqueles homens ali do fundo eram sustentados, na época, pelos pais de Dilma Roussef, a garota da foto, bem como pelos meus pais e avós. Sim, como brasileiros trabalhadores que pagavam certinho os impostos, os pais de Dilma e os meus e de muitos outros brasileiros, queriam que o Exército Brasileiro funcionasse e nos protegesse. Aquelas homens ali, imponentes com suas fardas e coturnos, eram o exemplo de coragem do Brasil. Por isso mesmo, de tanta coragem que tinham no rosto, resolveram na hora da foto se esconderem com as mãos. Dilma, olhando para a frente, mostra completo desconhecimento em relação  ao que fazem os borra-botas que estão ali ao lado dela.

Por que esconder a face? Por causa da possível vingança dos “truculentos guerrilheiros comunistas”? Dá bem para ver o “físico” da guerrilheira! E vingança de quem? Meia dúzia de garotos universitários, alguns completamente ingênuos, iriam vingar o que? Estavam caindo presos um a um, não tinham nenhuma medida das forças que estavam se propondo a enfrentar. No entanto, rostos sérios, focados, honestíssimos como o Dilma, deveriam chocar os militares. Cobriam o rosto não só pelo medo, mas também pela vergonha. E mais que isso: cobriam o rosto porque sabiam muito bem que tudo aquilo, apesar de parecer legal, não era legal, muito menos legítimo.

O mais fantástico dessa foto é que os militares que tamparam o rosto sabiam, também, que nenhuma foto seria publicada. Não só o país estava sob censura como também aquelas fotos, tiradas ali, não iriam sair do controle dos arquivos militares – tanto é que, por vias oficiais, ainda não vieram a público até hoje. Mas a covardia e a vergonha eram tamanhas que eles não podiam mostrar os olhos. Eles estavam ali, no ambiente de um tribunal militar, tudo arrumado formalmente para que a atividade se parece, ao menos para eles mesmos, como algo moralmente correto e legalmente justo. Mas, o circo estava com a lona rasgada e o picadeiro, se não aparecia para cidade, ao menos era visto por eles mesmos.

O contraste dos rostos cobertos pelas mãos se faz presente nas sobrancelhas da garota Dilma. Marcadas como até hoje são, essas sobrancelhas cuidavam de dois olhos felinos, aríetes negros de uma alma inquebrantável. Qualquer um que jamais tenha um pingo de conhecimento do Brasil, ao olhar essa foto, não consegue não ver esse contraste entre o rosto da moça, no pedestal da altivez, e o rosto fugidio dos militares, encolhidos na baba que deveria estar-lhes escapando da boca.

Quando um brasileiro entender que o Brasil pode fazer bom cinema porque não só tem boas histórias, mas heróis de verdade em narrativas verdadeiras, não haverá festival mundial de filmes que não ganharemos. Daí então começaremos e ensinar história para a nossa juventude, para o nosso Brasil, como já fizeram os americanos e outros povos em relação às suas nações.

Essa foto transcende a política. É uma imagem que está além das disputas do passado e das divergências partidárias do presente. É uma foto para que o jovem brasileiro, de qualquer orientação teórica e ideológica, ou mesmo sem nenhuma, possa pensar no que a estética lhe diz. E essa estética está dizendo tudo que nenhum conceito parece apreender: há ali mocinhos e bandidos, e seja quem for que olhe, ele saberá quem é quem. Estranho destino de uma foto, a de falar pelo maniqueísmo, sempre tão longe da verdade, o que há de mais verdadeiro entre nós. E o que há de mais verdadeiro entre nós é isso: houve um tempo que a juventude fez alguns adultos se sentirem exatamente o que eles eram: ratos de esgoto uniformizados.

2011 Paulo Ghiraldelli Jr, filóso, escritor e professor da UFRRJ
Fonte: Blog do Filósfo Paulo Ghiraldelli Jr

08/12/2011 Publicado por | PERSONALIDADES | , | Deixe um comentário

FREI BETO FALA DE SUA RELAÇÃO COM A DILMA ROUSSEFF

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MAIS UMA VERDADE SOBRE A DILMA ROUSSEFF REVELADA POR FREI BETO, QUE DESMENTE OS BOATOS QUE CIRCULAM NA INTERNET.

