SAI AÇÃO CONTRA TORTURADORES DE DILMA
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FOI OPORTUNA ESSA NOTÍCIA TER SIDO DIVULGADA DEPOIS DA ELEIÇÃO, POIS ASSIM NÃO CONFIGURA FAVORECIMENTO DE “A” OU “B”.
SÓ SEI DE UMA COISA: O ESTADO TEM O DEVER DE ZELAR PELA PROTEÇÃO DOS CIDADÃOS E ASSEGURA SEUS DIREITOS, SEJAM ELES DO BEM, CRIMINOSOS OU INSURGENTES.
NO CASO DA DITADURA, OS MILITARES TINHAM QUE ACATAR AS LEIS QUE GARANTIAM OS DIREITOS HUMANOS, MESMO PARA OS CRIMINOSOS. ERA DEVER ASSEGURAR OS DIREITOS E NÃO APLICAR JAMAIS A TORTURA, DE NENHUMA FORMA.
QUE HOUVE EXCESSO DOS DOIS LADOS, HOUVE SIM! MAS O ESTADO TINHA O DEVER DE PROTEGER A INTEGRIDADE FISICA DOS DESAFETOS E DOS INSURGENTES.
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FONTE: Estadão
Sai ação contra torturadores de Dilma
Ministério Público Federal denunciou à Justiça três militares que participaram da Operação Bandeirantes nos anos 70
05 de novembro de 2010 | 0h 00
Fausto Macedo, Moacir Assunção – O Estado de S.Paulo
O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou ação civil pública visando a declaração da responsabilidade civil de quatro militares reformados – três deles integrantes das Forças Armadas e um da Polícia Militar de São Paulo – sobre mortes ou desaparecimentos forçados de pelo menos seis pessoas, além de tortura contra outras 20, todas detidas pela Operação Bandeirante (Oban), nos anos 70, auge da repressão.
A Procuradoria da República cita como uma das vítimas a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), presa e torturada em 1970. Às páginas 30 e 31 da ação, o texto distribuído à Justiça Federal dedica capítulo a Dilma, ou Estella como ela se identificava na militância da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares).
São acusados na ação os militares reformados das Forças Armadas Homero Cesar Machado, Innocêncio Fabricio de Mattos Beltrão e Maurício Lopes Lima e o capitão reformado da PM de São Paulo, João Thomaz.
A procuradoria atribui “ao réu Maurício Lopes Lima” torturas em 16 dissidentes políticos, inclusive Dilma. Na ação é transcrito o relato dela registrado pela Arquidiocese de São Paulo no Projeto Brasil Nunca Mais, a partir do depoimento prestado à Auditoria Militar em 1970 no processo 366/70. Na época, Lima era capitão. “Pelos nomes conhece apenas a testemunha Maurício Lopes Lima, sendo que não pode considerar a testemunha como tal, visto que ele foi um dos torturadores da Oban; que, com referência às outras testemunhas nada tem a alegar; que tem, ainda, a acrescentar que, na semana passada, dois elementos da equipe chefiada pelo capitão Maurício compareceram ao presídio Tiradentes e ameaçaram a interroganda de novas sevícias, ocasião em que perguntou-lhes se estavam autorizados pelo Poder Judiciário e recebeu como resposta o seguinte: “você vai ver o que é o juiz lá na Oban”; (…) que ainda reafirma que mesmo no DOPS foi seviciada …).”
Hoje tenente-coronel reformado, Lopes Lima, que vive no Guarujá (SP), negou que tenha torturado a presidente eleita. “A própria Dilma já declarou que eu não a torturei. Ela esteve comigo somente um dia e eu não a agredi, em momento algum. No processo, ela diz que esteve 22 dias presa”, disse o militar.
Ele observou que não tem conhecimento da ação e que se defenderá quando for citado. “Acho isso (o processo) uma grande bobagem. Se a própria vítima diz que eu não sou o culpado, não há razão de haver ação alguma.”
O coronel reformado Innocêncio Beltrão não quis se manifestar. Os outros dois citados, Homero Machado e João Thomaz, não foram localizados.
A ação pede que os réus sejam condenados a pagar indenização à sociedade, tenham as aposentadorias cassadas e ajudem a cobrir os gastos da União com indenizações para as vítimas. Subscrevem a ação o procurador regional da República Marlon Alberto Weichert e os procuradores da República Eugênia Augusta Gonzaga, Jefferson Aparecido Dias, Luiz Costa, Adriana da Silva Fernandes e Sergio Gardenghi Suiama. Eles anexaram 39 documentos – o de número 30 é cópia do depoimento de Dilma.
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Uribe, o Herói do PiG, Fez a Maior Vala Comum do Mundo
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ÁLVARO URIBE PODE SER RESPONSÁVEL DIRETO POR ESSA PROVÁVEL CARNIFICINA QUE ESTÁ ACONTECENDO NA COLÔMBIA, ENCOBERTA PELA IMPRENSA GOLPISTA DE DIREITA.
ESSA DENÚNCIA É MUITO GRAVE! TUDO QUE ESTIVER AO NOSSO ALCANCE, VAMOS REPASSAR E NOS MOBILIZAR.
MESMO QUE ESSAS MORTES TENHAM SIDO PRATICADAS PELOS PARAMILITARES DA COLÔMBIA, O GOVERNO TAMBEM É RESPONSÁVEL.