ESSES EVANGÉLICOS MALFAZEJOS QUE ANDAM REPASSANDO VIDEOS E E-MAILS CALUNIOSOS CONTRA A DILMA DEVIAM SE ARREPENDER E CONFESSAR SEUS PECADOS PUBLICAMENTE.
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FONTE: Blog do Miro (Altamiro Borges)
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Frei Betto: Dilma e a fé cristã

Reproduzo artigo de Frei Betto, publicado na coluna “Tendências/Debates” da Folha:

Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte. Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência. Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho. Nada tinha de “marxista ateia”.

Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.

Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória – diria, terrorista – acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos. Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.

Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo. Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica. Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.

É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam. Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto…

Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.

Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.

Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.

A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.

Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.

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11/10/2010 Publicado por | IGREJA E POLÍTICA, NOTÍCIAS CRISTÃS, REFLEXÃO | , , | 1 Comentário

O PAPELÃO DO JORNALZINHO (2)

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(PAPEL RIDÍCULO DE UM JORNALZINHO BARATO!)
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FONTE: TIJOLAÇO – Blog do Brizola Neto

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E não é que a Folha de S. Paulo se deu ao trabalho de mandar um enviado especial à Bulgária para quebrar os “sigilos” dos ancestrais Dilma Rousseff, procurando as memórias de um meio-irmão perdido desde 1929, quando o pai de Dilma, deixou aquele país!!!

Muito interessante a preocupação para um jornal que, em episódios mais recentes, nunca foi atrás de histórias sobre paternidades presidenciais não reconhecidas.

Ficamos sabendo, graças ao “esforço” de reportagem” da Folha, que Pedro (Pétar) Rousseff apesar de ser descrito como alguém que “se alinhou aos comunistas” e que estes tentavam desestabilizar o governo – monárquico e fascista – com “atos terroristas”.

Não sei como não acharam uma “ficha do Dops” búlgaro.

Aí, apesar disso, negam a versão de que o pai tenha saído do país por razões políticas. Estaria “falido”, segundo o sobrinho. Falido por que, de que atividade, em que circunstâncias? Não há.

E é irrelevante, como é irrelevante o passado na Europa de milhões de pessoas que migraram, na primeira metade do século, da Europa para o Brasil. Não interessa a ninguém, por exemplo, ir à Calábria investigar a vida do Sr. Francesco Serra, bisbilhotar a vida do pai de Serra e saber se seu filho, alguma vez, mandou dinheiro para um parente perdido na Itália.

Seria apenas mais uma “folhice” da Folha, se não fosse algo, além de irrelevante, montado de maneira cavilosa.

Os desentendimentos entre o meio-irmão, morto há mais de três anos, e o regime comunista búlgaro, são narrados como afirmações, não como relatos de terceiros.  Verdadeiros ou não, pouca importância, têm.  Mas o jornal se aventura nas relações e ajuda financeira do pai e da irmã, sem nenhum dado real para sustentar a história, só na base do “disseram”.

E, para completar, a primeira página diz que aquele país quer festejar – transcrevo literalmente – “a possível eleição de uma búlgara para presidir a sétima economia do mundo”.

Assim mesmo, entre aspas, citando alguma coisa sem autoria, que nem sequer está na matéria do sherlock enviado a Sófia com a triste missão.

Enfim, uma vergonha, uma coisa sórdida. Apesar disso, algo digno. Digno do papelzinho do jornalão paulista e do papelão do jornalizinho que se tornou.

A vizinha fofoqueira da Barão de Limeira já ficou famosa na rua. Ninguém mais se impressiona com o que ela diz, só com o fato de, a cada dia, exalar mais despeito e ódio do sucesso de Dilma e de Lula.

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06/09/2010 Publicado por | POLÍTICA | , | Deixe um comentário

   

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