FONTE: Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim)
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Trata-se da maior vala comum do continente. Dois mil corpos em uma vala comum, isso é um assunto grave para o Estado colombiano, mas sua mídia, e a mídia mundial, cúmplices do genocídio, se encarregaram de mantê-lo quase totalmente em silêncio, quando para encontrar uma atrocidade parecida é preciso remontar às valas nazistas. Este silêncio midiático está sem dúvida vinculado aos imensos recursos naturais da Colômbia e aos mega-negócios que ali se gestam em base aos massacres.
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A Comissão Asturiana de Direitos Humanos, que visitou a Colômbia em janeiro de 2010 (menos de um mês depois da descoberta da vala), perguntou às autoridades sobre o caso. As respostas foram preocupantes: na fiscalia, na procuradoria, no Ministério do Interior, na ONU, todos tentam se esquivar do assunto. E enquanto isso, tratam de “operar” a vala para minimizá-la, mas a delegação britânica a constatou, e as próprias autoridades reconheceram ao menos 2.000 cadáveres. Em dezembro, “o prefeito, aliado do governo, o denunciou também junto ao sepulteiro”, mas depois, as pressões oficiais tendem a fazer “diminuir suas apreciações sobre o número de corpos”.
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A Delegação Asturiana denunciou a ostensiva vontade de alterar a cena do crime: “ninguém está protegendo o lugar. Ninguém está impedindo que se possam alterar as provas. Que um trator possa entrar e voltar a misturar os cadáveres anônimos, a tirá-los e levá-los para outro lugar”. “Solicitamos às instituições responsáveis do Governo e do Estado colombiano que implementem as medidas cautelares necessárias para assegurar as informações já registradas nos documentos oficiais, que tomem as medidas cautelares necessárias com a finalidade de assegurar o perímetro para prevenir a modificação da cena, a exumação ilegal dos cadáveres e a destruição do material probatório que ali se encontra (…) É fundamental a criação de um Centro de Identificação Forense em La Macarena com a finalidade de conseguir a individualização e plena identificação dos cadáveres ali sepultados”.
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A Delegação Asturiana transmitiu às autoridades outra denúncia. As autoridades aduziram desconhecimento, e alegaram incapacidade operativa: “há tantas valas comuns em nosso país que…”. Trata-se do município de Argelia em Cauca: “Um ‘matadouro’ de gente, onde as famílias não puderam ir buscar os corpos de seus desaparecidos, pois os paramilitares não as deixaram entrar novamente em suas comunidades: deslocaram os sobreviventes”. As vítimas sobreviventes relataram: “havia pessoas amarradas que soltavam aos cachorros esfomeados para que os assassinassem pouco a pouco”.
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Na Colômbia, a Estratégia Paramilitar do Estado colombiano, combinada com a ação de policiais e militares, foi o instrumento de expansão de latifúndios. O Estado colombiano desapareceu com mais de 50.000 pessoas através de seus aparelhos assumidos (policiais, militares) e de seu aparelho encoberto: sua Estratégia Paramilitar. O Estado colombiano é o instrumento da oligarquia e das multinacionais para a sua guerra classista contra a população: é o garante do saque, a Estratégia Paramilitar se inscreve nessa lógica econômica.
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A invisibilização de uma vala comum das dimensões da vala de La Macarena se inscreve no contexto de que os negócios de multinacionais e oligarquias se baseiam nesse horror, e em que esta vala seja produto de assassinatos diretamente perpetrados pelo Exército nacional da Colômbia, o que prova ainda mais o caráter genocida do Estado colombiano em seu conjunto (para além do seu presidente Uribe, cujos negócios e vínculos com o narcotráfico e o paramilitarismo estão mais do que comprovados).
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A cumplicidade da grande imprensa é criminosa, tanto a nível nacional como internacional. Os povos devem romper o silêncio com que se pretende ocultar o genocídio. Urge solidariedade internacional: a Colômbia é, sem dúvida, um dos lugares do planeta no qual o horror do capitalismo se plasma da forma mais evidente, em seu paroxismo mais absoluto.
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Veja alguns comentários no post do PHA
Caro PHA , acabei de ouvir uma noticia preocupante no Telejornal da Rede TV, que dizia que por determinação da ONU, Uribe foi nomeado vice presidente de uma Comissão para apuração do caso de ataque pelos Israelenses aos navios com ajuda humanitaria ocorrido a cerca de 2 meses. Parece que os EUA com seu mordomo na ONU, resolveram fazer uma PIZZA!
vicente caliman sp
É preciso divulgar isso o quanto antes a fim de que esta vala com aproximadamente 2.000 cadáveres não “suma”. Lula precisa fazer valer sua autoridade, liderança, assim como a presidência do Mercosul na qual o Brasil assumirá agora e mergulhar fundo. Não podemos deixar esse Adolf Uribe Hitler passar em vão. Este crime precisa ser investigado e temos que levar isso para a grande mídia. É mais um crime da Direita como sempre golpista, reacionária, assassina. Por tudo que for mais sagrado, vamos divulgar e levar isso adiante. Esta bestialidade precisa acabar.
Pig quem Viola os Direitos Humanos é Cuba ou Colombia, bando de reácionarios fascistas.
Caro PHA, acho que este caso é mais serio do que pensamos. Lendo o comentário do Eugênio fico pensando como a ONU pode convidar Uribe para Vice Presidente do Comitê de Investigações do ataque a flotilha em Gaza. Não sabia que coisas tão horríveis acontecem neste planeta. Só agora com a Internete é que estou sabendo dessas barbaridades. Inacreditável.
O Carniceiro de Bogotá é um dos grandes heróis do Serra.
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